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- Teaching new tricks: a cognitive approach to teaching english to adult portuguese learnersPublication . Duarte, Cláudia Rute Canelas Pereira; Falé, Isabel; Barros, Rita Queiroz deOs professores de escolas de línguas privadas são frequentemente responsáveis por gerir a planificação dos cursos, a seleção de materiais e a avaliação, e geralmente existe neste contexto falta de regulamentação e apoio. Consequentemente, estes professores frequentemente dependem da experiência e dos recursos disponíveis, como os manuais didáticos, que nem sempre são adequados às necessidades dos seus aprendentes. Este estudo propõe colmatar esta ausência delineando um enquadramento teórico no contexto da linguística educacional, e focar especialmente o contributo da linguística cognitiva para um ensino de línguas mais direccionado e eficaz, especialmente na sua vertente aplicada, ou CALT (Cognitive Approach Language Teaching). Esta metodologia incorpora a instrução gramatical explícita e a L1 dos aprendentes, assim como o conhecimento enciclopédico que os falantes adultos possuem, a incorporação (o princípio segundo o qual a formação e uso da língua são moldados pela experiência sensorial e corporal humana) e o uso intensivo de material visual, entre outras técnicas. Estas técnicas relacionam-se com processos cognitivos universais que são fundamentais para a linguística cognitiva, mas a metodologia proposta tem pontos em comum com outras metodologias, como o Ensino Comunicativo de Línguas. Esta abordagem híbrida fomenta a flexibilidade, e visa capacitar os professores, proporcionando fundamentos teóricos aliados a uma orientação prática, melhorando assim a sua capacidade para adaptar a instrução e os materiais às necessidades dos seus aprendentes. A aplicação prática dos princípios do CALT mostrou que os aprendentes alcançaram uma maior proficiência nas estruturas gramaticais alvo em comparação com aprendentes ensinados com outros métodos, demonstrando a eficácia desta abordagem.
- Abrir novos horizontes: das questões internacionais às questões transnacionais. Onde fica a universidade?Publication . Jacquinet, MarcVivemos tempos de desafios sociais, internacionais, ambientais, humanos e globais. Tempo de crises e tempos de crise; e é na crise que começam a emergir novas promessas. Insisto em considerar os desafios de modo multidimensional, e para dar um reparo, não são apenas internacionais, com a redefinições de fronteiras nacionais e internacionais, mas também globais, com emergências de novos tipos de interações globais, locais e transnacionais, todo numa síntese que ainda não nos aparece bem nítida. Tempo de crise. Novos desafios sociais com múltiplas dimensões - humanas, tecnológicas, económicas, educacionais e ambientais. Destacam-se as desigualdades sócio-económicas, políticas, de educação e de saúde. Todas apresentam diferentes níveis: o local, o nacional, o regional e o global. Muitos problemas atuais não podem ser considerados num vácuo, são interligados, são transnacionais, são globais. Mas a crise é também a esperança de criar um mundo novo, resolver problemas e assentar novas sociabilidades. A esperança implica ultrapassar simplismos e integrar o nosso conhecimento e a prática da tecnologia para que esta seja benéfica para a humanidade sem falsas esperanças. Depois de discutir a crise, os desafios em termos sociais, ambientais e económicos, passarei a tratar dos passos a dar para sair da crise, nomeadamente renovando dinamismos na sociedade e aprofundando governanças a múltiplos níveis. Um dos aspetos destacados nesta comunicação é o da educação e, dentro desta, do ensino e investigação superiores.
- Tradição e interculturalidade na sociedade contemporânea: um estudo de caso sobre o papel da autoridade Ohamba na Província da Huíla em AngolaPublication . Gomes, Maria Marcelina; Sousa, LúcioO continente africano há muito tempo que se organiza em estados que deram origem às autoridades, hoje consideradas tradicionais. Ainda hoje as autoridades tradicionais são uma realidade em toda a África e prevaleceram fortemente enraizadas nos preceitos das suas tradições. Preservam os seus valores e crenças que que expressam o desejo dos ancestrais que, dessa maneira, os reconhecem como seus legítimos representantes e verdadeiras autoridades nos territórios das comunidades sob a jurisdição de cada uma destas. Os povos de africanos mantém respeito a estas autoridades, apesar dos países terem outras autoridades que resultaram da libertação de uma série de processos de domínio tais como a escravatura e o deslocamento contantes de pessoas das zonas de habitação para o trabalho forçado noutras localidades e da emancipação da colonização europeia dos diferentes países e povos. Em Angola , paralelamente à autoridade do Estado do tipo ocidental, sobrevivem as autoridades tradicionais em cada uma das comunidades etnolinguísticas que o país tem. A nossa pesquisa trata da autoridade ohamba que incorpora em si a grande responsabilidade cumprir e fazer cumprir, preservar, transmitir ao povo e às novas gerações, todo o manancial histórico e sociocultural das comunidades de língua olunyaneka. O ohamba e ombala são dois elementos indissociáveis no quadro da análise da vida político- social das populações de língua olunyaneka. O ohamba hoje é autoridade de referência para as populações que estudamos. Ele acumula em si, responsabilidades de intermediação dupla: uma em que ele aparece como mediador entre o Estado e a população, função que foi adquirindo ao longo da história com o início da colonização à actualidade; outra prende-se com a sua mediação histórica mais antiga com os espíritos antepassados, que fundaram e governaram o cilongo. Ele era o governante, administrador do cilongo e das populações, cuja legitimidade provém do sagrado. O ohamba ainda conserva a sua importância entre as populações, pois continua a ser o guardião da preservação das tradições da ombala e do cilongo. Esta pesquisa estuda a autoridade tradicional, num período que vai desde o séc. XIX a actualidade, com o objectivo de compreender o significado e o lugar de pertença da autoridade ohamba, na vida das comunidades de língua olunyaneka e na relação que este estabelece com outras comunidades etnolinguísticas nas diferentes fases sociopolíticas que as comunidades em estudo viveram. Por outro lado, em minucia: analisar as mudanças socioculturais a que estas foram sujeitas tendo como consequência a perda de parte da sua identidade. Para além de termos recorridos a uma vasta literatura científica para fundamentar nossa argumentação, tivemos como base, informações recolhidas no campo de pesquisa, na maior parte, disponibilizadas por via oral e a observação directa, junto das comunidades de língua olunyaneka. Foi assim, que podemos aferir que o ohamba no âmbito das suas funções como autoridade máxima da comunidades de língua olunyaneka, é mediador intercultural, pois a globalização obriga à todos os povos enfrentarem e criarem novas formas de convivência, onde actuam diferentes elementos socioculturais, políticos e religiosos, de origens diferentes. Hoje o processo de miscigenação cultural, que resulta das relações interculturais é um facto irreversível e incontornável.
