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   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Albuquerque, Rosana</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Moreira, José Manuel</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="advisor">Figueiredo, José Manuel Costa Dias de</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="contributor" qualifier="author">Ribeiro, Ana Roque de Aguiar</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="accessioned">2020-11-12T12:47:55Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="available">2023-09-25T00:30:17Z</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="issued">2020-09-25</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="date" qualifier="submitted">2020-11-12</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="citation">Ana, Roque de Aguiar Ribeiro - Contributions from practice to the design of an ethical performance management system [Em linha]. [S.l.]: [s.n.], 2020. 206 p.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">http://hdl.handle.net/10400.2/10149</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="identifier" qualifier="uri">urn:tid:101639120</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">Há uma ligação intrínseca entre desenvolvimento sustentável e ética empresarial, quer na&#xd;
origem — os maiores desastres do mundo foram fruto de companhias “que não seguiam&#xd;
standards aceitáveis” (United Nations, 1987, p. 188) — quer na convicção de que nenhum&#xd;
desenvolvimento sustentável será possível sem um alinhamento nesse objetivo por parte das&#xd;
empresas. Alinhamento que implica por si uma postura ética de preocupação com o bem&#xd;
comum.&#xd;
Esta tese tem como objetivo contribuir, através da reflexão sobre a prática, para o desenho&#xd;
de um sistema corporativo de gestão do desempenho ético para empresas transnacionais, que&#xd;
muitas vezes têm um turnover maior do que alguns países (United Nations, 1987).&#xd;
A investigação tem como ponto de partida uma convicção: a forma como as empresas gerem&#xd;
hoje em dia a ética é reativa e exógena, parte da regulação de pressões, do medo de&#xd;
penalizações e de perdas de mercado. É uma ética que não está incorporada que por vezes&#xd;
desperta mesmo algum cinismo nos colaboradores, ou seja, que chega a ser&#xd;
contraproducente.&#xd;
A abordagem à ética das empresas de que precisamos e que nos pode verdadeiramente ajudar&#xd;
a atingir um desenvolvimento sustentável não é esta. É uma ética incorporada na gestão, que&#xd;
faça parte da reflexão sobre cada ato, como acontece com áreas como as finanças. Para isso&#xd;
é necessária uma abordagem sistémica, global e holística, incorporada na cultura.&#xd;
A nossa investigação vai então no sentido de tentar perceber quais as condições necessárias&#xd;
para a adoção de uma abordagem sistémica na gestão do desempenho ético das empresas&#xd;
(com um foco nas empresas transnacionais e multinacionais). Essa reflexão é feita a partir&#xd;
de dentro, da prática, da forma como a ética é vivida nas empresas, uma investigação mais&#xd;
centrada no porquê da situação, incluindo as emoções, as tensões, os obstáculos e as&#xd;
estratégias para os ultrapassar.&#xd;
Acreditamos que esta abordagem, de um ponto de vista da Academia, permitirá reforçar o&#xd;
conhecimento relativamente às práticas da ética empresarial, aos processos utilizados pelas&#xd;
empresas para promoverem um melhor desempenho ético, à forma como a ética é vivida.&#xd;
Para quem atua no terreno, nomeadamente as entidades que desenvolvem referenciais na &#xd;
área da ética, pode permitir conceber mecanismos operacionais que possam incentivar de&#xd;
modo mais adequado o desenvolvimento de uma gestão ética mais eficaz e sustentável. Para&#xd;
as empresas, acreditamos que, o nosso trabalho, através de uma narrativa que lhes é próxima&#xd;
e onde eventualmente se podem rever, fornece bases para uma reflexão e poderá ser um&#xd;
elemento facilitador do diagnóstico e da definição de objetivos.&#xd;
Para identificar as condições necessárias à adoção de uma abordagem sistémica na gestão&#xd;
do desempenho ético das empresas procurámos a resposta a cinco perguntas:&#xd;
1. Que características deve ter um sistema para gerir o desempenho ético?&#xd;
2. Quais as características de uma empresa orientada para a ética?&#xd;
3. Qual a abordagem das empresas à ética?&#xd;
4. Que características deve ter um código de ética para que possa ser aceite em&#xd;
