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Rede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhos

datacite.subject.fosCiências Sociais
datacite.subject.sdg17:Parcerias para a Implementação dos Objetivos
datacite.subject.sdg16:Paz, Justiça e Instituições Eficazes
datacite.subject.sdg14:Proteger a Vida Marinha
datacite.subject.sdg15:Proteger a Vida Terrestre
datacite.subject.sdg13:Ação Climática
datacite.subject.sdg11:Cidades e Comunidades Sustentáveis
datacite.subject.sdg10:Reduzir as Desigualdades
datacite.subject.sdg05:Igualdade de Género
dc.contributor.authorSoares, Lizandra Maria de Aguiar Zanon
dc.contributor.authorBorges, Júlias Bastos
dc.contributor.authorIwama, Allan Yu
dc.contributor.authorGallo, Edmundo de Almeida
dc.contributor.authorPaula, Luciana Araújo de
dc.contributor.authorMorgado, Fernando
dc.contributor.authorAlves, Fátima
dc.contributor.authorVidal, Diogo Guedes
dc.contributor.authorRosa, Rosário
dc.contributor.authorSantos, Claudia Regina dos
dc.contributor.authorEyzaguirre, Indira Angela Luza
dc.contributor.authorSousa, Esley Lima de
dc.contributor.authorRamos Filho, Eraldo da Silva
dc.contributor.authorSanos, Iedo Souza
dc.contributor.authorTeixeira, Simonne
dc.contributor.authorFreitas, Rodrigo Rodrigues de
dc.date.accessioned2026-06-29T15:55:11Z
dc.date.available2026-06-29T15:55:11Z
dc.date.issued2026-06-04
dc.description.abstractNeste artigo é apresentada uma iniciativa colaborativa voltada à construção de modelos de governança socioambiental mais justos e participativos em territórios costeiros e marinhos do Brasil. A proposta centra-se na Rede Marangatu, uma rede internacional de ciência cidadã que articula instituições acadêmicas, organizações sociais e Povos e Comunidades Tradicionais para promover a conservação da sociobiodiversidade e o reconhecimento dos saberes locais. O estudo parte do pressuposto de que os territórios costeiros são espaços complexos, marcados por conflitos socioambientais, pressões econômicas e desigualdades no reconhecimento de diferentes formas de conhecimento. Nesse contexto, a noção de justiça epistêmica torna-se central, pois busca corrigir a marginalização histórica dos conhecimentos tradicionais e comunitários nos processos de produção científica e nas políticas públicas. O trabalho defende que o conhecimento produzido por pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras populações tradicionais deve ser reconhecido como legítimo e fundamental para a gestão sustentável dos ecossistemas marinho-costeiros. A Rede Marangatu surge como uma resposta a esses desafios ao promover um modelo de governança territorializada, baseado no diálogo entre saber científico e saber tradicional. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e movimentos sociais em diferentes regiões do Brasil e também em parceria internacional, com o objetivo de desenvolver pesquisas participativas, fortalecer redes comunitárias e influenciar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção dos territórios tradicionais. Entre as principais estratégias da rede destacam-se a i) Ciência cidadã e monitoramento participativo da biodiversidade, envolvendo moradores locais na coleta e interpretação de dados ambientais; ii) Cartografias sociais e mapeamentos participativos, que registram territórios, modos de vida e áreas de uso tradicional; iii) Diálogo de saberes, integrando conhecimentos acadêmicos, indígenas e comunitários; iv) Construção de políticas públicas territorializadas, adaptadas às realidades locais. Um dos conceitos inovadores apresentados é o de polígonos de gestão costeira e marinha, espaços de governança coletiva onde comunidades tradicionais assumem papel central na tomada de decisões sobre uso e conservação dos recursos naturais. Essa abordagem busca inverter a lógica tradicional de gestão ambiental, frequentemente centralizada no Estado, e reconhecer o protagonismo das comunidades que historicamente cuidam desses territórios. O trabalho também destaca que a valorização dos saberes tradicionais contribui não apenas para a conservação ambiental, mas também para a segurança alimentar, a saúde comunitária e a justiça socioambiental, fortalecendo a autonomia e a permanência das populações em seus territórios. Nesse sentido, a Rede Marangatu funciona como um espaço de articulação política, produção de conhecimento e inovação social. O estudo argumenta que a governança de territórios costeiros e marinhos deve ser construída de forma intercultural, participativa e territorialmente situada, reconhecendo a diversidade de conhecimentos e experiências. A Rede Marangatu demonstra constituir um modelo para a integração entre ciência, movimentos sociais e comunidades tradicionais pode gerar novas formas de gestão ambiental, promovendo justiça epistêmica, proteção da sociobiodiversidade e sustentabilidade dos territórios costeiros.por
dc.identifier.citationSoares, Lizandra Maria de Aguiar Zanon; Borges, Júlia Bastos; Iwama, Allan Yu; Gallo, Edmundo de Almeida; Paula, Luciana Araújo de; Morgado, Fernando; Alves, Fátima; et al. "Rede marangatu: Governança territorializada e Justiça Epistêmica em territórios costeiros e marinhos". Revista Captar: Ciência e Ambiente para Todos 15 (2026): 1-11. https://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/40862. DOI: 10.34624/z7z45025
dc.identifier.doi10.34624/z7z45025
dc.identifier.issn1647-323X
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.2/22212
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.publisherUniversidade de Aveiro
dc.relation.hasversionhttps://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/40862
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectGovernança territorializada
dc.subjectJustiça Epistêmica
dc.subjectTerritórios costeiros e marinhos
dc.subjectPovos e comunidades tradicionais
dc.subjectDiálogo de saberes
dc.subjectCiência cidadã
dc.titleRede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhospor
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oaire.citation.titleRevista CAPTAR: Ciência e ambiente para todos
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