Batoréo, Hanna2017-02-282017-02-282016-01Batoréo, Hanna - Recensão crítica: The language myth: why language is not an instinct? "Revista LinguiStica"[Em linha]. ISSN 1808-835X (Print) ISSN 2238-975X (Online). Vol. 12, nº 1 (janeiro 2016), p. 21-321808-835X2238-975Xhttp://hdl.handle.net/10400.2/6236Recensão crítica à obra de Vyvyan Evans "The Language Myth: Why language is not an instinct?", Cambridge : University Press, 2014. ISBN 978-1-107-61975-3. 304 p.O artigo é resultado da investigação desenvolvida no CLUNL - Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa.O livro The Language Myth: Why language is not an instinct?, da autoria de Vyvyan Evans e publicado pela Cambridge University Press, em 2014, é um bestseller linguístico no mundo inteiro, que, desde o momento do seu lançamento, tem vindo a causar um aceso debate nos meios linguísticos, tanto nos sites da internet como ao nível das publicações especializadas da área de Linguística. publicação aqui em destaque – The Language Myth: Why language is not an instinct? – é um livro complexo que permite várias leituras académicas. Por um lado, pode ser considerado, numa primeira leitura, apenas um livro erudito que analisa os mitos linguísticos, tal como vários outros o fizeram antes dele (cf. Bauer & Trudgill 1998). Por outro lado, no entanto, e explicando a grande popularidade que imediatamente ganhou, bem como a controvérsia e o impacto que sofreu, é considerado um livro único no meio académico, que, ao abordar e debater o maior mito linguístico de sempre – o da linguagem como instinto, inerente à teoria da Gramática Universal de Chomsky –, ousou questionar as ideias estabelecidas há muitas décadas em Linguística pela vertente da Gramática Generativa. Partindo da perspectva da Linguística Cognitiva, Vyvyan Evans constrói no seu tratado uma forte, apaixonante e minuciosa refutação dos argumentos chomskianos acerca da natureza, origem e uso linguísticos, criando, assim, um antídoto não só à teoria chomskiana ao nível académico, mas também aos populares livros escolares e universitários, nos quais, há mais de cinquenta anos, se propaga a tese da Gramática Universal e da linguagem como instinto.porLinguagem como instintoMito linguísticoConhecimento linguísticoNatureza e uso da linguagemGramática generativaGramática Universal de ChomskyRecensão crítica: The language myth: why language is not an instinct?review