Cardoso, João Luís2017-01-302017-01-3020110872-6086http://hdl.handle.net/10400.2/6020Mercê das condições naturais propícias antes aludidas oferecidas pelo território oeirense à fixação humana, com destaque para a alta aptidão agrícola dos solos basálticos que nele de desenvolvem, em especial para a prática da cerealicultura, assistiu-se, no último quartel do II milénio a.C., e até aos inícios do milénio seguinte, à multiplicação de núcleos rurais de carácter familiar, ou mesmo de povoados abertos, voltados para a exploração intensiva de carácter agro-pastoril, ao longo de todo o ano, tal como já se verificava, embora de forma menos acentuada, no Campaniforme, cerca de mil anos antes. É neste contexto regional que se integra e explica a estação do Abrunheiro, onde seria fácil a produção de excedentes, sobretudo de carácter cerealífero, cujo cultivo intensivo e extensivo se encontra expressivamente documentado na região pela abundância de elementos denticulados de foices, sobre lascas de sílex, que seriam montadas em cabos de madeira, como os recolhidos na estação em apreço. Com efeito, é notável a discrepância entre a abundância da sua ocorrência e a pobreza das outras realidades arqueológicas, a começar pela singela expressão dos vestígios habitacionais, que configuram a existência de simples casais agrícolas, na feliz expressão de G. Marques e G. M. Andrade (MARQUES & ANDRADE, 1974).porHistóriaArqueologiaCasal agrícolaBronze finalAbrunheiroOeirasPortugalO casal agrícola do Bronze Final de Abrunheiro (Oeiras)journal article