Gomes, Mário VarelaCardoso, João LuísSantos, Manuel Farinha dos2017-02-012017-02-0119900870-0249http://hdl.handle.net/10400.2/6082A colecção de artefactos agora dada a conhecer, demonstra a presença de actividade humana, durante o Paleolítico superior, no interior da Gruta do Escoural, aspecto que as manifestações artísticas ali descobertas, de carácter mágico-religioso, bem confirmam.A sua atribuição ao Paleolítico superior, mais especificamente ao Solutrense superior, conforme indica a morfologia do fragmento da "folha de salgueiro" e, eventualmente, ao Magdalenense final, a atendermos aos paralelos que sustentam tanto os fragmentos de zagaia,como a falange de Cervus perfurada ou talvez, ainda, a conta de Littorina obtusata, acompanha a cronologia conferida ao santuário rupestre. A escassez de indústrias atribuíveis ao Paleolítico superior deve-se ao facto de as zonas interiores das cavidades subterrâneas não terem sido habitualmente habitadas pelo Homem que, em certos casos e como aconteceu na Gruta do Escoural, as elegeram para cenário de actividades conotadas com a superstrutura sagrada e de que tanto as pinturas como as gravuras ali detectadas como, possivelmente, os artefactos agora publicados são testemunho.porHistóriaArqueologiaPaleolíticoSolutrenseGruta do EscouralÉvoraPortugalArtefactos do Paleolítico superior da Gruta do Escoural (Montemor-o-Novo, Évora)journal article