Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/651
Título: A relação escola-família e o envolvimento dos pais: representações de professores do 1º Ciclo do Concelho de Rio Maior
Autor: Colaço, Maria Margarida Inácio António
Orientador: Ferreira, Manuela Malheiro
Palavras-chave: 1º Ciclo
Atitude dos professores
Educação
Ensino básico
Inquéritos
Papel dos pais
Participação dos pais
Perceção
Professores
Relações escola-família
Data de Defesa: 2007
Citação: Colaço, Maria Margarida Inácio António - A relação escola-família e o envolvimento dos pais [Em linha] : representações de professores do 1º Ciclo do Concelho de Rio Maior . [Lisboa : s.n.], 2007. 2 vol.
Resumo: O presente estudo pretendia conhecer a opinião de professores do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Rio Maior sobre as formas de envolvimento das famílias na vida escolar dos filhos que favorecem o sucesso educativo dos alunos. Esta temática pareceu-nos pertinente, dado que ao longo das últimas décadas tem havido, por parte do Ministério da Educação, uma forte aposta nas formas decretadas de participação dos pais na vida das escolas. No entanto, vários estudos indicam que os representantes dos pais apenas se representam a si próprios, que são maioritariamente de níveis socioculturais próximos do da escola e que não têm uma participação real, mas que a sua actuação não vai muito além de uma “encenação participativa”. Já no que se refere ao envolvimento dos pais em actividades de aprendizagem em casa, que consiste no acompanhamento próximo da vida escolar dos filhos, na criação de condições em casa para que o aluno possa estudar e no contacto com a escola, sempre que tal se torne necessário, é apontado por alguns autores como tendo influência positiva na melhoria dos resultados escolares dos alunos. Perante estes cenários, pareceu-nos relevante conhecer a opinião dos professores, uma vez que a relação com as famílias passa necessariamente pelo seu papel de mediadores entre a organização e a cultura escolar e as culturas que fazem parte da sociedade e frequentam a escola. Para enquadrar esta problemática, numa primeira parte do nosso trabalho, começámos por abordar a escola enquanto organização, lançando um breve olhar sobre alguns dos modelos organizacionais que influenciaram a escola. Prosseguimos percorrendo os principais momentos da história da participação dos pais na escola portuguesa e fazendo uma breve abordagem dos conceitos de participação, envolvimento, comunicação e representação dos professores acerca da escola e das práticas educativas das famílias. Na segunda parte do trabalho apresentamos os dados que recolhemos através de um inquérito por questionário aos professores da população em estudo, cujo tratamento estatístico nos permitiu chegar a algumas pistas de resposta para as questões de investigação que havíamos colocado. Assim, de acordo com os inquiridos, os pais são clientes da escola e basta que esta os mantenha informados, o que mais contribui para o sucesso educativo dos alunos é o envolvimento dos pais em actividades de aprendizagem em casa, ao contrário da sua participação em órgãos da escola que é a que menos contribui para esse fim, até porque, os respondentes atribuem as causas de sucesso ou insucesso às características do próprio aluno e menos a causas imputáveis aos professores ou à escola. Verificámos ainda que, segundo os inquiridos, são os pais de nível sociocultural mais próximo ao da escola que aí se deslocam mais frequentemente e que, os que não o fazem, será em grande parte por desinteresse pela vida escolar dos filhos. Ainda segundo os professores por nós inquiridos, os pais deveriam participar mais em actividades de apoio ao professor, mostrando-se menos concordantes em relação a uma maior participação na definição das políticas educativas da escola. Os resultados mostraram também que os professores preferem comunicar com os pais individualmente e em situações formais, que têm mais tendência para comunicar com as famílias através da criança do que directamente e que, apesar de considerarem que os trabalhos de casa podem servir para comunicar com a família, não mostram claramente que os utilizam para esse fim, atribuindo-lhes mais a função de instruir. Finalmente, pareceu-nos relevante que mais de metade dos professores que responderam ao questionário tenham declarado não ter tido qualquer formação na areada relação Escola-Família, nem na formação inicial, nem na contínua. Será esta uma área da vida das escolas que poderá continuar dependente da improvisação e boas vontades
L’étude suivante prétend connaître l’opinion des professeurs du premier cycle de l’enseignement basique de la municipalité de Rio Maior en ce qui concerne les formes d’engagement des familles dans la vie scolaire de leurs enfants qui favorisent le succès éducatif des élèves. Cette thématique nous paraît intéressant car au long des dernières années il y a eu, du coté du Ministère de l’Éducation Nationale, un pari fort sur les formes décrétées de participation des parents dans la vie des écoles. Cependant, plusieurs études montrent que les représentants des parents ne se représentent qu’à eux-mêmes qu’à eux-mêmes, qu’ils appartiennent à un niveau socioculturel proche de celui de l’école et qu’ils n’ont pas une participation réelle, mais une participation qui ne va pas plus loin qu’ « une mise en scène participée ». En ce qui concerne l’engagement des parents face aux activités d’apprentissage réalisées à la maison qui consiste dans l’accompagnement attentif de la vie scolaire des enfants dans la création de conditions à la maison pour que l’élève puisse étudier et dans le contact avec l’école, autant de fois qu’il soit jugé nécessaire, certains auteurs l’indiquent comme ayant une influence positive vis-à-vis de l’amélioration des résultats scolaire des élèves. Face à ces scénarios, il nous a paru important connaître l’opinion des professeurs puisque leur liaison avec les familles passe nécessairement par le rôle des médiateurs entre l’organisation et la culture scolaire et les cultures qui font partie de la société et qui voisinent l’école. Pour encadrer cette problématique, dans la première partie de notre travail, nous étudions l’école en tant qu’organisation en lançant un bref regard sur les modèles organisationaux qui ont influencé l’école. Nous poursuivons notre étude en révisant les principaux moments de l’histoire de la participation des parents à l’école portugaise et