Veiga, Pedro Alves da2026-01-142026-01-142025-04-02Veiga, P.A. (2025). Ciberperformance: da transposição à inovação. Dedalus - Revista Portuguesa de Literatura Comparada, 27/28, 463-482.0871-9519http://hdl.handle.net/10400.2/20843Este artigo visa explorar e identificar formas de ciberperformance nativas do meio digital e/ou telemático, com especial ênfase nas surgidas durante o período pandémico. As tecnologias digitais contribuem para a alteração ou disrupção de práticas estabelecidas, criando oportunidades de inovação em toda a economia criativa. Este fenómeno foi potenciado pela pandemia do COVID-19, que ao dificultar a fruição dos espaços públicos, contribuiu para um aumento significativo de experiências ao vivo nas principais redes sociais. Para tal, a resposta imediata de artistas e instituições das artes foi a transposição literal dos seus eventos e criações para sistemas de videoconferência ou videodifusão, como Zoom, Microsoft Teams ou Google Meet. No entanto, os nativos digitais encontraram caminhos e motivações para ir além da simples transposição da exibição ou performance tradicional para as redes sociais e media digitais, dando origem ao que se pode designar por ciberperformance nativa, constituindo novos formatos artísticos e produtos culturais, cuja criação é moldada pelas próprias tecnologias e redes de informação. Importa, pois, explorar a natureza da literacia digital artística, criativa e performativa. E importa entender como a experiência estética, participativa e de interação social das audiências é moldada pela fruição artística destas ciberperformances nativas.porciberperformancenativos digitaiscovid-19criação digitalmédia-arte performativaCiberperformance: da transposição à inovaçãojournal article