Baptista, Nuno2025-11-112025-11-1120252182-4967http://hdl.handle.net/10400.2/20425O presente estudo explora as perceções e práticas de 93 docentes do ensino básico e secundário sobre os “novos lugares de educação”, concebidos como ecossistemas híbridos que articulam espaços físicos, digitais, naturais e comunitários. Através de uma abordagem metodológica mista, combinando questionários fechados e abertos, analisaram-se dimensões quantitativas e qualitativas das representações docentes. Os resultados revelam uma valorização significativa dos ambientes digitais e híbridos, associando-os ao sucesso educativo dos alunos. Contudo, persistem constrangimentos institucionais, como a rigidez curricular, a escassez de tempo e a ausência de reconhecimento formal, que limitam a concretização plena destas práticas. A análise qualitativa evidenciou experiências diversificadas, incluindo a articulação com agentes externos, reforçando o potencial dos ecossistemas educativos para promover aprendizagens contextualizadas e participativas. O estudo aponta a necessidade de políticas organizacionais e formativas que reconheçam e incentivem estas práticas, alinhadas com recomendações internacionais para a construção de uma escola mais aberta, inclusiva e sustentável. Assumindo uma perspetiva crítica e emancipadora da educação, este trabalho pretende não apenas analisar, mas também contribuir para a legitimação cultural da inovação pedagógica, valorizando a escola enquanto espaço dinâmico de construção coletiva de saberes e cidadania.This study explores the perceptions and practices of 93 primary and secondary school teachers regarding the "new places of education", conceived as hybrid ecosystems that integrate physical, digital, natural, and community spaces. Through a mixed-methods approach, combining closed and open-ended survey questions, both quantitative and qualitative dimensions of teachers’ representations were analysed. The results reveal a significant appreciation of digital and hybrid environments, linking them to students’ educational success. However, institutional constraints persist, such as rigid curricula, lack of time, and absence of formal recognition, which limit the full implementation of these practices. The qualitative analysis highlighted diverse experiences, including collaboration with external agents, reinforcing the potential of educational ecosystems to foster contextualised and participatory learning. The study points to the need for organisational policies and teacher training programmes that recognise and support these practices, in line with international recommendations for building a more open, inclusive, and sustainable school. By adopting a critical and emancipatory perspective on education, this work aims not only to analyse but also to contribute to the cultural legitimation of pedagogical innovation, valuing the school as a dynamic space for the collective construction of knowledge and citizenship.porNovos lugares de educaçãoEcossistemas híbridosInovação pedagógicaPráticas docentesNew places of educationHybrid ecosystemsPedagogical innovationTeaching practicesNovos lugares da educaçãoNew places of educationjournal article10.34627/redvol8iss2e202511