<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet type="text/xsl" href="static/style.xsl"?><OAI-PMH xmlns="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://www.openarchives.org/OAI/2.0/ http://www.openarchives.org/OAI/2.0/OAI-PMH.xsd"><responseDate>2026-09-23T01:02:29Z</responseDate><request verb="GetRecord" identifier="oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/10721" metadataPrefix="dim">https://repositorioaberto.uab.pt/server/oai/request</request><GetRecord><record><header><identifier>oai:repositorioaberto.uab.pt:10400.2/10721</identifier><datestamp>2025-01-15T18:17:16Z</datestamp><setSpec>com_10400.2_15393</setSpec><setSpec>com_10400.2_15392</setSpec><setSpec>col_10400.2_479</setSpec></header><metadata><dim:dim xmlns:dim="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:doc="http://www.lyncode.com/xoai" xsi:schemaLocation="http://www.dspace.org/xmlns/dspace/dim http://www.dspace.org/schema/dim.xsd">
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Moura, Ana Pinto de</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Cunha, Luís Miguel</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author">Montanari, Francesco</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="accessioned">2021-05-12T11:33:32Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="available">2024-03-16T01:30:18Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued">2021-03-16</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="submitted">2021-05-12</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="citation">Montanari, Francesco - Production and commercialisation of insects as food and feed: identification of the main constraints in the European Union. Lisbon: [s.n.], 2020. 165 p.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">http://hdl.handle.net/10400.2/10721</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">urn:tid:202726258</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">As projeções da Food Agricultural Organization (FAO), que apontam para um&#xd;
crescimento exponencial da população mundial (10 mil milhões em 2050, ou seja, +38%&#xd;
comparado com os níveis atuais), levantam muitas preocupações e dúvidas sobre a&#xd;
capacidade dos sistemas de produção agroalimentar contemporâneos em satisfazer a procura&#xd;
alimentar a médio e longo prazo.&#xd;
Um tal cenário tem levado organizações internacionais e a comunidade científica a&#xd;
alertar progressivamente a opinião pública em relação à necessidade e à urgência de&#xd;
identificar fontes nutricionais adicionais para poder alimentar o nosso planeta no futuro.&#xd;
Nesta perspetiva, os insetos apresentam-se como uma alternativa particularmente&#xd;
adequada e até mais sustentável de que a carne e outros alimentos que constituem atualmente&#xd;
as principais fontes de proteínas animais na alimentação humana. As elevadas taxas de&#xd;
conversão alimentar que os insetos apresentam (ou seja, a sua capacidade de transformar os&#xd;
alimentos ingeridos em carne comestível) e o reduzido impacto ambiental que a sua criação&#xd;
envolve em contraoposição à dos animais produtores de alimentos mais tradicionais, estão&#xd;
entre as vantagens mais frequentemente apontadas para sublinhar o potencial desses animais&#xd;
e justificar uma sua maior integração na cadeia agroalimentar e na alimentação humana.&#xd;
No entanto, a difusão da produção e comercialização de insetos para consumo&#xd;
humano, em especial, tem enfrentado entraves técnicos e regulamentares, para além de um&#xd;
certo grau de ceticismo por parte dos consumidores, em vários mercados. Este é&#xd;
manifestamente o caso das sociedades ocidentais em que os insetos nem sempre fazem parte&#xd;
das dietas tradicionais locais.&#xd;
Neste contexto, o presente trabalho traça e analisa de forma crítica o estado da arte&#xd;
da regulamentação da produção e comercialização de insetos para consumo humano e&#xd;
alimentação animal na União Europeia (UE). Com efeito, ao longo dos últimos anos, a UE&#xd;
tem dado grandes passos para reformar o seu quadro legislativo com vista a abrir e preparar&#xd;
gradualmente o mercado para estes novos produtos, tendo reconhecido, deste modo, o&#xd;
potencial que os insetos representam para os sistemas agroalimentares do futuro em termos&#xd;
técnicos, ambientais e económicos. No que diz respeito aos insetos para consumo humano, a adoção do Regulamento&#xd;
(UE) 2015/2283 que estabelece os requisitos a cumprir pelos alimentos que se enquadrem&#xd;
como novel foods - ou seja, os alimentos que não tenham sido consumidos de forma&#xd;
significativa na UE antes de 15 de maio 1997 – representa, até hoje, a evolução normativa&#xd;
mais importante nesta área, na medida em que abrange os insetos no seu âmbito de aplicação&#xd;
