Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/650
Título: Gestão do espaço e ambientes de trabalho no CRE
Autor: Encarnação, Francisco de Assis Ruivo da
Orientador: Serra, Fernando
Palavras-chave: Bibliotecas escolares
Centro de recursos
Educação
Organização escolar
Recursos educacionais
Data de Defesa: 2006
Citação: Encarnação, Francisco de Assis Ruivo da - Gestão do espaço e ambientes de trabalho no CRE [Em linha]. Lisboa : [s.n.], 2006. 85 p.
Resumo: As alterações sociais e tecnológicas que têm acontecido nos últimos tempos levaram à formação da sociedade de informação. Assim, cabe aos professores e responsáveis pelas Biblioteca Escolar/Centro de Recursos, essencialmente, o repensar na responsabilidade que os mesmos têm nas diversas aprendizagens de toda uma comunidade educativa. A escola tem de se manter actualizada e despertar o interesse dos alunos, tem de diversificar os suportes onde disponibiliza a informação, pois tem de competir num ambiente onde o audiovisual e o digital predomina. Assim, há que questionar qual o papel da Biblioteca Escolar/Centros de Recursos Educativos, os seus fins e objectivos, assim como o modo como são utilizados os seus recursos e espaços. A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos têm de ser considerados como um recurso essencial da escola, tendo em vista a preparação de indivíduos, capazes de sobreviverem e impor-se num tempo que se aproxima cada vez mais exigente e onde as pessoas preparadas e informadas vingarão com mais ou menos facilidade. A uma sociedade de informação não pode o nosso país virar as costas, correndo o risco de ficar para trás numa Europa e num Mundo onde o saber e o poder estão cada vez mais interligados – a globalização. No presente estudo dou a conhecer os resultados de um projecto de investigação, desenvolvido entre Janeiro a Dezembro de 2005 numa escola localizada no centro da cidade de Setúbal. A necessidade de fazer este trabalho, surgiu da consciencialização que fui tendo da importância da utilização do espaço da Biblioteca / Centro de Recursos Educativos de uma escola. Tem como finalidade abordar a forma como os utilizadores da B/CRE se apropriam dos espaços e ambientes de trabalho e a forma como os mesmos são geridos. As leituras feitas, os desafios que foram sendo propostos, despertaram cada vez mais, para a necessidade de fazer uma observação da realidade que vivemos “na escola” relativamente ao espaço da Biblioteca / Centro de Recursos Educativos. Assim, tendo em consideração a gestão de recursos e espaços, tornou-se útil investigar as diferentes modalidades de utilização. É também numa perspectiva de inovação que se desenvolve este trabalho, direccionando-o para a gestão e apropriação do espaço pelos utilizadores, investigar como o percepcionam e o que os leva a diferentes modos de interagir no mesmo. Começou a fazer cada vez mais sentido a intenção de perceber como se age relativamente à criação de ambientes, utilizando os recursos e espaços disponíveis. Este estudo foi construído de modo a dar resposta a estas e outras questões, porque cada vez mais a B/CRE constitui um núcleo de organização pedagógica escolar, vocacionado para as actividades culturais e para a informação, constituindo um instrumento essencial do desenvolvimento escolar. Desta forma, pretende-se contribuir para uma melhor compreensão do papel da B/CRE, a importância da sua gestão e apropriação deste espaço por parte dos seus utilizadores. Um espaço suficientemente grande, bem localizado, bem equipado constitui sem sombra de dúvida um factor importante que favorece um bom funcionamento de um B/CRE. É evidente que a gestão de espaços difere de estabelecimento para estabelecimento de ensino. Cabe a cada escola fomentar, dinamizar de acordo com o seu público esses mesmos espaços. Desta forma questiona-se de que modo professores e alunos de uma escola utilizam o CRE e de que modo o percepcionam? A “mudança” de que tanto se fala, e que é referenciado ao longo deste estudo, para existir efectivamente, tem de passar por um trabalho colectivo partindo da reflexão que os docentes e restante comunidade educativa façam da profissão docente e que se traduza na concretização de uma experiência, com significado para os alunos. Assim, actualmente, deve-se reforçar a capacidade de as escolas promoverem a sua própria transformação, com a introdução da inovação, da auto-formação dos professores e de renovação, através da criação/fruição dos seus CRE´s. Como já foi referido anteriormente o CRE é um espaço privilegiado para o desenvolvimento de um conjunto de novas capacidades e competências hoje em dia determinantes no sucesso dos alunos enquanto alunos e enquanto cidadãos da sociedade futura. Segundo Canário (1992), o CRE é onde se multiplicam as oportunidades de aprendizagem, é o lugar onde é oferecida uma multiplicidade de informação interactiva de extrema importância na nossa prática pedagógica e sobretudo na especificidade das disciplinas práticas, relativamente a temáticas, trabalhos de projecto e trabalhos de interdisciplinaridade. Foi numa perspectiva de inovação que se