diferentes países e culturas?&#xd;
5. Será a ética completamente dependente dos líderes?&#xd;
Para responder a cada uma destas perguntas adotámos diferentes estratégias e abordagens&#xd;
metodológicas, podendo no entanto dizer-se que, de uma forma geral, a nossa abordagem&#xd;
nos diferentes artigos foi qualitativa, uma vez que o se pretendia era descobrir, através dos&#xd;
sinais e da interpretação desses sinais, a forma como a ética é vivida nas organizações e não&#xd;
testar variáveis (Corbin &amp; Strauss, 2008, p. 13).&#xd;
As respostas às perguntas 2 e 3 (capítulo 2) deram origem ao artigo What do we Talk about&#xd;
when we Talk about Ethics? A Research Journey through the World Most Ethical Companies&#xd;
publicado no International Journal of Managerial Studies and Research (IJMSR) Volume 8,&#xd;
Issue 1, January 2020, PP 60-75.&#xd;
A resposta à pergunta 3 (capítulo 4) deu origem ao artigo Corporate Codes of Ethics — the&#xd;
How factor que foi submetido para publicação no International Journal of Cross Cultural&#xd;
Management e aguarda decisão.&#xd;
Finalmente a quinta pergunta (capítulo 5) corresponde ao artigo Ethics Beyond Leadership&#xd;
— Can ethics Survive Bad Leadership? Que foi aceite e aguarda publicação no Journal of&#xd;
Global Responsibility.&#xd;
De seguida apresentamos a abordagem para cada uma das perguntas e as conclusões a que&#xd;
chegámos.&#xd;
1. Que características deve ter um sistema de gestão do desempenho ético das&#xd;
empresas?&#xd;
A primeira pergunta, fundamental para tentar clarificar o próprio objeto da tese, foi a única&#xd;
à qual não se tentou responder através da prática. Começámos por identificar o que diferencia&#xd;
um processo (o que a grande parte das empresas têm nomeadamente na gestão das&#xd;
reclamações) de um sistema, que tem por base a inter-relação, a necessidade do todo e a&#xd;
existência de um propósito.&#xd;
Foi realizada uma pesquisa em publicações académicas e empresariais que teve uma especial&#xd;
dívida para com o trabalho desenvolvido sobre os sistemas complexos por Edgar Morin&#xd;
(2008) e por Kelly-Eve Mitleton (2003, 2016). De facto, um sistema para gerir uma área tão&#xd;
ampla como a ética, potencialmente aplicável a qualquer operação da empresa, dependente&#xd;
da cultura e até das características pessoais do próprio ator na sua atuação e que diz respeito&#xd;
a comportamentos, não pode ser desenhado como se fosse a gestão de um produto ou de um&#xd;
serviço. Um sistema para gerir uma área como a ética é necessariamente um sistema&#xd;
complexo e isso implica a impossibilidade do controlo total, a aceitação de que sistemas&#xd;
complexos não se baseiam no cumprimento de ordens e planos definidos, são do âmbito do&#xd;
desassossego, da procura constante, da autodescoberta, da insatisfação, da satisfação&#xd;
incompleta. Quanto mais exigentes formos em relação à ética mais complexos terão de ser&#xd;
os sistemas para a gerir.&#xd;
2. Quais as características de uma empresa orientada para a ética?&#xd;
Tomámos como referência o índice World’s Most Ethical Companies do Ethisphere Institute&#xd;
que, desde 2007, todos os anos distingue cerca de 100 empresas em todo o mundo pelo seu&#xd;
desempenho na área da ética. Escolhemos este índice no enquadramento da prática, por ser&#xd;
assumido como a referência pelas grandes empresas mundiais, aquilo a que procuram&#xd;
responder. Fizemos uma análise das perguntas do questionário de candidatura e das&#xd;
hipóteses de resposta que lá são apresentadas e desenhámos (concebemos) o retrato de uma&#xd;
empresa com orientação ética, que assumimos para este trabalho como o paradigma do que&#xd;
é pedido às empresas.&#xd;
De acordo com esse retrato, uma empresa orientada para a ética é: uma empresa que&#xd;
considera a ética como algo central, relativamente à qual o Conselho de Administração quer&#xd;
estar informado, e sobre cujo desempenho reflete para identificar novos desafios e novas&#xd;
formas de a fazer crescer dentro da organização; onde há uma pessoa com posicionamento&#xd;
de topo com a função de gerir a ética, que está exclusivamente dedicada a esta temática e&#xd;
que é convidada a apoiar a reflexão nas diferentes áreas da empresa, participando igualmente&#xd;
no desenvolvimento da estratégia geral e na análise de risco; uma empresa onde todos os&#xd;
colaboradores têm formação regular em ética, mas onde, para além dessa formação, a ética&#xd;
é um tema recorrente nas reuniões de trabalho das equipas; uma empresa onde a ética é um&#xd;
