Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/547
Título: Forma sinistra de americanismo : o puritanismo na ética e na retórica do Ku Klux Klan
Autor: Sousa, Luísa Maria Vilhena Ribeiro de
Orientador: Reis, Maria Filipa
Palavras-chave: Cultura americana
Sociedade
Ideologias
Racismo
Puritanismo
American culture
Society
Ideologies
Prejudice
Racism
Ku Klux Klan
Puritanism
Jeremiad
White supremacy
Data de Defesa: 2006
Resumo: RESUMO - Nas últimas décadas, os estudos sobre a proeminência sinistra dos grupos de supremacia branca nos Estados Unidos da América, nomeadamente do Ku Klux Klan, têm-se intensificado a nível internacional, embora concentrados na sua trajectória política, social e económica, no perfil psicológico e social dos seus membros ou nos seus motivos e intuitos pessoais. Neste contexto, afigurou-se-nos necessária e pertinente a realização de uma investigação sobre uma outra dimensão de análise – a apropriação da ética e da retórica puritanas pelo Ku Klux Klan. Com este trabalho, pretendemos essencialmente analisar o modo como este grupo de supremacia branca recupera, reproduz e actualiza determinadas concepções da colonização puritana a fim de justificar as suas actividades, convicções, rituais e objectivos propagados por toda a América. Interessa-nos, assim, desvendar as formas mais ou menos subtis de auto-legitimação do exercício de violência figurativa e literal por parte deste grupo, que parecem protegê-lo em termos sociais, políticos, económicos e histórico-culturais de uma extinção a que pretensamente estaria condenado. Para tal, privilegiamos como dimensão de análise fundamental a manifestação da herança puritana no discurso do Ku Klux Klan que perpassa actualmente nos seus sites oficiais, na medida em que nos permite contribuir de forma inovadora para desmascarar as diversas articulações entre os modos de produção de discursos por parte do Klan e os principais pilares em que assenta o Puritanismo americano. No prelúdio deste novo milénio, a interpretação e a explicação dos contornos do movimento do Klan reclamam um estudo aprofundado desse discurso ainda por explorar. Concluímos que a impunidade constitucional relativamente à divulgação da propaganda do Klan na Internet e a tolerância social face à sua promoção da classe média, branca, anglo-saxónica e protestante e à discriminação dos grupos minoritários revelam as fragilidades da sociedade americana, claramente permeável a formas de terrorismo interno
Résumé - Les derniers décennies, les études scientifiques sur la proéminence sinistre des groupes de suprématie blanche aux États-Unis de l’Amérique, notamment du Ku Klux Klan, sont en train de s’intensifier nettement au niveau international, malgré la concentration dans leur trajectoire politique, sociale et économique, dans le profil psychologique et social de leurs membres ou dans leurs motivations et leurs buts personnels. Dans ce contexte, nous avons considéré comme nécessaire et pertinent effectuer des recherches sur une autre dimension d’analyse – l’appropriation de l’éthique et de la rhétorique puritaines par le Ku Klux Klan. Avec ce travail, c’est notre prétention principale décrypter la façon dont ce groupe de suprématie blanche récupère, reproduit et actualise certaines conceptions de la colonisation puritaine, dans le but de justifier ses activités, ses convictions, ses rituels et ses objectifs, répandus dans toute l’Amérique. Nous voulons, donc, dévoiler les façons plus ou moins subtiles de l’auto-légitimation de la pratique par ce groupe, de la violence figurative et réelle, des façons qui semblent le protéger en termes sociaux, politiques, économiques et historico-culturels, d’une extinction apparemment inexorable. Pour atteindre notre but, nous accordons le privilège d’analyse aux signes de l’héritage puritain dans le discours actuel du Ku Klux Klan, qui parcourt ses sites officiels, dans la mesure où elle nous permet contribuer, d’une façon innovatrice, à démasquer les divers liaisons entre les manières d’élaboration des discours par le Klan et les principaux piliers du Puritanisme américain. Au début de ce nouveau millénaire, l’interprétation et l’éclaircissement des contours du mouvement du Klan exigent une étude approfondie de ce discours, qui n’est pas encore exploité. Nous concluons que l’impunité constitutionnelle, par rapport à la diffusion de la propagande du Klan à l’Internet, mais aussi la tolérance sociale face à sa promotion de la classe moyenne, blanche, anglo-saxon et protestante de même qu’à la discrimination des groupes minoritaires, démontrent des fragilités de la société américaine, clairement perméable à des formes de terrorisme interne
Abstract - In the last decades, the studies about the sinister prominence of the white supremacy groups in the United States of America, namely the Ku Klux Klan, have been increasing internationally, despite being concentrated on their political, economic and social trajectory, on their members’ psychological and social profile or on their motives and personal aspirations. In this context, it seemed to us necessary and pertinent to carry out research concerning another dimension of analysis – the appropriation of the puritan ethic and rhetoric by the Ku Klux Klan. With this work, we intend to analyze essentially the way this white supremacy group retrieves, reproduces and updates particular conceptions of the puritan colonization in order to justify its activities, convictions, rituals and aims propagated all over America. Thus, we are interested in unveiling the (more or less) subtle ways of self-legitimacy of the figurative and literal violence exercised by this group, which seem to protect it, socially, politically, economically, historically and culturally, from the extinction to which it would presumably be condemned. We privilege as a fundamental dimension of analysis the manifestation of the puritan legacy on the Ku Klux Klan discourse, which presently goes through its official Internet sites, since it allows us to contribute, in an innovating form, to unmask the diverse articulations between the means of production of discourses by the Klan and the main pillars of American Puritanism. In the prelude of this new millennium, the interpretation and explanation of the outlines of the Klan’s movement claim a profound study of that still unexplored discourse. We conclude that the constitutional impunity concerning the divulgation of the Klan’s propaganda on the Internet and the social tolerance towards its promotion of the white Anglo-Saxon Protestant middle-class and its discrimination of the minority groups reveal the fragilities of the American society, clearly permeable to internal forms of terrorism
Descrição: Dissertação de Mestrado em Estudos Americanos apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/547
Aparece nas colecções:Mestrado em Estudos Americanos / Master's Degree in American Studies - TMEA

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