Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/544
Título: Transfigurações da cidade no cinema Mulholland Drive : o espaço como registo referencial de sonhos, de memórias e de fantasmas
Autor: Barroso, Ana Paula Machado
Orientador: Marques, Maria do Céu
Palavras-chave: Cultura americana
American culture
Cinema
David Lynch
Space
City
Reality
Ilusion
Dream
Memory
Data de Defesa: 2007
Resumo: Resumo - Este trabalho pretende explorar as significações dos diferentes espaços do filme Mulholland Drive, de David Lynch, partindo do espaço físico da cidade de Los Angeles, como espaço aglutinador de factos e de ficções, onde Hollywood assume um papel fulcral. As representações da cidade ao longo da história do cinema, desde os primeiros actuality films, passando por todo a ciclo de filmes categorizados como film noir, até ao nosso filme, têm ditado e desenvolvido novas abordagens e perspectivas sobre a forma como o sujeito se tem relacionado com os espaços da cidade (tanto através da experiência real, como da experiência fílmica) e com o próprio cinema, enquanto arte que inscreve e problematiza espaços que não estão circunscritos ao nosso quotidiano e à nossa realidade imediata, mas antes, são impregnados de outros sentidos, nem sempre compreensíveis ou fáceis de descrever, mas que têm a magia e a consistência necessárias pare se fazerem valer por si mesmos, mesmo quando podem sugerir uma tentativa de mimese da realidade. Cumprido mais de um século de cinema e, numa época, cada vez mais dominada pelas imagens, impunha-se um filme que questiona e esbate as fronteiras entre o especular e o real, entre a ficção e a realidade, centrando-se numa dialéctica construtiva e criativa dos diferentes espaços do filme. Dos espaços exteriores, de aventura e de perdição, ao espaços interiores seguros e de refúgio, nada é aquilo que parece ser e, facilmente, identidade e memória se fragmentam na tentativa de recompor e consubstanciar, não só os espaços que vivemos no quotidiano, mas também aqueles que enquadram os nossos sonhos, desejos e fantasmas. Espaços paralelos, fantásticos e subconscientes desenvolvem-se a partir do corpo (humano e da cidade) para no e depois do filme o espectador re-encontrar o(s) seu(s) espaço(s) como ser humano no mundo e na arte
Résumé - Le but de ce travail est d’exploiter les significations des différentes espaces du film Mulholland Drive, de David Lynch, en partant de l’espace physique de la ville de LosAngeles, en tant qu’espace qui agglutine des faits et des fictions où Hollywood a un rôle primordial. Les représentations de la ville le long de l’ histoire du cinéma, dès les premiers actuality films en passant par tout le cycle de films classés par catégories comme film noir , jusqu’à notre film, ont dicté et développé de nouveaux abordages et perspectives sur la forme comme le sujet envisage sa relation par rapport aux espaces de la ville (soit à travers l’expérience réelle soit l’expérience des films) et avec le cinéma soi-même, comme un art qui inscrit et rend des espaces problématiques qui n’appartiennent pas à notre quotidien et à notre réalité tout à fait immédiate, mais qui, avant tout, sont pleins d’autres sens qui ne sont pas toujours compréhensifs ou faciles à décrire, mais qui possèdent la magie et la consistance nécessaires, de telle manière qu’ils n’ont besoin de rien, même quand ils peuvent suggérer un essai de mimesis de la réalité. Plus d’un siècle de cinéma s’est déjà passé. Dans une époque, de plus en plus dominée par les images, c’était important qu’un film qui questionne et annule les frontières entre l’acte de spéculer et le réel, entre la fiction et la réalité qui se centre dans une dialectique constructive et créative des différentes espaces du film. En partant des espaces extérieurs, d’aventure et de perdition jusqu’aux aux espaces intérieurs en sûreté et en refuge, rien n’est ce qu’il paraît et, facilement, l’identité et la mémoire se coupent quand elles essaient de recomposer et de consolider, ne pas seulement les espaces qu’on vit tous les jours, mais aussi tous ceux qui font partie de nos rêves, nos désirs et nos fantômes. Des espaces parallèles, fantastiques et subconscients se développent à partir du corps (humain et aussi de la ville) pendant le déroulement et après le film le spectateur trouve de nouveau son/ses espace(s) tel qu’un être humain dans le monde et en art
Abstract - This dissertation aims to explore the different meanings of the different spaces within the film Mulholland Drive, by David Lynch. The starting point is the physical space of the city of Los Angeles as the merging space of both facts and fiction, where Hollywood plays the main role. The representations of the city through the history of cinema, since the first actuality films – not forgetting the films belonging to the film noir period – till our film, have been shaping and evolving in new perspectives and approaches on the way the subject relates himself to the urban spaces (either by his own personal and real experience, or through films) and to the cinema itself. The cinema is a means of art that inscribes and questions spaces which are not limited to the reality of our ordinary life, but instead are carved with other meanings not always easy and simple to understand or to talk about. These spaces have a special magic and they are consistent enough to be valuable on their own, even if it seems they want to imitate reality. A century has gone by since the beginning of cinema and today, a time more and more controlled by all kind of images, it is important to watch and discuss a film which frames and intents to dissolve the boundaries between what’s real and specular, illusion and reality, focusing on the constructive and creative dialectics of the different spaces within the film. From the exterior spaces (of adventure or perdition), to the interior spaces (of safety and refugee), there is an insistence that nothing is ever the way it seems causing a break in identity and memory, a process always necessary not only to restore the spaces which are part of our daily life but also the ones which frame our dreams, wishes and ghosts. Parallel, fantastic and subconscious spaces evolve from the physical body (being the city or the human body) so that within and after the film the spectator can find his own space (of reality or creativity) as a human being
Descrição: Dissertação de Mestrado em Estudos Americanos apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/544
Aparece nas colecções:Mestrado em Estudos Americanos / Master's Degree in American Studies - TMEA

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