tema vivo, percecionado como um must have e que, como tal, faz parte das avaliações de&#xd;
desempenho e dos bónus dos gestores. Uma empresa onde o programa de gestão da ética é&#xd;
avaliado anualmente, bem como a cultura e o clima éticos sendo os resultados comunicados&#xd;
de forma adequada às partes interessadas.&#xd;
3. Qual a abordagem das empresas à ética?&#xd;
O índice World’s Most Ethical Companies e as empresas distinguidas, serviram-nos também&#xd;
de base para a resposta à terceira pergunta.&#xd;
A pesquisa foi feita através da grounded theory, uma metodologia onde se parte do nada&#xd;
para a construção da teoria, ou seja, é uma metodologia que implica uma abertura para&#xd;
identificar a teoria que possa emergir nos objetos de análise, a análise começa quando se&#xd;
começa a recolher a informação (Corbin &amp; Strauss, 1990, p. 6). Os objetos de análise neste&#xd;
caso foram os relatórios (gestão, ética, sustentabilidade) das 18 empresas europeias&#xd;
distinguidas no índice.&#xd;
A análise da informação foi feita com o apoio do software MAXQDA e mostrou&#xd;
inconsistências no uso da palavra ética e falta de clareza relativamente ao papel da ética nas&#xd;
organizações. Mostrou também que a maioria das empresas está no modo de compliance,&#xd;
sem uma incorporação real da ética na estratégia e nas questões core. O aspeto-chave para&#xd;
uma incorporação decisiva da ética parece ser a assunção de um propósito que encoraje a&#xd;
ação para além da existência ou não de exigências legais ou de regulação.&#xd;
4. Que características deve ter um código de ética para que possa ser aceite em&#xd;
diferentes países e culturas?&#xd;
A formulação desta pergunta teve como ponto de partida o facto de o código de ética ser o&#xd;
instrumento fundador da generalidade dos programas de ética nas empresas. É, contudo, um&#xd;
instrumento com palavras que podem ter diferentes interpretações, de cultura para cultura, o&#xd;
que pode afetar a sua credibilidade e aceitação por parte dos colaboradores (Talaulicar,&#xd;
2009).&#xd;
Para responder a esta pergunta foi realizado um estudo de caso em profundidade da revisão&#xd;
de um código de ética por uma empresa transnacional utilizando uma estratégia&#xd;
investigação-ação. O caso é apresentado numa abordagem de storytelling. Documenta-se o&#xd;
processo de elaboração do código e da avaliação do resultado obtido em dois momentos: na&#xd;
altura e três anos depois. O estudo de caso foi antecedido de uma pesquisa de arquivo sobre&#xd;
a relevância dos códigos de ética para as organizações transnacionais e sobre o impacto do&#xd;
método utilizado no seu desenvolvimento para a aceitação e incorporação do código na&#xd;
organização.&#xd;
Concluiu-se que uma metodologia participativa na conceção do código e uma abordagem&#xd;
mais axiológica do que normativa no conteúdo são aspetos críticos para a aceitação do&#xd;
código. O código deve ser concebido numa perspetiva de negociação e de abertura onde seja&#xd;
possível manter as diferenças que se justifiquem. Em termos de conteúdo é importante não&#xd;
colocar no código o que não pode ser conseguido e ter contenção no uso de palavras como&#xd;
“nunca” quando se assume que pode haver exceções.&#xd;
A questão da tradução e da linguagem aparece como uma questão chave que merece mais&#xd;
atenção do que lhe tem sido dada. Palavras como respeito tem significados diferentes de país&#xd;
para país (materializam-se de forma diferente) e mesmo expressões como corrupção, podem&#xd;
ter traduções tecnicamente corretas com significados jurídicos distintos de país para país.&#xd;
No desenvolvimento do código as características pessoais do líder, a energia que o move,&#xd;
são um aspeto fundamental para dar credibilidade ao processo e para os resultados que são&#xd;
conseguidos. É, naturalmente, o aspeto mais difícil de replicar e que pode fazer com que,&#xd;
seguindo os mesmos procedimentos, se chegue a resultados completamente diferentes.&#xd;
5. Será a ética completamente dependente dos líderes?&#xd;
Se a cultura ética de uma organização for totalmente dependente dos líderes então qualquer&#xd;
sistema que se desenvolva estará sempre dependente de cada mudança de líder. Nesse&#xd;
sentido, o objetivo da nossa investigação, mais do que responder à questão sobre a&#xd;
dependência, é tentar perceber o que pode tornar a cultura ética de uma organização mais&#xd;
resistente às mudanças de líder.&#xd;
