Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas internacionais / Papers in international journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas internacionais / Papers in international journals por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
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- Fishers’ perceptions of fishing dynamics and socio-environmental threats in coastal protected areas of Northeastern BrazilPublication . Oliveira, Yedda Christina Bezerra Barbosa de; Lopes, Priscila; Oliveira, Tiago; Vidal, Diogo Guedes; Alves, Fátima; Rosa, Rosário; Mourão, José; Yedda Christina Bezerra Barbosa de Oliveira 1,2 ● Priscila Fabiana Macedo Lopes 3,4,5 ● Tiago Almeida de Oliveira 6 ● Diogo Guedes Vidal 2,7 ● Fátima Alves 2,7 ● Maria do Rosário Tomás Rosa 2,7 ● José da Silva Mourão 1,8Small-scale fisheries are central to the economy, food security, and cultural continuity of many coastal communities across the Global South, yet fishing activities and community well-being are increasingly exposed to pressures from overfishing, pollution, and coastal ecosystem degradation. When fishing occurs within or near coastal protected areas, regulatory frameworks and livelihood dependence become tightly intertwined, making fishers’ perceptions of the environment and fishing dynamics a socially structured dimension of these systems rather than merely individual views. We interviewed 105 fishers from three coastal protected areas in Northeastern Brazil (Paraiba and Pernambuco) to (1) analyze their perception of changes in small-scale fisheries and socio-environmental threats, and (2) examine how socioeconomic factors (e.g. sex, education, income, dependence on fishing) influence these perceptions. We did a content analysis of the qualitative interview data and applied multinomial logistic regression to model their perception of socio-environmental threats. Our findings showed that male fishers were significantly more likely to perceive pollution (odds ratio [OR] = 5.45) and overfishing (OR = 2.57) as major threats. Additionally, higher income was associated with a lower likelihood of perceiving overfishing (OR = 0.27) and pollution (OR = 0.009) as significant concerns, regardless of gender. Lower income levels were associated with greater sensitivity to socio-environmental threats, while gendered divisions of labor shaped distinct environmental perceptions. These findings demonstrate that socio-ecological dynamics in coastal protected areas are structured by poverty and social inequalities. Effective governance must therefore integrate biodiversity conservation with strategies that address livelihood security, gender inequities, and structural vulnerability in small-scale fisheries.
- Rede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhosPublication . Soares, Lizandra Maria de Aguiar Zanon; Borges, Júlias Bastos; Iwama, Allan Yu; Gallo, Edmundo de Almeida; Paula, Luciana Araújo de; Morgado, Fernando; Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Rosa, Rosário; Santos, Claudia Regina dos; Eyzaguirre, Indira Angela Luza; Sousa, Esley Lima de; Ramos Filho, Eraldo da Silva; Sanos, Iedo Souza; Teixeira, Simonne; Freitas, Rodrigo Rodrigues deNeste artigo é apresentada uma iniciativa colaborativa voltada à construção de modelos de governança socioambiental mais justos e participativos em territórios costeiros e marinhos do Brasil. A proposta centra-se na Rede Marangatu, uma rede internacional de ciência cidadã que articula instituições acadêmicas, organizações sociais e Povos e Comunidades Tradicionais para promover a conservação da sociobiodiversidade e o reconhecimento dos saberes locais. O estudo parte do pressuposto de que os territórios costeiros são espaços complexos, marcados por conflitos socioambientais, pressões econômicas e desigualdades no reconhecimento de diferentes formas de conhecimento. Nesse contexto, a noção de justiça epistêmica torna-se central, pois busca corrigir a marginalização histórica dos conhecimentos tradicionais e comunitários nos processos de produção científica e nas políticas públicas. O trabalho defende que o conhecimento produzido por pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras populações tradicionais deve ser reconhecido como legítimo e fundamental para a gestão sustentável dos ecossistemas marinho-costeiros. A Rede Marangatu surge como uma resposta a esses desafios ao promover um modelo de governança territorializada, baseado no diálogo entre saber científico e saber tradicional. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e movimentos sociais em diferentes regiões do Brasil e também em parceria internacional, com o objetivo de desenvolver pesquisas participativas, fortalecer redes comunitárias e influenciar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção dos territórios tradicionais. Entre as principais estratégias da rede destacam-se a i) Ciência cidadã e monitoramento participativo da biodiversidade, envolvendo moradores locais na coleta e interpretação de dados ambientais; ii) Cartografias sociais e mapeamentos participativos, que registram territórios, modos de vida e áreas de uso tradicional; iii) Diálogo de saberes, integrando conhecimentos acadêmicos, indígenas e comunitários; iv) Construção de políticas públicas territorializadas, adaptadas às realidades locais. Um dos conceitos inovadores apresentados é o de polígonos de gestão costeira e marinha, espaços de governança coletiva onde comunidades tradicionais assumem papel central na tomada de decisões sobre uso e conservação dos recursos naturais. Essa abordagem busca inverter a lógica tradicional de gestão ambiental, frequentemente centralizada no Estado, e reconhecer o protagonismo das comunidades que historicamente cuidam desses territórios. O trabalho também destaca que a valorização dos saberes tradicionais contribui não apenas para a conservação ambiental, mas também para a segurança alimentar, a saúde comunitária e a justiça socioambiental, fortalecendo a autonomia e a permanência das populações em seus territórios. Nesse sentido, a Rede Marangatu funciona como um espaço de articulação política, produção de conhecimento e inovação social. O estudo argumenta que a governança de territórios costeiros e marinhos deve ser construída de forma intercultural, participativa e territorialmente situada, reconhecendo a diversidade de conhecimentos e experiências. A Rede Marangatu demonstra constituir um modelo para a integração entre ciência, movimentos sociais e comunidades tradicionais pode gerar novas formas de gestão ambiental, promovendo justiça epistêmica, proteção da sociobiodiversidade e sustentabilidade dos territórios costeiros.
