Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/559
Título: A emergência das mulheres repórteres nas décadas de 60 e 70
Autor: Ventura, Isabel
Orientador: Mesquita, Mário
Palavras-chave: Women
Journalism
História de Portugal
Século XX
Direitos da mulher
Jornalismo
Mulheres
Portuguese history
Revolution
25 de abril de 1974
Womens rights
20th century
Estado Novo
Discriminação sexual
Revolução
Emprego das mulheres
Jornalistas
Igualdade de oportunidades
Data de Defesa: 2007
Resumo: O tema desta dissertação é a emergência das mulheres repórteres, em Portugal, nas décadas de 60 e 70. Na década de 60, Portugal atravessa um período político muito particular da sua história. O regime ditatorial imposto por Oliveira Salazar cerceou a liberdade de expressão e impôs a censura como instrumento de controlo da imprensa. No que respeita ao estatuto de homens e mulheres, estas eram consideradas inferiores aos homens e o acesso a certas profissões estava-lhes vedado. A obrigatoriedade – imposta por lei – de autorização do cônjuge para poderem deslocar-se ao estrangeiro ou para iniciar um negócio –, equiparava-as a menores. Em simultâneo, o país sofre de uma elevada taxa de analfabetismo, a qual afecta as mulheres em particular. Após as eleições presidenciais de 1958 – às quais concorre o General Humberto Delgado enquanto candidato da oposição –, Portugal vive um período de instabilidade social, durante o qual proliferam as manifestações estudantis; ao mesmo tempo, os movimentos de libertação das colónias africanas gritam pela independência. A guerra colonial inicia-se com o conflito em Angola, e rapidamente se alastra à Guiné-Bissau e Moçambique. É durante este período que as mulheres portuguesas começam a aparecer em maior número nas redacções dos jornais. Quem são estas mulheres, em que condições entraram na profissão, como foram recebidas e como é que se caracterizava a relação com os seus pares? Como é que lidavam com a censura, qual o seu posicionamento face ao feminismo, e que condições é que favoreceram este clima de aceitação das mulheres nas redacções? Estas são algumas das questões às quais tentaremos dar resposta
La présente dissertation a pour thème l’émergence de femmes-journalistes au Portugal, pendant la période 1960-1970. Dans les années soixante, le Portugal a traversé une période politique très particulière de son histoire. Le régime autoritaire d’António Oliveira Salazar avait limité la Liberté d’Expression et, par conséquent, la censure s’était imposé comme instrument de contrôle de la presse. En ce qui concerne le statut des sexes, les femmes étaient considérées comme étant inférieures aux hommes. À titre d’exemple, l’accès à certains métiers leur était interdit, ou encore, elles avaient besoin de la permission de leurs époux pour se déplacer à l’étranger. Par ailleurs, le taux d’analphabétisme – qui était très élevé au Portugal –, affectait particulièrement les femmes. Après les élections de 1958 (où le Général Humberto Delgado s’est présenté en tant que porte-étendard de l’opposition), le Portugal a traversé une période de forte instabilité sociale, pendant laquelle se sont multipliées les manifestations estudiantines, ainsi que les appels à l’indépendance de la part des principaux mouvements de libération et d’autodétermination des peuples africains. C’est le début de la guerre coloniale, dont la source a été en Angola, mais qui s’est très vite propagé en Guinée et au Mozambique. C’est pendant cette période, que les femmes ont commencé à prendre place dans les rédactions des principaux hebdomadaires portugais. Qui ont été ces femmes? Dans quelles conditions ont-elles débuté leur activité? Comment ont-elles été reçues parmi leurs pairs? Quelle a été leur relation avec la censure et quelle(s) position(s) ont-elles pris par rapport à l’idéal féministe? Quelles conditions ont favorisé l’acceptation des femmes au sein de la presse écrite? Voici quelques réponses auxquelles nous essayerons de répondre dans notre analyse
This thesis is about Portuguese women who worked as reporters or journalists during the sixties and the seventies. By 1960 Portugal lives a particular political period of its history. A dictatorship has been imposed by Oliveira Salazar and the country had no freedom of expression. Women were considered inferior to men and weren’t allowed to choose some professional activities. By law, Portuguese women were considered minors, since they had to ask for permission to their husbands in order to travel abroad or to start a business. At the same time, the country suffered form the lack of education, especially women. After the presidential elections of 1958, when General Humberto Delgado – the candidate of the opposition -, Portugal lives a period of social instability. Students demonstrate themselves and at Angola, those who claim for independence, start a war. Soon, the conflict will spread to Mozambique and Guinea Bissau. It is during this period that these Portuguese women are going to work as journalists. By this time there are few women at the newspapers. Who are they? How did they got there? How did these women relate with their colleagues? How did they deal with censorship? Are they feminism? These are some of the questions we are trying to response
Descrição: Dissertação de Mestrado em Estudos Sobre as Mulheres apresentado à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/559
Aparece nas colecções:Mestrado em Estudos Sobre as Mulheres / Master's Degree in Women Studies - TMEMU

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