Foi realizado um estudo de caso onde se retrata o impacto em ternos de clima e cultura éticos&#xd;
da mudança de liderança numa empresa multinacional — trata-se de uma narrativa&#xd;
construída a partir da entrevista ao CEO já afastado das suas funções e à responsável pelo&#xd;
Compliance.&#xd;
O objetivo foi, a partir da análise da narrativa, a partir da revisão da literatura e da nossa&#xd;
experiência, tentar identificar as circunstâncias (instrumentos, processos, procedimentos)&#xd;
que teriam, por hipótese, dificultado a ocorrência do caso relatado ou, de forma mais&#xd;
abrangente, tornado esta ou outra qualquer empresa mais resiliente face a mudanças de&#xd;
liderança.&#xd;
A estratégia metodológica adotada foi a narrativa, sendo construída através da reprodução&#xd;
do discurso oral dos narradores (oral history), seguida depois de uma análise crítica.&#xd;
Escolhemos esta metodologia porque acreditamos, tal como refere Hannah Arendt, que&#xd;
através dos discursos, das suas exatas palavras, as pessoas mostram quem são, revelam a sua&#xd;
identidade pessoal e as suas singularidades (Arendt, 2001). Esta abordagem permite mostrar&#xd;
os sentimentos que enquadram a ação, que são, de acordo com Scharmer (2015), um dos&#xd;
elementos menos estudados.&#xd;
Concluímos que os aspetos que poderiam tornar a organização mais resiliente às mudanças&#xd;
de liderança seriam o tipo de formação que é dada aos colaboradores, que deve ser mais&#xd;
centrada nos valores, na responsabilidade individual e no desenvolvimento de soft skills. A&#xd;
preparação do processo de sucessão dos líderes também é um aspeto fundamental. A&#xd;
implementação de medidas de combate ao silêncio moral, tais como a explicitação da&#xd;
obrigação de falar (denunciar), criar espaços seguros para diálogo e desenvolver ferramentas&#xd;
que garantam que a empresa sabe o que se passa, como por exemplo entrevistas de saída,&#xd;
são aspetos relevantes tal como divulgar o resultado das denuncias que são feitas, para&#xd;
mostrar que vale a pena, que falar tem impacto.&#xd;
Conclusões gerais&#xd;
Mais do que a soma das conclusões de cada um dos artigos, apresentamos uma reflexão&#xd;
sobre os aspetos que encontrámos transversalmente na resposta a cada uma das nossas&#xd;
perguntas de investigação. Concluímos que, para a maior parte das empresas analisadas, este&#xd;
é ainda o momento do compliance. Não há uma identificação clara do propósito da ética e&#xd;
não há, sobretudo, uma assunção da ética como fazendo parte do propósito da empresa e da&#xd;
missão dos líderes.&#xd;
A questão da liderança, da falha, no ponto de vista ético da liderança, é também uma&#xd;
conclusão transversal. Há a perceção de que um sistema de gestão do desempenho ético&#xd;
dificilmente pode ter como motor, de uma forma ampla, os líderes. Os líderes empresariais,&#xd;
tal como são hoje na sua maioria, têm medo de gerir a complexidade, não acreditam&#xd;
suficientemente na ética ao ponto de a incluir na reflexão estratégica, sentem que, se forem&#xd;
pelo caminho da ética, não têm futuro e, enquanto líderes, têm muito a perder. Esta situação&#xd;
é fruto de um modelo vigente que qualquer sistema de gestão do desempenho ético&#xd;
seriamente assumido tem de ter como propósito mudar, empresa a empresa.&#xd;
Surgem como condições fundamentais para a adoção de uma abordagem sistémica à gestão&#xd;
do desempenho ético nas empresas, a identificação do propósito por caminhos diferentes dos&#xd;
que têm até agora maioritariamente sido seguidos, a aceitação da complexidade, uma&#xd;
abordagem mais axiológica do que normativa, a aposta nas pessoas com liderança ética,&#xd;
independentemente de serem líderes formais ou informais, a perceção de que serão os 10%&#xd;
que procuram ter de modo constante uma conduta ética que farão a diferença e que é&#xd;
importante desenhar um sistema a pensar nessas pessoas e a apoiá-las.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="description" qualifier="abstract" lang="pt_PT">Corporate ethics, companies’ adoption of a management focused on the common good, is&#xd;
recognised as a necessary condition for sustainable development.&#xd;
Many companies, especially large companies, have ethics management programmes, but&#xd;
those programmes are often reactive, partial and very dependent on leadership. How do we&#xd;
move from this situation to an effective incorporation of ethics into the company’s culture?&#xd;
We believe a systemic approach is needed.&#xd;
