Mendes, CarlosMagano, Olga2020-11-102020-11-102020Mendes, Carlos; Magano, Olga (2020). “As universidades de terceira idade como forma de participação e inclusão social: um estudo de caso na Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão”. Livro de atas do Seminário sobre Vulnerabilidades Sociais e Saúde, 2020 “Envelhecimento(s) – Perspetivas Interdisciplinares”. In Gato, A. P., Cerqueira, A. F., Canais, E., Rebelo, J., Moreira, S., & Barbosa, V. (Eds.). (2020). Livro de Atas do II Seminário Vulnerabilidades Sociais e Saúde: envelhecimento(s) – perspetivas interdisciplinares. Setúbal: Instituto Politécnico de Setúbal. Retrieved from http://hdl.handle.net/10400.26/33455. Pp. 126-141. ISBN: 978-989-54631-8-3978-989-54631-8-3http://hdl.handle.net/10400.2/10143A criação de Universidades Sénior (US) surge devido a profundas transformações sociais e tecnológicas com impacto na melhoria de condições de saúde e bem-estar, com o aumento da esperança de vida e consequente envelhecimento da população. As sociedades contemporâneas procuram propostas de envelhecimento ativo, entre as quais se enquadram as US, como paradigma de educação de adultos a partir dos 50 anos no Ocidente. Este movimento iniciou-se em França, em 1972, disseminou-se rapidamente por todo o mundo porque colheu grande receptividade nas pessoas ‘de idade’ como fator de bem-estar. Em Portugal, Herberto Miranda, em 1978, dá início à primeira universidade da terceira idade, sublinhando que não se tratava de um projeto assistencial, mas de carácter cultural e, de desenvolvimento humano e científico. Esta comunicação tem como objetivo apresentar os resultados de um estudo realizado na Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão (USMMA) com a finalidade de conhecer o processo de criação das US enquanto resposta social e, no caso português, contextualizar o surgimento deste movimento e conhecer as motivações dos estudantes para a sua frequência, e compreender o impacto que pode ter no seu estilo de vida, num contexto de aprendizagem ao longo e ao largo da vida mas também como estratégia de preservação de relações sociais, após a saída do mercado de trabalho. Em termos metodológicos, optou-se por uma abordagem qualitativa de estudo de caso com a realização de observação participante em contexto de salas de aula e entrevistas semiestruturadas em profundidade a estudantes e dirigentes da universidade. Os resultados revelam a importância que a frequência da US assume sobretudo para as mulheres, como forma de aprendizagem informal, de convívio e de lazer. As estudantes procuram estes centros de cultura pela sua necessidade de participação social e para dar vazão à sua curiosidade intelectual, sendo também uma possibilidade de emancipação feminina e de empoderamento, numa população ainda muito marcada pelas desigualdades de género. Enquanto os homens, que as frequentam pouco, têm outros interesses temáticos e associativistas. Assim, a USMMA constitui um meio privilegiado de convívio entre as mulheres e uma forma de empoderamento que pode promover a sua emancipação na velhice.porEnvelhecimento ativoUniversidade séniorAprendizagem ao longo da vidaEmpoderamento das mulheresAs universidades de terceira idade como forma de participação e inclusão social: um estudo de caso na Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraãoconference object