Franco, José EduardoFiolhais, CarlosPereira, Belmiro Fernandes2019-10-312019-10-312019978-972-42-5171-4http://hdl.handle.net/10400.2/8669Obra sob a direção de: José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais, e coordenada por: Belmiro Fernandes PereiraA linguística cognitiva, a semiótica, a psicanálise e a hermenêutica muito contribuíram para a recuperação da retórica enquanto arte cognata de diferentes ramos do saber linguístico, literário ou filosófico. Ao mesmo tempo, a teorização moderna da metáfora não deixou de correr no velho leito da retórica clássica. Ora se acentua a redução da retórica à elocução, em certa preceptística greco-romana, no ramismo quinhentista, no beletrismo do século xviii, nas estilísticas do século xx; ora o estudo da metáfora busca uma conceção holística da retórica, assente, como advogam Perelman, Gadamer, Ricoeur, num regresso a Aristóteles, que faz da metáfora a estrutura básica da palavra, do discurso e do pensamento. [...] à necessidade de oferecer um método de elaboração de conceitos engenhosos, procurou responder a Nova arte de conceitos, que, com o título de Licções academicas, Francisco Leitão Ferreira ditou e explicou na Academia dos Anónimos de Lisboa. As doze primeiras lições foram dadas à estampa em Lisboa, na Oficina de António Pedroso Galrão, em 1718; a segunda parte, com mais dezoito lições, saiu a lume na mesma casa impressora em 1721. Trata-se de uma obra fundamental para a teorização do barroco literário, de um excelente indicador do contexto em que se cristaliza a estética barroca e de transformações que já poderão conter os germes da reação antibarroca e neoclássica.porObras Pioneiras da Cultura Portuguesa: primeira arte de retóricabook