Serro, Raquel Brandão do2019-11-222019-11-222012http://hdl.handle.net/10400.2/8817Dissertação de Mestrado em Literatura, apresentada ao programa de Pós-Graduação em Literatura do Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, em 6 de julho de 2012.Esta dissertação analisa a produção poética de Joaquim Cardozo sob um prisma histórico. Restringe-se a poesias selecionadas dos livros publicados entre Poemas (1947) e Um livro aceso e Nove canções sombrias (1981), consultados em sua Poesia completa e Prosa (2008). A principal hipótese defendida pelo trabalho é a que Cardozo se incluiu e ao mesmo tempo excedeu cada poética do Modernismo pela qual transitou. Ele foi um poeta do Modernismo nordestino sem o toque pitoresco que caracterizou a poesia de Ascenso Ferreira ou do primeiro Jorge de Lima. Joaquim Cardozo, que começou a escrever em 1925, é um poeta que cantou o Recife e as transformações urbanas, o que o coloca ao mesmo tempo dentro e fora da escola. Isso se repete nos anos 1930, 1945, 1956 e 1970. Podemos dizer que Cardozo soube retirar de cada poética o tanto que lhe interessava para construir um caminho muito próprio, mas infelizmente ainda pouco estudado. Nesse sentido, esse trabalho remete a um dos temas centrais do pensamento sobre a literatura brasileira ao longo do século XX: a formação do movimento modernista, suas possibilidades e entraves, as variedades das propostas poéticas e a busca por linhas evolutivas que pudessem caracterizar um movimento sistêmico e formativo. O que se investigou neste trabalho é como, e em que medida, a obra de Joaquim Cardozo apreendeu a dinâmica da formação e da dissolução das diversas fases do movimento modernista brasileiro, e como o poeta deu a ver, em sua obra poética, a lógica da ilusão na sociedade capitalista.porModernismoTrabalho poéticoJoaquim CardozoModernismPoetical workA poesia de Joaquim Cardozo: um caminho próprio e original da poesia moderna brasileiramaster thesis