<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet type="text/xsl" href="static/style.xsl"?><OAI-PMH xmlns="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/ http://www.openarchives.org/OAI/2.0/OAI-PMH.xsd"><responseDate>2026-09-24T06:39:13Z</responseDate><request verb="GetRecord" identifier="oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/1268" metadataPrefix="dim">https://repositorioaberto.uab.pt/server/oai/request</request><GetRecord><record><header><identifier>oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/1268</identifier><datestamp>2025-01-15T16:56:10Z</datestamp><setSpec>com_10400.2_15724</setSpec><setSpec>com_10400.2_15395</setSpec><setSpec>com_10400.2_15392</setSpec><setSpec>col_10400.2_15733</setSpec></header><metadata><dim:dim xmlns:dim="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:doc="http://www.lyncode.com/xoai" xsi:schemaLocation="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim http://www.dspace.org/schema/dim.xsd">
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Silva, Luísa Ferreira da</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author" authority="virtual::2361" confidence="-1">Alves, Fátima</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="accessioned">2009-02-25T14:19:15Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="available">2009-02-25T14:19:15Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued">2008</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="citation">Alves, Fátima - A doença mental nem sempre é doença [Em linha] : racionalidades leigas sobre saúde e doença mental : um estudo no Norte de Portugal. [Porto] : [s.n.], 2008. 389 p.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">http://hdl.handle.net/10400.2/1268</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">urn:tid:101186223</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="tid">101186223</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description">Tese de Doutoramento em Sociologia na especialidade de Sociologia da Saúde apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="en">As sociedades relacionam-se com a loucura em acordo com as concepções dominantes sobre o mundo (Benedict, 1934; Devereux, 1977). A racionalidade moderna construiu a doença mental como um ‘objecto’ controlado pela medicina (Foucault, 1987). No universo leigo das sociedades modernas, os conceitos, as atitudes e as práticas associadas com a doença mental são culturalmente distantes da representação científica do corpo, da doença e do paciente (Devereux, 1970). A característica semiperiférica da sociedade portuguesa, integrando simultaneamente características típicas das sociedades desenvolvidas e das menos desenvolvidas e menos complexas (Santos, 1990), permite antever um edifício explicativo sobre a doença mental complexo e multifacetado, simultaneamente moderno e tradicional.&#xd;
Esta pesquisa investiga as racionalidades leigas sobre a doença mental numa região (Norte) de Portugal. Para além das explicações e interpretações da racionalidade profissional e das da racionalidade política-jurídica (as políticas de saúde mental representam o acordo que uma determinada sociedade estabelece relativamente aos problemas da loucura) quais são as interpretações e concepções leigas?&#xd;
Após a revisão da bibliografia sobre a história da loucura, as políticas de saúde mental e as representações sociais sobre doença mental, esta pesquisa adopta uma abordagem qualitativa que privilegia o ponto de vista no nativo de Geertz (1983) e se apoia no argumento de pluralidade de habitus e de contextos de acção (Lahire, 2005). A análise respeita ao conteúdo de sessenta e oito entrevistas efectuadas a homens e mulheres.&#xd;
Nas racionalidades leigas, a ‘doença mental’ pode ser doença ou não. Os discursos leigos, em vez de falarem em ‘as doenças’, falam em ‘os doentes’ e retiram-se sistematicamente da entidade doença para se situarem face à ‘pessoa’, enquanto uma entidade ontológica holística que associa corpo e mente e integra a pessoa em todos os domínios da vida. Nas racionalidades leigas, classificam-se as pessoas em três&#xd;
categorias: os doentes, os fracos e os fortes (de personalidade). Os doentes têm uma doença que, claramente, aparece inscrita no corpo (com causas orgânicas ou morais); os fracos têm cismas e nervos que os podem fazer ficar doentes; os fortes são capazes de vencer o sofrimento mental próprio dos acontecimentos de vida.&#xd;
À psiquiatria, o pensamento leigo atribui uma função de controlo da loucura, exercido através do tratamento e da exclusão daqueles que têm verdadeiras doenças mentais. A representação social da psiquiatria remete-a para a dominante biomédica e não psicodinâmica. A ‘conversa’ é o recurso mais valorizado quando se fala de sofrimento mental (não doença mental); ela é atributo de outros profissionais do sistema (os psicólogos) e de profissionais (ou agentes não profissionais) alternativos (de vários tipos). Nessa lógica, identifica-se uma cultura de resistência à psiquiatrização (medicalização) do sofrimento mental e uma afirmação da agência individual (a ‘conversa’ reforça as forças do próprio indivíduo, único capaz de vencer a tendência para a doença). Quer as narrativas de doença mental (na terceira pessoa), quer as narrativas de sofrimento mental (na primeira pessoa) são formas de o sujeito se colocar perante si próprio, em estreita relação com a identidade. A doença e a ‘não-doença’ são entidades através das quais o indivíduo se constrói, afirmando-se, ou se destrói, aniquilando-se.&#xd;
Em síntese, a pesquisa encontrou uma relação leiga com a doença mental (na linguagem da medicina) feita de várias lógicas, complexas e múltiplas, pelo que propõe o conceito de racionalidades leigas, no plural, sobre sofrimento e doença mental.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="language" qualifier="iso" lang="en">por</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="en">Sociologia da saúde</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="en">Doenças mentais</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="en">Psiquiatria</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="en">Doentes mentais</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="title" lang="en">A doença mental nem sempre é doença : racionalidades leigas sobre saúde e doença mental : um estudo no Norte de Portugal</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="type">doctoral thesis</dim:field>
   <dim:field mdschema="dspace" element="entity" qualifier="type">Publication</dim:field>
   <dim:field mdschema="relation" element="isAuthorOfPublication" authority="virtual::2361" confidence="-1">01db740c-0644-4274-a03f-4c348c8b8ac5</dim:field>
   <dim:field mdschema="relation" element="isAuthorOfPublication" qualifier="latestForDiscovery" authority="virtual::2361" confidence="-1">01db740c-0644-4274-a03f-4c348c8b8ac5</dim:field>
   <dim:field mdschema="person" element="familyName" authority="virtual::2361" confidence="-1">Alves</dim:field>
   <dim:field mdschema="person" element="givenName" authority="virtual::2361" confidence="-1">Fátima</dim:field>
   <dim:field mdschema="person" element="identifier" qualifier="ciencia-id" authority="virtual::2361" confidence="-1">F41D-6E75-A58D</dim:field>
   <dim:field mdschema="person" element="identifier" qualifier="orcid" authority="virtual::2361" confidence="-1">0000-0003-2600-8652</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg">03:Saúde de Qualidade</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg">04:Educação de Qualidade</dim:field>
   <dim:field mdschema="rcaap" element="rights" lang="en">restrictedAccess</dim:field>
   <dim:field mdschema="rcaap" element="type" lang="en">doctoralThesis</dim:field>restricted</dim:dim></metadata></record></GetRecord></OAI-PMH>