Cardoso, João Luís2017-02-232017-02-231979http://hdl.handle.net/10400.2/6187Separata do Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Vol. XXI, Fase. II-lU.Do estudo do espólio que pertenceu a Álvaro de Brée, proveniente do povoado pré-histórico de Leceia (Lisboa/Portugal), resultou o estabelecimento das seguintes sequências culturais, conhecidas pelos sucessivos habitantes, que durante mais de mil anos ocuparam intensamente aquele lugar: 1 - O horizonte calcolítico final, que corresponde a um fundo cultural autóctone existente no litoral estremenho, que, a determinada altura teve influências culturais dos construtores de megalitos do Alentejo e das populações almerienses. 2 - O horizonte calcolítico inicial, resultante da fusão da cultura pré-existente com contribuições, directas ou indirectas, provenientes do Mediterrâneo oriental, por via marítima. 3 - O horizonte calcolítico médio, durante o qual se deu, em nosso entender, uma progressiva independência dos povoados das penínsulas de Lisboa e Setúbal, nos quais se desenvolveu a metalurgia do cobre, bem documentada em Leceia. A abundância da cerâmica decorada em «folha de acácia» e «crucíferas», indica- nos uma época de apogeu, comum aliás a outros povoados desta região, por vezes transformados, nesta altura, em verdadeiros redutos fortificados. 4 - O horizonte calcolítico superior, marcado pela eclosão da cerâmica campaniforme, representada apenas acidentalmente em Leceia. Contudo, ao autor foi possível descortinar uma sequência evolutiva local da «taça de Palmela», a partir de formas atribuídas ao Calcolítico inicial (taças decoradas interiormente), já indicada por outros autores.porHistóriaArqueologiaPré-históriaPovoadosPovoado fortificadoLeceiaOeirasPortugalO povoado pré-histórico de Leceia (Lisboa, Portugal): nota prévia sobre a colecção de Álvaro de Bréejournal article