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   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Pires, Maria Laura Bettencourt</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author">Reis, Maria Filipa</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="accessioned">2013-04-08T10:43:14Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="available">2013-04-08T10:43:14Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued">1999</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="citation" lang="por">Reis, Maria Filipa - Autovisões e alterovisões da universidade [Em linha] : o romance académico como documento cultural. Lisboa : [s.n.], 1999. 603 p.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">http://hdl.handle.net/10400.2/2464</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" lang="por">Tese de Doutoramento em Ciências Humanas e Sociais na especialidade de Estudos Ingleses e Americanos apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="por">Tendo fundamentado, com recurso a vários autores, a existência do romance académico como subgénero literário, e tendo justificado brevemente a importância que julgamos que à Literatura deve ser atribuída em estudos de Cultura, colocámos a hipótese de poder o romance académico demarcar-se como documento privilegiado para análise cultural. As razões que nos levaram a sugerir tal hipótese prendem-se, por um lado, com o facto de o romance académico provir de uma instituição que é central à dinâmica social, e que mais promove mobilidade social positiva, pois desde a Segunda Guerra Mundial que, com a crescente democratização do acesso ao ensino superior, para a Universidade americana e inglesa, e para e para as Universidades da generalidade dos países do Ocidente, tem convergido um número cada vez maior de indivíduos provenientes dos mais diversos grupos populacionais; por outro lado, prendem-se também com o facto de vários autores, ao longo das últimas décadas, terem detectado no romance académico uma qualidade de microcosmo que reflecte o macrocosmo social.&#xd;
	Norteando-nos pelo objectivo de demonstrar o valor do romance académico como documento privilegiado para análise de Cultura, começámos por enquadrar este subgénero literário no contexto em que surgiu e se desenvolveu e, neste âmbito, pusemos a descoberto a tensão constante que no romance académico e na Universidade se observa entre a opção pelas atitudes idealistas e a opção pelas atitudes pragmáticas, tensão que tende a desembocar no relativismo e na dificuldade em legitimar juízos de valor, e que, por sua vez, reflecte a crise de valores que permeia a própria sociedade do século XX.&#xd;
	O universo de relatividade radical que, de modo consistente, transpareceu no romance académico abriu a possibilidade de neste subgénero encontrarmos um equacionamento, levado a cabo de uma óptica mais descentralizada do que é comum, de condições de diferença social fundamentais na evolução da cultura americana, da cultura inglesa, e, em geral, das culturas do Ocidente. Assim, partimos das visões que, no romance académico, a Universidade revela ter de si mesma, à descoberta da forma como, sobretudo ao longo do último meio século, esta instituição tem encarado a alteridade, as realidades sociais que ainda não acabou de integrar em si. Neste enquadramento, foram estudados os modos como, no romance académico e na Universidade, têm sido tratadas as diferenças entre culturas (americana e inglesa), as diferenças de classe socioeconómica e as diferenças étnicas/de raça. No que respeita ao tratamento destas diferenças, registámos que as problemáticas que afectam a sociedade se reflectem na Universidade e no romance académico, e por sua vez, depois do processo de interiorização e de intelectualização a que aí são sujeitas, transbordam de novo para a sociedade potenciadas com uma capacidade superior de consciencialização e de persuasão. O círculo repete-se e a Universidade funciona, assim, como locus privilegiado de apuramento e de potenciação de tendências e de movimentos, por vezes antagónicos, entre forças sociais. No presente estudo, o processo de demonstrar a qualidade do romance académico enquanto documento cultural teve como produto a explicitação dos modos como a Universidade se ‘autovê’, no enquadramento da geografia de interesses contraditórios que a envolve, e dos modos como, ao longo do último meio século, tem encarado, e progressivamente integrado em si, a alteridade.</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="por">Literatura inglesa</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="por">Século XX</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="por">Romance académico</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="por">Universidades</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="title" lang="por">Autovisões e alterovisões da universidade : o romance académico como documento cultural</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="type">doctoral thesis</dim:field>
   <dim:field mdschema="dspace" element="entity" qualifier="type">Publication</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg">04:Educação de Qualidade</dim:field>
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   <dim:field mdschema="rcaap" element="type" lang="por">doctoralThesis</dim:field>open.access</dim:dim></metadata></record></GetRecord></OAI-PMH>