Pinto, Porfírio2023-01-112023-01-112015978-989-757-033-9http://hdl.handle.net/10400.2/13119O topos do theatrum mundi tem uma longa história, que começa na Antiguidade clássica, sendo particularmente utilizada pelos filósofos estoicos e, posteriormente, por alguns Padres da Igreja. Com um uso esporádico durante a Idade Média, quando era mais utilizado o topos do speculum, ele reaparece com força no Renascimento e, sobretudo, no Barroco. Os maiores dramaturgos do século XVII (Shakespeare, Calderón de la Barca e outros) fazem dele uso correntemente. Mas não apenas eles, também os pregadores sagrados o referem em seus sermões. O Padre António Vieira é disso um bom exemplo. Contudo, neste estudo, interessar-nos-á mais particularmente a sua interpretação «histórica» deste mesmo topos nos seus escritos proféticos. A reflexão vieiriana, aprofundada na Clavis prophetarum, é percursora, a nosso ver, da moderna teodramátrica balthasariana: a história tem um sentido teológico, nela se desenrola um drama dirigido pela Divindade.porPadre António VieiraTeatro do mundoSalvaçãoTeodramáticaAntónio Vieira, S.J., 1608-1697O «Grande Teatro do Mundo» no Padre António Vieira ou os fundamentos de uma teodramáticaconference object