Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/596
Título: Da decadência à regeneração: Jacinto e o percurso de auto-descoberta em a Cidade e as Serras
Autor: Carvalho, Cristina Henriques Bernardes
Orientador: Piedade, Ana Nascimento
Palavras-chave: Eça de Queirós
Literatura portuguesa
Sociedade portuguesa
Decadência
Data de Defesa: 2007
Resumo: Resumo - “Eu penso que o riso acabou – porque a humanidade entristeceu. E entristeceu – por causa da sua imensa civilização. (...) Quanto mais uma sociedade é culta - mais a sua face é triste. (...) O Infeliz está votado ao bocejar infinito. E tem por única consolação que os jornais lhe chamem e que ele se chame a si próprio – O Grande Civilizado.” Eça de Queiroz, “A Decadência do riso”, in Notas Contemporâneas, Lisboa, Edição “Livros do Brasil”, 2000, pp.165-166 Estando no século XXI, século em que se menospreza cada vez mais o primordial, o essencial, e se valoriza cada vez mais uma civilização, aparentemente, mais “civilizada”, aparece-nos A Cidade e As Serras como antevisão de uma realidade muito actual. O embrião deste trabalho nasce da perplexidade e da curiosidade perante a modernidade de uma obra como A Cidade e As Serras, obra livro que se tornou intemporal sendo, por isso mesmo, um clássico que se adapta a todas as épocas. O ponto de partida desta dissertação é a palavra “bocejo”, exteriorização do tédio, característico de uma sociedade civilizada em decadência. Símbolo de um sentimento pessimista que se difunde por toda a sociedade portuguesa e que é bem visível e notório em toda a obra de Eça de Queiroz sendo este tema um dos mais explicitados e desenvolvidos por este autor. Em A Cidade e As Serras, as raízes do tédio que provém quase sempre da desocupação, vão dar à ociosidade. A falta de ocupação mental ou física é então, o grande motor que faz desenvolver o tédio. A solução encontrada baseia-se no equilíbrio, na regeneração através da auto-descoberta entendida como uma experiência pessoal; uma perspectiva individual da evolução que se vai concretizando num determinado trajecto existencial
Abstract - We are living in the XXI century, a century where the essential, the original are more and more despised and a civilization, apparently more “civilized”, is more valued. It is in this context that A Cidade e As Serras appears as a foresight of a very modern reality. The origin of this work comes from amazement and curiosity before the modernity of a work like A Cidade e As Serras, a timeless work considered as a classic adapted to all times. The starting-point of this essay is the word “jawning”, meaning boredom and typical of a decadent civilized society. It is also a symbol of a pessimistic feeling that is spread in the whole Portuguese society, quite well portrayed and explained in each one of Eça de Queiroz’ s works. In A Cidade e As Serras the root of boredom, which is almost always caused by leisure, leads to idleness. This can be justified by the lack of mental or physical activity. The solution is based on balance, regeneration obtained through the self-discovery seen as a personal experience, an individual perspective of evolution which is going to be accomplished and materialized in a certain existentialist approach
Descrição: Dissertação de Mestrado em Estudos Portugueses Interdisciplinares apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/596
Aparece nas colecções:Mestrado em Estudos Portugueses e Interdisciplinares / Master's Degree in Multidisciplinary Portuguese Studies - TMEPI

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