Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10400.2/9250
Title: Cursos EFA: alternativas curriculares no Distrito de Lisboa: relato de um currículo em (des) construção
Author: Simões da Silva, Rogério
Seabra, Filipa
Keywords: Educação e formação de adultos
Competências
Desenvolvimento curricular
Formação docente
Práticas pedagógicas
Issue Date: 2019
Publisher: AFIRSE Portugal / Universidade de Lisboa. Instituto de Educação
Abstract: Apresenta-se resultados da investigação efetuada sobre o currículo dos cursos de Educação e Formação de Adultos, Nível Secundário (EFA NS), encarando-o e/ou questionando-o enquanto construção de alternativa curricular diferenciada, para adultos. A investigação teve como objetivos: a) Analisar criticamente o panorama nacional e internacional ao nível das políticas de EFA; b) Caracterizar as perspetivas de professores face aos conteúdos dos cursos EFA NS, e as suas práticas de gestão curricular dos mesmos; c) Descrever o perfil de formação inicial e contínua dos professores dos cursos EFA NS, bem como as perspetivas desses professores sobre as suas necessidades de formação, e d) Compreender as práticas docentes levadas a cabo pelos professores dos cursos EFA NS e a sua relação com os resultados dos formandos; contextualizando-se no Distrito de Lisboa. O currículo foi analisado enquanto práxis, colocando de parte qualquer definição que o encarasse "estaticamente". A proposta metodológica do estudo consubstanciou-se na utilização do binómio: metodologia quantitativa (inquérito por questionário) e qualitativa (inquérito por questionário/entrevista semiestruturada) a docentes, coordenadores de cursos EFA e diretores de escolas do Distrito de Lisboa. Apresentam-se nesta comunicação resultados preliminares da aplicação dos inquéritos por questionário a professores, que indicam que o currículo em ação, praticado pelos docentes dos cursos EFA, se encontra num “dilema”, entre um design curricular formal/normativo e a reconstrução de um currículo em ação. Os atores consideram que os cursos EFA não são socialmente reconhecidos, apresentando-se ainda como pouco credíveis face à sociedade em geral, embora se creia que representam uma certa forma de “justiça social”. Quanto à formação inicial, os professores consideram não ter desenvolvido as competências necessárias para lecionar adultos/cursos EFA, apresentando necessidades de formação contínua. O currículo, este, é operacionalizado em primeira mão pelo docente adequando-o às especificidades da turma e aos saberes dos alunos, e só depois obedecendo ao currículo normativo imposto. Em suma, concluímos que, embora os cursos EFA sejam vistos como uma boa alternativa curricular, terão de se "transfigurar" para fazer efetivamente jus aos seus objetivos enquanto currículo inclusivo. Para tal, é certo: terá de ser dado mais protagonismo ao professor no seu (re)desenho curricular futuro.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/9250
ISBN: 978-989-8272-35-5
Publisher Version: http://afirse.ie.ul.pt/coloquios/xxv-coloquio-2018/atas-2018/
Appears in Collections:Ciências da Educação | Comunicações em congressos, conferências, seminários/Communications in congresses, conferences, seminars

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