sujeitando a sua comercialização a uma avaliação do risco prévia e aprofundada que&#xd;
certifique a segurança desses alimentos.&#xd;
No entanto, a pesquisa e a análise efetuadas para a elaboração do presente trabalho&#xd;
mostram que entraves técnicos e regulatórios importantes permanecem ainda hoje a nível da&#xd;
legislação europeia, o que acaba por impedir a este novo setor da cadeia agroalimentar de&#xd;
crescer, se consolidar e prosperar e aos seus operadores de competir no mercado em&#xd;
igualdade de condições.&#xd;
Atualmente, e em relação aos insetos para consumo humano, um dos principais&#xd;
obstáculos regulamentares deriva da fragmentação do mercado europeu em consequência da&#xd;
implementação de diferentes soluções por cada um dos Estados-Membros antes da entrada&#xd;
em vigor ou da aplicação do regulamento (UE) 2015/2283, face à ausência de disposições&#xd;
europeias harmonizadas. Neste contexto específico, é possível observar que, enquanto&#xd;
alguns países - em particular no Norte da Europa (por exemplo, Bélgica, Países Baixos,&#xd;
Reino Unido e Finlândia) - adotaram políticas mais liberais no que diz respeito à&#xd;
comercialização de insetos para consumo humano, outros (por exemplo, França, Itália e&#xd;
Portugal) optaram por políticas mais cautelosas e, por isso, mais restritivas, atendendo&#xd;
essencialmente a preocupações de saúde pública. Inevitavelmente, esta fragmentação&#xd;
regulamentar reflete-se hoje nas relevantes dinâmicas do mercado europeu, que, embora&#xd;
‘único’, apresenta, de facto, diferentes velocidades, na medida em que há operadores&#xd;
económicos que já estão presentes num ou mais mercados nacionais e outros que não tiveram&#xd;
ainda a oportunidade de comercializar tais produtos.&#xd;
Em segundo lugar, um outro entrave, de natureza técnico-administrativa, prende-se&#xd;
com o procedimento de autorização dos insetos e dos produtos derivados. Com efeito, todas&#xd;
as autorizações atualmente pendentes (n=12) já ultrapassaram largamente a duração mínima&#xd;
estabelecida pela legislação europeia no caso do procedimento de autorização geral&#xd;
(aproximadamente 17 meses). Nestas circunstâncias, é difícil perceber se esses atrasos são imputáveis à incompletude dos pedidos de autorização apresentados pelos demais&#xd;
requerentes e / ou à gestão do procedimento pelas entidades europeias competentes. O direito&#xd;
de explorar de forma exclusiva o novel food por um período máximo de 5 anos na sequência&#xd;
da sua autorização que os requerentes podem invocar ao abrigo do regulamento constitui&#xd;
outro potencial entrave a médio prazo para os outros operadores económicos deste setor.&#xd;
Além dos entraves referidos acima, faltam atualmente a nível da UE requisitos&#xd;
específicos de segurança e qualidade adaptados às necessidades e especificidades do setor&#xd;
dos insetos para consumo humano. No que diz respeito à segurança desse animais enquanto&#xd;
alimentos, face ao número de autorizações atualmente pendentes, parece particularmente&#xd;
urgente a introdução de requisitos mínimos de higiene para a sua criação e processamento,&#xd;
tal como existem para outras categorias de produtos de origem animal ao abrigo do&#xd;
regulamento (CE) n.º 853/2004. No entanto, há que registar que o setor profissional europeu&#xd;
e alguns Estados-Membros já desenvolveram linhas orientadoras para esta área.&#xd;
Da mesma forma, está igualmente em falta e terá, portanto, que ser provavelmente&#xd;
adotada no futuro, uma regulamentação específica para os medicamentos autorizados para o&#xd;
tratamento dos insetos durante a criação e, se necessário, para os resíduos máximos&#xd;
permitidos desses medicamentos após processamento.&#xd;
Pelo contrário, há áreas em que o quadro normativo europeu relativo aos insetos para&#xd;
consumo humano já se encontra numa fase bem avançada. Este é o caso, por exemplo, da&#xd;
regulamentação das importações, sendo que há já três países extra-UE – Suíça, Canadá e&#xd;
Coreia do Sul – que poderão exportar para o mercado europeu assim que as primeiras&#xd;
autorizações de novel foods forem publicadas.&#xd;
Na vertente da qualidade, as negociações legislativas para estender a aplicação aos&#xd;
insetos das normas que regulamentam a produção e a comercialização dos produtos&#xd;
biológicos já começaram. Ao invés, não parece realista esperar que normas de bem-estar&#xd;
animal sejam propostas num futuro próximo para estes animais, persistindo ainda muita&#xd;
incerteza científica sobre a capacidade desses animais de poder sentir a dor.&#xd;
Por outro lado, a regulamentação de insetos como alimentos para animais na UE e o&#xd;
respetivo mercado parecem globalmente mais desenvolvidos, sendo que a utilização de&#xd;