With such premise, the aim of this thesis is to identify what are the necessary conditions for&#xd;
moving to a systemic approach to ethics in companies.&#xd;
We start from five research questions: what characteristics should an ethical performance&#xd;
management system have? What are the characteristics of an ethics-oriented company?&#xd;
What is companies’ approach to ethics? What are the conditions for a Code of Ethics’&#xd;
adoption in different countries and cultures? And finally, is an ethical culture completely&#xd;
dependent on leaders?&#xd;
In order to answer the above-mentioned questions, in addition to the business and academic&#xd;
literature review, we used multiple methodological approaches and strategies: case study,&#xd;
action research, storytelling, oral history, and grounded theory (with support of MAXQDA&#xd;
software for content analysis).&#xd;
We started by analysing the application questionnaire to the Ethisphere’s World’s Most&#xd;
Ethical Companies index, which distinguishes companies with excellence in management in&#xd;
the field of ethics. We made that to draw a portrait of what could be considered an ethicsoriented company.&#xd;
Based on this portrait and using grounded theory we started the content analysis of the&#xd;
reports of the 18 European companies distinguished in the 2019 index. We chose that&#xd;
methodology because we wanted to guarantee an open approach to the information provided&#xd;
by companies and to understand, solely through this approach, as well as the cross-checking&#xd;
between different indicators, how ethics was being lived in corporations.&#xd;
We also conducted two case studies: the process of reviewing a code of ethics in a&#xd;
transnational company and the narrative of a Chief Executive Officer (CEO) and a Chief&#xd;
Compliance Officer (CCO), about the impact of a leadership change in the ethical culture of&#xd;
a multinational company.&#xd;
In terms of results, we conclude from our research that a system for ethical management is&#xd;
necessarily a complex system; that a purpose for ethics, clearly assumed and assimilated by&#xd;
companies, is lacking; and that the existence of this purpose is a necessary condition for the&#xd;
system’s existence.&#xd;
We conclude that the system can hardly be based on those who are now the companies’ top&#xd;
managers because they hardly have an ethical leadership, they were not educated to consider&#xd;
ethics as a priority and the shadow of an ethical break would always be present in every&#xd;
change of leadership.&#xd;
One of promotion rather than of ethics management, the system needs, at this point, to be&#xd;
developed by and for the 10 % of the companies’ population that consistently have an ethical&#xd;
behaviour. Those will be the leaders, formal or informal, who can make ethics consistently&#xd;
embedded in the company’s culture.</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="language" qualifier="iso" lang="pt_PT">eng</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Empresas</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Ética empresarial</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Sistema de gestão de ética</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Orientação ética</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Códigos globais de ética</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Liderança ética</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Ethics management system</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Companies’ ethical performance</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Global code of ethics</dim:field>
   <dim:field mdschema="dc" element="subject" lang="pt_PT">Ethical leadership</dim:field>
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   <dim:field mdschema="dc" element="type">doctoral thesis</dim:field>
   <dim:field mdschema="thesis" element="degree" qualifier="name" lang="pt_PT">Tese de Doutoramento em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento apresentada à Universidade Aberta</dim:field>
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   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg" lang="pt_PT">04:Educação de Qualidade</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg" lang="pt_PT">09:Indústria, Inovação e Infraestruturas</dim:field>
   <dim:field mdschema="datacite" element="subject" qualifier="sdg" lang="pt_PT">16:Paz, Justiça e Instituições Eficazes</dim:field>
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