Fernandes, Isabel Cristina F.Cardoso, João LuísAndré, Maria da Conceição2017-01-312017-01-3120090872-6086http://hdl.handle.net/10400.2/6036O grupo de cerâmicas que agora se apresenta, apesar de pouco numeroso e constituído por pequenos fragmentos, representa um passo em frente no reconhecimento da ocupação muçulmana na orla marítima de Lisboa – Sintra e uma novidade para o território de Oeiras. As escavações levadas a cabo em Cascais (RODRIGUES & CABRAL, 1990 e outros estudos, não publicados) e em Sintra (COELHO, 2000, 2002) não deixam margem para dúvidas em relação à intensa ocupação islâmica de uma faixa territorial que oferecia condições vantajosas ao nível dos recursos marinhos, agrícolas, minerais e das facilidades comerciais. As fontes escritas muçulmanas são igualmente unânimes a este respeito. Ahmad al-Râzi, na sua descrição do Distrito de Lisboa, empenha-se em realçar a qualidade dos frutos, das pescas, da caça e do mel da região, acrescentando que «sobre o litoral de Lisboa, o mar atira um âmbar excelente, não inferior ao âmbar indiano» (1953: 90, 91). Esta realidade seria com certeza também aplicável ao território hoje correspondente a Oeiras, situado na rota de Lisboa a Sintra, percurso que se fazia em dois dias.porHistóriaArqueologiaCerâmicaPeríodo muçulmanoOeirasPortugalCerâmicas muçulmanas do Centro Histórico de Oeirasjournal article