Cardoso, João LuísDomínguez-Bella, SalvadorMartínez López, Javier2017-01-132017-01-1320120872-6086http://hdl.handle.net/10400.2/5929Estuda-se uma grande conta de colar de formato toneliforme recolhida no povoado calcolítico fortificado de Leceia (Oeiras, Portugal) analisada por estereomicroscopia e difracção de Raios X. Confirmou-se a atribuição a fluorite desta conta, mediante a determinação da respectiva composição mineralógica, feita anteriormente por observação directa. Este exemplar vem somar-se a outras contas de fluorite, de diversos formatos e tamanhos, anteriormente identificadas na Estremadura portuguesa, recolhidas em diversas grutas naturais da mesma região, utilizadas como necrópoles no decurso do Neolítico Final/Calcolítico. Trata-se da gruta da Casa da Moura, Óbidos; das grutas do Poço Velho, Cascais; e da Lapa do Bugio, Sesimbra. Estas ocorrências evidenciam uma rede organizada de distribuição desta matéria-prima, considerada de prestígio, embora sejam vários os centros produtores originais, dadas as diferenças que se observam entre os diversos exemplares conhecidos, já que a fluorite é desconhecida na área estremenha. Assim, discutem-se as prováveis origens destas contas, tendo presente que a fluorite é mineral frequentemente associado a jazigos pegmatíticos ou filoneanos de natureza hidrotermal, bem conhecidos na região ocidental da Península Ibérica.porHistóriaArqueologiaArqueometriaFluoritePré-históriaEstremadura portuguesaPortugalOcorrência de contas de fluorite no Neolítico final e no Calcolítico da Estremadura (Portugal)journal article