en abordant des concepts tels que la participation, l’engagement, la communication et la représentation des professeurs en ce qui concerne l’école et les pratiques éducatives des familles. Dans la deuxième partie du travail nous présentons les données que nous avons recueillies à l’aide d’un questionnaire aux professeurs qui appartiennent à la population visée et dont l’analyse statistique nous a permis d’arriver à quelques pistes pour répondre aux questions que nous avions posées au début de notre étude. Ainsi, selon notre enquête, les parents sont des clients de l’école et il suffit que celle-ci les informe ; ce qui contribue le plus pour le succès éducatif des élèves, c’est l’engagement des parents vis-à-vis des activités d’apprentissage à la maison, contrairement à leur participation dans les conseils à l’école qui est, en fait, ce qui aide le moins. En effet, ceux qui ont répondu à notre enquête indiquent que les causes du succès ou de l’échec se doivent surtout aux caractéristiques de l’élève et moins des professeurs ou de l’école. Nous avons vérifié que, selon ceux qui ont répondu, ce sont les parents dont le niveau socioculturel est plus proche de celui de l’école qui y ont vont fréquemment et, pour ceux qui n’y vont pas, c’est parce qu’il y a un détachement vis-à-vis de la vie scolaire de leurs enfants. Selon les professeurs qui ont fait partie de cette étude, les parents devraient participer beaucoup plus dans les activités d’aide vis-à-vis du professeur, en leur montrant qu’ils ne sont pas toujours d’accord avec les politiques éducatives de l’école. Les résultats ont aussi montré que les professeurs préfèrent communiquer avec les parents individuellement pendant les situations formelles, qu’ils ont tendance à communiquer avec les familles par le biais de l’enfant et non directement et que, malgré la possibilité de pouvoir utiliser les devoirs pour communiquer avec la famille, les professeurs n’ont pas clairement montré qu’ils les utilisent avec cette finalité, en les utilisant surtout pour instruire. Finalement, il nous a paru important que plus de la moitié des professeurs aient répondu qu’ils n’ont jamais eu de formation sur le thème – la relation entre l’École et la Famille – ni pendant la formation initiale ni pendant la formation continue. Est-ce là un sujet de la vie des écoles qui peut continuer à dépendre de l’improvisation et de la volonté de chacun
This study intends to find out if the Primary School Teachers’ in Rio Maior consider that family involvement in the children’s school’s school life, favours or not the achievement of their educational success. This theme seemed relevant, not only to improve our educational attitude but also because on the last decades, the Ministry of Education, has been trying to create legal bases to intensify all forms of the parents’ participation in the school life. However, several studies indicate that the parents’ representatives in school meetings are mostly representing themselves, their social and cultural background is usually close to the school’s level, and that they end up not having a real active participation. However, when we referred to the parent’s involvement in learning activities at home (closer attendance of the children’s school life, the creation of conditions at home so that the student can study and getting in touch with the school whenever it turns necessary), some authors consider these as a positive influence in the improvement of the students’ school results. Before these sceneries, it seemed us relevant to know the teachers’ opinion on these issues; families must have a mediator function among the organization and the school culture and the cultures that are part of the society and attend school. To frame this problem, in the first part of our work, we looked at School as an organization and we tried to list some organizational models that influenced School. We went through the main moments of the history of the parents’ participation in the Portuguese School. We approached to specific concepts: participation, involvement, communication and the teachers’ representations concerning the school and of the educational practices of the families. In the second part of the work we presented the data we collected through an inquiry (questionnaire) given to the teachers of the population in study. Its statistical treatment allowed us to get some track answers for the investigation subjects that we had put in the beginning: according to the inquired individuals, parents are school customers and for them it is enough that it maintains them informed; for these parents, involving at home in learning school activities is a better contribution to the students’ educational success than involving at school through legal functions; they mostly attribute the success causes or failure to the student’s own characteristics and less to the teachers’ or the school’s responsibility. We realized that according to the inquired, parents with a closer sociocultural level to the school usually apply more frequently to school and the ones who don’t make an effort are largely indifferent to their children’s school life. We also concluded that according to the inquired teachers, parents should participate more supporting teacher’s activities, but they shouldn’t have a huge participation in the definition of the educational politics of the school. The results also showed that teachers prefer to communicate with the parents individually and in formal situations, that they have more tendency to communicate with the families through the child than directly with the family; that, in spite of considering the homework can be used to communicate with the family, they don’t show clearly that once they give it more the function of instructing. Finally, it seemed to us relevant that more than half of the teachers that answered the questionnaire have declared not to have had any formation on School-family, relationship or in the initial academic formation neither on their academic continuous education. Is this specific school matter determined to depend forever on the teachers’ improvisation and good life
Descrição: Tese de Mestrado em Administração e Gestão Educacional apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/651
Aparece nas colecções:Mestrado em Administração e Gestão Educacional / Master's Degree in Administration and Educational Management - TMAGE

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