<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet type="text/xsl" href="static/style.xsl"?><OAI-PMH xmlns="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/ http://www.openarchives.org/OAI/2.0/OAI-PMH.xsd"><responseDate>2026-09-23T09:39:05Z</responseDate><request verb="GetRecord" identifier="oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/11748" metadataPrefix="dim">https://repositorioaberto.uab.pt/server/oai/request</request><GetRecord><record><header><identifier>oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/11748</identifier><datestamp>2025-01-15T18:05:36Z</datestamp><setSpec>com_10400.2_15393</setSpec><setSpec>com_10400.2_15392</setSpec><setSpec>col_10400.2_470</setSpec></header><metadata><dim:dim xmlns:dim="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:doc="http://www.lyncode.com/xoai" xsi:schemaLocation="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim http://www.dspace.org/schema/dim.xsd">
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Teixeira, Rui de Azevedo</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author">Tanissa, Marília da Conceição Espadinha Gonçalves Pita</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="accessioned">2022-02-14T10:59:02Z</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued">2007</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="submitted">2022-02-14</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="citation">Tanissa, Marília da Conceição Espadinha Gonçalves Pita - Escrita feminina [Em linha]: dizer mulher. Lisboa: [s.n.], 2007. 190 p.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">http://hdl.handle.net/10400.2/11748</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">A literatura é arte concretizada por um discurso. À linearidade que esta afirmação encerra subjaz uma teia de complexas relações que se entremeiam no sentido de sufragar o corpus textual a significâncias múltiplas. Ao desnudá-las, interrogamo-nos, em primeira instância, pela autoridade de quem o concebeu.&#xd;
A escrita encarada como uma manifestação de poder foi mais um dos estratagemas utilizados pela dominância masculina ao logo das eras. A Mulher, subjugada ao olhar e ditames de uma sociedade patriarcal, aninhou-se num resguardo doméstico, apenas permeado pela intensa temporalidade que o seu íntimo ia rendilhando. Este contínuo exílio a que foi votada conferiu-lhe a culpabilidade de um pecado que não podia mais ser entendido como original e o amadurecimento necessário para perceber que a incomunicabilidade era a pior das sujeições. Timidamente errou por conventos ou guarneceu-se de vestes outras, iniciando assim o arrojado processo de libertação e, simultaneamente, o assomo a uma equiparação ao Homem, materializada, sobretudo, em actos. Ao apartar-se desse jugo encontrou-se com a tinta que se responsabilizaria pelo colorir de uma nova existência. Ténue, a princípio, porque matizava ainda uma aspiração ofuscada a ser, inflamado depois quando interiorizou, mostrando, que tinha uma palavra a dizer.&#xd;
A inscrição do corpo no texto manipula temáticas várias, porém a Mulher extrapola todas as muralhas que sobre si se erigem, tornando-se difícil perceber quando ela escreve. Contudo por mecanismos, essencialmente, temáticos mas também discursivos, assiste-se à inauguração na escrita de uma identidade feminina personalizada, revelada numa progressiva construção de um tempo interior, e já não estereotipada. Preludia-se um novo confronto entre sexos biológicos e géneros sociais, tornando-se premente a destrinça do texto criado pelo homem do gerado pela mulher. Inviabilizou-se o desígnio porque a questão autoral não aclara a especificidade dos textos. Criou-se então o termo de escrita feminina. Esta por oposição à outra, à canonizada. Discutiremos a pertinência do termo ao longo do trabalho, reconhecendo, contudo, que os traços que a arquitectam são passíveis de tradução da autoridade textual que acima questionámos. Traços quentes de uma memória que ebule ante um passado e que, ao repensar o presente, propõe a construção de um futuro, outro, com o comprometimento apenas a uma sensibilidade que é só sua, do Homem ou da Mulher.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="language" qualifier="iso" lang="pt_PT">por</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject">Margarida Rebelo Pinto, 1965-</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject">António Alçada Baptista, 1927-2008</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject">Lídia Jorge, 1946-</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject">Mulheres</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject">Literatura portuguesa</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="title" lang="pt_PT">Escrita feminina: dizer mulher</dim:field>
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   <dim:field mdschema="thesis" element="degree" qualifier="name" lang="pt_PT">Dissertação de Mestrado em Estudos Portugueses e Interdisciplinares apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
   <dim:field mdschema="dspace" element="entity" qualifier="type">Publication</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg" lang="pt_PT">04:Educação de Qualidade</dim:field>
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   <dim:field mdschema="rcaap" element="type" lang="pt_PT">masterThesis</dim:field>restricted</dim:dim></metadata></record></GetRecord></OAI-PMH>