proteínas derivantes de sete espécies diferentes de insetos - Hermetia illucens, Musca domestica, Tenebrio molitor, Alphitobius diaperinus, Acheta domesticus, Gryllodes&#xd;
sigillatus e Gryllus assimilis - encontra-se já autorizada em aquacultura desde meados de&#xd;
2017. Porém, a adoção de outras medidas regulamentares seria desejável no futuro para&#xd;
garantir a consolidação e a expansão deste segmento de mercado e, designadamente, a&#xd;
extensão da permissão de utilização de proteínas de insetos na alimentação de aves de&#xd;
capoeira e suínos.&#xd;
Apesar das restrições regulamentares e das lacunas identificadas neste trabalho, se&#xd;
comparamos a UE com outros países para que os insetos também constituem uma novidade&#xd;
sob o prisma da alimentação humana e animal – nomeadamente, os Estados Unidos da&#xd;
América, Canadá, Austrália, Suíça e Brasil - o mercado europeu apresenta, neste momento,&#xd;
um maior grau de abertura, bem como maior potencial e maturidade de um ponto de vista&#xd;
legislativo e regulamentar. A longo prazo, isso poderá fazer da UE um líder global nesta&#xd;
área, tanto enquanto mercado, como organismo internacional de definição de padrões.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">Forecasts pointing out to an exponential growth of the global population raise&#xd;
concerns and doubts over the ability of the current agri-food production systems to meet&#xd;
food demand in the medium and long term. Such a prospect has led international&#xd;
organisations and the scientific community to raise awareness about, and call for, the need&#xd;
to identify additional sources of food to feed the world. From this perspective, insects qualify&#xd;
as a suitable and more environmentally friendly alternative to meat and other foods that are&#xd;
source of animal proteins. Notwithstanding that, the uptake of the production and&#xd;
commercialisation of insects as food especially has been facing regulatory hurdles and&#xd;
consumer scepticism in several markets. This is particularly true in the context of Western&#xd;
societies in which insects do not always constitute part of the local traditional diets.&#xd;
Against this background, the present work analyses and discusses the regulatory&#xd;
state-of-the-art for the production and commercialisation of insects as food and feed in the&#xd;
European Union (EU). Over the last few years, the EU has been taking concrete legislative&#xd;
steps with a view to opening up its market in this area. Yet, some key regulatory constraints&#xd;
still exist today, which ultimately prevent the respective industry sector from growing,&#xd;
consolidating and thriving and its players from competing on a level playing field.&#xd;
Currently, the main regulatory constraints in the EU for insects as food include, amongst the&#xd;
others, the fragmentation of the EU market as a result of the adoption of different policy&#xd;
solutions by EU Member States before the entry into force or application of the new novel&#xd;
food regime and the length of the pending novel food authorisation procedures. Also,&#xd;
specific safety and quality requirements tailored to the needs and specificities of the insect&#xd;
food sector are currently missing at EU level. Conversely, the regulation of insects as feed&#xd;
in the EU is at a much more advanced stage, although further regulatory steps would be&#xd;
desirable to ensure consolidation and expansion of this market segment. In spite of the&#xd;
regulatory constraints and loopholes identified, drawing a comparison between the EU and&#xd;
other countries for which insects likewise constitute a novelty food and feed wise, the EU&#xd;
market presents a higher degree of openness as well as greater potential and maturity from a&#xd;
regulatory viewpoint. In the long run this can make the EU a global leader for insects as food&#xd;
and feed both as a market and as a standard-setting body.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="language" qualifier="iso" lang="pt_PT">eng</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Consumo humano</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="title" lang="pt_PT">Production and commercialisation of insects as food and feed: identification of the main constraints in the European Union</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="type">master thesis</dim:field>
   <dim:field mdschema="thesis" element="degree" qualifier="name" lang="pt_PT">Dissertação de Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
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   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg" lang="pt_PT">02:Erradicar a Fome</dim:field>
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