pretendeu desenvolver este trabalho, direccionando-o para a investigação das diferentes modalidades de utilização, gestão e percepção dos espaços do CRE, pelos seus utilizadores, numa tentativa de perceber a forma como os mesmos se apropriam dos espaços e recursos disponíveis. Durante muito tempo, a escola assentou num modelo de ensino centrado no professor, num dogmatismo programático, numa hiper-valorização das suas matérias. Fazendo tábua rasa de conhecimentos anteriormente adquiridos, não respondendo às diversidades e aos condicionamentos sócio-culturais dos alunos, cerceava, a maior parte das vezes, o seu direito ao sucesso e à cidadania. Ainda hoje se sentem as consequências deste tipo de escola visto que um grande número de alunos fica sentado diante do professor esperando receber dele todo o conhecimento onde turmas numerosas e conteúdos extensos completam actualmente o quadro da escola. A escola e as bibliotecas não podem ignorar os novos desafios que se lhes colocam quando os locais e as formas de aprendizagem são tão diversificados, quando o papel impresso não é já o único suporte de informação, quando o acesso à informação se pode fazer de formas tão diversas que o próprio conceito de biblioteca é posto em causa e ganha terreno a ideia da “biblioteca virtual”. Desta forma, levantaram-se as seguintes questões de investigação: • A localização das várias zonas de trabalho limita a permanência dos utilizadores do B/CRE? • Qual a frequência de utilização do CRE pelos alunos e docentes da escola? • Qual a relação entre os utilizadores, os recursos e os espaços? E tem como objectivos: • Apurar níveis de utilização do CRE por parte dos alunos e professores; • Compreender a relação que cada um tem com o espaço utilizado no CRE; • Identificar a forma como os utilizadores percepcionam os espaços do CRE; • Identificar zonas de trabalho preferenciais. Confrontado com as diferentes concepções de Centro de recursos, que são tidas pelos seus utilizadores e escolas, e com a problemática de Criação, Organização, Gestão e Animação de um Centro de Recursos, verificou-se existir uma série da aspectos que dão vida e alma a estes espaços, onde cada um a “seu” modo vai tentando inovar e contextualizar a escola nesta nova vaga, onde a revolução tecnológica “domina” a nossa sociedade. Assim como a introdução de novos recursos na escola poderá provocar mudanças significativas na escola, sendo elas muito mais significativas se nós potenciarmos esses recursos inserindo-os nas nossas práticas. «Uma escola mais eficaz, dos pontos de vista educativo e social supõe uma mudança de natureza das práticas pedagógicas, diversificação de práticas pedagógicas adequadas a um público social e culturalmente diferenciado.» Canário (1990). Assim, o trabalho segue a seguinte linhas de organização: Na introdução, descrevem-se os aspectos mais relevantes que caracterizaram este estudo, tais como objectivos de investigação e sua justificação, questões de investigação, objectivos e limitações do estudo. No capítulo um, apresenta-se um breve enquadramento da organização da Escola na teoria das organizações, o aparecimento e evolução do CRE. A evolução da Escola ao longo dos tempos, a influência que a reforma, inovação e mudança tiveram na acção educativa dos Centros de Recursos. No capítulo dois, é dado a conhecer o contexto onde se insere a investigação realizada: Biblioteca/Centro de Recursos Educativos de uma escola localizada no centro da cidade de Setúbal, a caracterização da escola e do meio, o Centro de Recursos, Recursos Materiais, Recursos Humanos, Funcionamento, Potencialidades Educativas, Animação / Actividades organizadas em colaboração com a B/CRE. No capítulo três identifico e justifico a metodologia usada neste estudo, de modo a fazer o seu enquadramento conceptual. Apresento pormenorizadamente os processos levados a cabo na recolha e análise dos dados e questionários, meios auxiliares e procedimentos No capítulo quatro são apresentadas as informações consideradas mais relevantes para este estudo e que foram obtidas através do questionário e observação participante. Para que haja uma melhor compreensão dos resultados dividiu-se este capítulo em três secções. Na primeira descrevem-se as características dos utilizadores professores e alunos inquiridos; na segunda, frequência, permanência e utilização do Centro de Recursos e a terceira percepção e apropriação dos espaços e zonas de trabalho. No capítulo cinco, são analisados os resultados dos inquéritos realizados. Apresentam-se as conclusões e uma reflexão sobre o estudo onde se pretende responder às questões mais pertinentes que o orientaram: analisar a utilização dos espaços físicos e zonas de trabalho de uma Biblioteca/Centro de Recursos de um estabelecimento de ensino público
Descrição: Dissertação de Mestrado em Administração e Gestão Educacional apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/650
Aparece nas colecções:Mestrado em Administração e Gestão Educacional / Master's Degree in Administration and Educational Management - TMAGE

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