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   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Sequeira, Rosa Maria</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author" lang="pt_PT">Silva, Delfim Correia da</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued" lang="pt_PT">2007</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="submitted" lang="pt_PT">2007</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="description">Dissertação de Mestrado em Estudos Portugueses Interdisciplinares apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">Ao escolhermos realizar esta dissertação, sobre um tema relacionado com o&#xd;
mito de D.João, tivemos a perfeita consciência dos inúmeros “perigos” que tal tarefa pressupunha, pois tendo sido glosado por inúmeros autores, sob&#xd;
as mais variadas formas literárias e artísticas, como a ópera, o bailado, o cinema, incluindo o incontável conjunto de ensaios literários sobre o&#xd;
assunto, corríamos o risco de situar o nosso estudo num plano de menor interesse científico, uma vez que já quase tudo foi dito sobre a figura de&#xd;
D.João Tenório, que a par de Hamlet, Don Quixote e Fausto constitui uma das personagens literárias mais conhecida universalmente. Tirso de Molina&#xd;
ao elaborar o seu Burlador de Sevilha estava longe de imaginar que ele se transformaria num mito, num tema supranacional.&#xd;
Contudo, o tema da nossa investigação A sedução no mito de D.João contribuirá, ainda que modestamente, para, porventura, compreender&#xd;
melhor as facetas mais relevantes da personagem que ocupa um lugar privilegiado na literatura universal e no imaginário de todos nós.&#xd;
Seguiremos uma perspectiva histórica, procurando apontar as marcas comuns ou constantes na evolução do mito, apontando alguns factos&#xd;
históricos e culturais que terão seguramente condicionado as metamorfoses da figura lendária e influenciado a caracterização do prodigioso sedutor.&#xd;
Molière terá, aparentemente desconhecendo a peça de Tirso de Molina, criado um D.João muito especial, que faz da palavra a sua principal arma na&#xd;
conquista dos outros e na transformação do mundo, respeitando os traços invariantes que foram conservados na passagem da lenda ao mito, isto é, o&#xd;
herói sem escrúpulos e inconstante, o grupo feminino, e o morto (Rousset, 1981:28). E, como diz Nuno Júdice na tradução da peça D.João de Molière,&#xd;
«o teatro é o desejo que a palavra tem de se tornar corpo» (Júdice, 2006: 11). Analisaremos ainda, e mais particularmente, o ambiente da sedução e&#xd;
as estratégias de conquista nas versões portuguesas, essencialmente a nível do discurso (na perspectiva da Pragmática e da teoria dos actos&#xd;
ilocutórios), mas também tendo em conta os comportamentos, gestos, a sua aparência física, o tom de voz, a indumentária e objectos, tais como a&#xd;
espada e os instrumentos musicais encantatórios, que se ajustam ao perfil de sedutor de muitas mulheres (códigos paralinguísticos)</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Don Juan</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Estereótipo</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="title" lang="pt_PT">A sedução no mito de D. João</dim:field>
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