Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/788
Título: Se fosse tudo bem, a velhice era boa de enfrentar! : racionalidades leigas sobre envelhecimento e velhice : um estudo no norte de Portugal
Autor: Silva, Maria Ester Vaz da
Orientador: Silva, Luísa Ferreira da
Palavras-chave: Sociologia
Velhice
Envelhecimento
Representações sociais
Estereótipos
Psicologia social
Entrevistas
Sociology
Elderly
Ageing
Social representations
Stereotypes
Identity
Social psychology
Portugal
Data de Defesa: 2006
Citação: Silva, Maria Ester Vaz da - Se fosse tudo bem, a velhice era boa de enfrentar! [Em linha] : racionalidades leigas sobre envelhecimento e velhice : um estudo no norte de Portugal. Lisboa : [s.n.], 2006. 227 p.
Resumo: A velhice é um conceito que na sociedade moderna do início do século XXI se configura, no discurso dominante, como problema social. É uma desconstrução desse conceito que se propõe neste trabalho, designadamente com apoio nos resultados de um estudo qualitativo por entrevista de 24 pessoas, homens e mulheres com idades superiores a 50 anos no norte de Portugal, sobre a representação social de velhice e de envelhecimento. A associação que as racionalidades leigas fazem entre velhice e idade exclui a noção de idade cronológica como marco de fronteira entre o estado de adulto e o de ‘velho’, o que concorda com a crítica sociológica à institucionalização da velhice. Ser ou não ser velho/a não depende da idade pois que essa concepção se refere ao essencial do sujeito, à sua identidade como indivíduo, e não ao seu aspecto exterior ou às suas capacidades bio-fisiológicas. A visão leiga da velhice encara-a na sua dimensão de construção da sociedade, construção associada à problemática da inclusão social pelo trabalho. Ser reformado/a não é ser velho/a. É o olhar dos outros que ‘faz’ as pessoas velhas. A interpretação do material recolhido pelas entrevistas permite concluir que a velhice, mais do que ser a assunção de uma identidade ‘nova’ atribuída socialmente, corresponde a uma auto-reconstrução que valoriza a continuidade da trajectória individual.
Dans la société moderne du début du XXI siècle, la vieillesse est envisagée en tant que problème social, dans le discours dominant. Ce texte propose une dé-construction de ce concept, notamment à partir de l’analyse des données d’une étude qualitative menée avec 24 sujets, hommes et femmes, dans le nord du Portugal, au sujet de la représentation social de la vieillesse et du vieillissement. La critique sociologique de l’institutionnalisation de la vieillesse apparaît dans les rationalités profanes sous forme d’exclusion de la notion d’âge chronologique de l’association qu’elles établissent entre vieillesse et âge. Être ou ne pas être ‘vieux/vieille’ n’est pas fonction de l’âge puisque dans les rationalités profanes la vieillesse se rapporte à l’essentiel du sujet, à son identité en tant d’individu et non pas à son aspect extérieur ou à ses capacités bio-physiologiques. La pensée profane envisage la vieillesse comme construction de la société, construction relative à la problématique de l’inclusion sociale par le travail. Etre retraité/e n’est pas être ‘vieux/vieille’. C’est dans le regard des autres qu’on devient vieux/vieille. La vieillesse plus être une ‘nouvelle’ identité socialement attribuée, est une auto-construction qui met en valeur la continuité de la trajectoire individuelle.
In the modern society of the beginning of the XXI century, ageing is faced as a social problem. In this work a de-construction of this concept is proposed, based on a qualitative research on the social meanings of elderly and ageing, obtained by means of interviews with 24 men and women older than fifty, in the North of Portugal. Associations made by lay rationalities on elderly and age exclude chronological age as a borderline between adulthood and “old age", which is in agreement with the sociological criticism about age institutionalisation. To be or not to be old is not dependent on age once the lay concept of ‘old’ does not refer to external look or bio-physiological skills, but to the subject essence and identity as an individual. Lay views of elderly take in account its dimension of society construction and relate it to work and social inclusion. To be a pensioner is not to be old. It is the eyes of the others that “get" people old. Our results allow us to conclude that elderly is not only the assumption of a ‘new’ identity socially conferred, but is as well the self-reconstruction that raises the value of individual path continuity.
Descrição: Tese de Doutoramento em Sociologia apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/788
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