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Teaching biology and geology as reflective decision-making: designing an asynchronous online professional development course for in-service science teachers
Publication . Almeida, Patrícia Albergaria; Abelha, Marta
Professional development in discipline-specific pedagogy remains a persistent challenge in teacher education, particularly when addressed in fully online, asynchronous settings with in-service practitioners. This article describes and theorises the design of Specific Didactics of Biology and Geology, a 14-week professional development course offered at Universidade Aberta, Portugal’s public open distance university, within the framework of the institution’s Pedagogical Model. The course targets in-service Biology and Geology teachers enrolled in the first year of a teacher professionalisation programme. Rather than reporting a completed impact evaluation, the article offers a theoretically grounded, design-oriented practitioner inquiry account of course design, early implementation reflections, and transferable design principles for asynchronous online teacher professional development. Its conceptual core is the framing of teaching as didactic decision-making, integrating reflective practice, didactic transposition, and experiential learning theory into a coherent design philosophy that places participants’ existing professional experience at the centre of learning. The article argues that subject-specific professional development can be meaningfully designed in a fully asynchronous online format, provided that the e-activity repertoire is epistemically varied, experientially anchored, and coherent with the pedagogical principles under study. Three structural features are discussed in detail: a two-tier activity design distinguishing non-assessed preparatory tasks from assessed e-activities; a deliberately diverse typology of digital activity formats, each serving a distinct cognitive and social function; and an integrative culminating task, the Professional Development and Pedagogical Action Plan, developed progressively across the final three weeks of the course. By describing the course design in sufficient detail to enable adaptation to comparable contexts, the article contributes to research-informed approaches to online teacher professional development. It highlights the pedagogical potential of asynchronous learning environments when they are designed not as simplified substitutes for face-to-face provision, but as coherent spaces for reflective, situated, and discipline-specific professional learning.
Rede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhos
Publication . Soares, Lizandra Maria de Aguiar Zanon; Borges, Júlias Bastos; Iwama, Allan Yu; Gallo, Edmundo de Almeida; Paula, Luciana Araújo de; Morgado, Fernando; Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Rosa, Rosário; Santos, Claudia Regina dos; Eyzaguirre, Indira Angela Luza; Sousa, Esley Lima de; Ramos Filho, Eraldo da Silva; Sanos, Iedo Souza; Teixeira, Simonne; Freitas, Rodrigo Rodrigues de
Neste artigo é apresentada uma iniciativa colaborativa voltada à construção de modelos de governança socioambiental mais justos e participativos em territórios costeiros e marinhos do Brasil. A proposta centra-se na Rede Marangatu, uma rede internacional de ciência cidadã que articula instituições acadêmicas, organizações sociais e Povos e Comunidades Tradicionais para promover a conservação da sociobiodiversidade e o reconhecimento dos saberes locais. O estudo parte do pressuposto de que os territórios costeiros são espaços complexos, marcados por conflitos socioambientais, pressões econômicas e desigualdades no reconhecimento de diferentes formas de conhecimento. Nesse contexto, a noção de justiça epistêmica torna-se central, pois busca corrigir a marginalização histórica dos conhecimentos tradicionais e comunitários nos processos de produção científica e nas políticas públicas. O trabalho defende que o conhecimento produzido por pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras populações tradicionais deve ser reconhecido como legítimo e fundamental para a gestão sustentável dos ecossistemas marinho-costeiros. A Rede Marangatu surge como uma resposta a esses desafios ao promover um modelo de governança territorializada, baseado no diálogo entre saber científico e saber tradicional. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e movimentos sociais em diferentes regiões do Brasil e também em parceria internacional, com o objetivo de desenvolver pesquisas participativas, fortalecer redes comunitárias e influenciar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção dos territórios tradicionais. Entre as principais estratégias da rede destacam-se a i) Ciência cidadã e monitoramento participativo da biodiversidade, envolvendo moradores locais na coleta e interpretação de dados ambientais; ii) Cartografias sociais e mapeamentos participativos, que registram territórios, modos de vida e áreas de uso tradicional; iii) Diálogo de saberes, integrando conhecimentos acadêmicos, indígenas e comunitários; iv) Construção de políticas públicas territorializadas, adaptadas às realidades locais. Um dos conceitos inovadores apresentados é o de polígonos de gestão costeira e marinha, espaços de governança coletiva onde comunidades tradicionais assumem papel central na tomada de decisões sobre uso e conservação dos recursos naturais. Essa abordagem busca inverter a lógica tradicional de gestão ambiental, frequentemente centralizada no Estado, e reconhecer o protagonismo das comunidades que historicamente cuidam desses territórios. O trabalho também destaca que a valorização dos saberes tradicionais contribui não apenas para a conservação ambiental, mas também para a segurança alimentar, a saúde comunitária e a justiça socioambiental, fortalecendo a autonomia e a permanência das populações em seus territórios. Nesse sentido, a Rede Marangatu funciona como um espaço de articulação política, produção de conhecimento e inovação social. O estudo argumenta que a governança de territórios costeiros e marinhos deve ser construída de forma intercultural, participativa e territorialmente situada, reconhecendo a diversidade de conhecimentos e experiências. A Rede Marangatu demonstra constituir um modelo para a integração entre ciência, movimentos sociais e comunidades tradicionais pode gerar novas formas de gestão ambiental, promovendo justiça epistêmica, proteção da sociobiodiversidade e sustentabilidade dos territórios costeiros.
