Estudos Globais : [0] Página principal da comunidade

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A globalização é um facto experimentado em todos os domínios das nossas vidas, o qual não se fez de uma vez, mas por fases, ao longo da história. No passado, Portugal desempenhou um papel muito importante num dos períodos deste extenso processo iniciado com a descoberta do arquipélago da Madeira, em 1419. A globalização mais recente é económica, tecnológica e cultural. O uso das tecnologias, em particular, aumentou exponencialmente o número e a intensidade das relações humanas à escala global. A participação das pessoas nas redes digitais é constitutiva de novos tipos de relações e de uma nova sociedade. Os jovens têm hoje uma perceção do mundo diferente da perceção dos seus pais, mas também da maioria dos seus professores, que necessitam, por isso, de voltar a aprender. Doutro modo, a comunicação é impossível, com prejuízos irreparáveis para a humanidade. A comunidade de Estudos globais desenvolve um conjunto de projetos para produzir instrumentos de conhecimento em torno do processo de globalização, em articulação com o estudo específico do papel e da cultura das ilhas atlânticas, no âmbito da Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (CIDH). Pelo seu ideário interdisciplinar, a CIDH promove o trabalho de professores e investigadores de referência, nacionais e internacionais, no vasto domínio das Ciências Sociais e Humanas, sem excluir outras áreas científicas, ciente de que a melhor ciência feita no mundo é fruto da colaboração interdisciplinar, não se esgotando em si mesma. Com efeito, a ciência deve ser aplicada, comprometendo-se com a oferta de formação superior de qualidade e com a transferência do conhecimento. Daí decorre o seu valor acrescentado para a sociedade, que muito depende da utilização das redes digitais do conhecimento. O ideário desta Cátedra insere-se na projeção programática da relevância da geografia das insularidades no século XXI, defendida por Grant MacCall, que considerou o nosso milénio como sendo o das ilhas. À luz desta convicção tornada lema, foi lançado, no quadro de organizações mundiais como a UNESCO, um debate e um programa de investigação científica, em ordem a conhecer o papel das ilhas no contexto das sociedades hipermodernas e das relações de rede, em pleno aprofundamento do processo de globalização.

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