Teachers’ negotiation of democratic risk and professional agency in early years and primary education: insights from participatory research ecologies
Publication . Neves, Claudia; Pažur, Monika; Oliveira, Juliana Gazzinelli de; Abrantes, Pedro; Abelha, Marta; Almeida, Ana Patrícia; Rimac Jurinović, Maša; Domovic, Vlatka; Drvodelic, Maja
This article examines how teachers in Early Years and Primary Education experience and negotiate democratic risk when enacting democratic pedagogy. Drawing on qualitative data generated through participatory research in Portugal and Croatia within the Horizon Europe AECED project, the study analyses reflections, dialogical exchanges, and collaborative inquiry processes from 33 participants across four cases. Democratic risk is conceptualised as situations in which teachers perceive that democratic pedagogical action may expose them to uncertainty, loss of control, professional scrutiny, or relational tension. The findings identify three interrelated themes: (1) democratic risk as pedagogical, professional, relational, and institutional exposure; (2) the negotiation of legitimacy and accountability; and (3) participatory research as a professional learning ecology supporting teacher agency. Rather than functioning merely as a barrier, democratic risk emerges as an inherent condition of democratic pedagogy and a key site for the development of professional judgement and agency. The article contributes to research on democratic education by introducing democratic risk as an empirically grounded analytic concept and by demonstrating how teacher agency is enacted relationally within professional and institutional contexts. It further highlights the role of participatory research in supporting teachers to navigate the tensions inherent in democratic practice.
Entre integração e inclusão: perceções de atores educativos sobre alunos brasileiros no 1.º ciclo
Publication . Martins, Helena; Neves, Claudia
Este artigo analisa como a direção escolar, os professores e as famílias percecionam a integração de alunos imigrantes brasileiros no 1.º ciclo do ensino básico, num estudo de caso realizado numa escola do centro urbano de Braga. O problema de investigação centra-se nas tensões entre a integração administrativa e a inclusão educativa plena. Recorreu-se a uma abordagem predominantemente qualitativa, com triangulação metodológica: entrevistas com responsáveis institucionais e questionários com docentes e encarregados de educação. Os resultados mostram uma avaliação globalmente positiva do acolhimento, mas identificam entraves recorrentes: descontinuidades curriculares e decisões de equivalência, barreiras sociolinguísticas subtis apesar da língua comum, necessidade de tempo e apoio emocional no período inicial e limitações de recursos humanos especializados. As famílias valorizam a dimensão relacional e apontam melhorias na comunicação escola-família e na construção de comunidade. Conclui-se que a língua partilhada não elimina desigualdades e que a integração beneficia de estratégias sistemáticas de acolhimento, diferenciação pedagógica e mediação cultural, reforçando as condições para uma inclusão mais equitativa.
Como chegaram até nós as fontes narrativas medievais portuguesas?
Publication . Moreira, Filipe Alves; Costa, João Paulo Oliveira e; Castro, José Ribeiro e; Franco, José Eduardo
Por vezes, quando lemos as fontes narrativas, lemos realmente algo muito diferente do que esperávamos. Exemplos de como a edição e a transmissão de textos narrativos condiciona a sua leitura e análise. Texto originalmente publicado no jornal "Observador", posteriormente recolhido em volume coletivo.