Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/4207
Título: O Modernismo português e o Modernismo brasileiro : questões de identidade literária e sociocultural
Autor: Johansson, Maurienne Caminha
Orientador: Pais, Carlos Castilho
Palavras-chave: Literatura portuguesa
Literatura brasileira
Modernismo
Futurismo
Nacionalismo
Identidade cultural
Data de Defesa: 2015
Citação: Johansson, Maurienne Caminha - O Modernismo português e o Modernismo brasileiro [Em linha] : questões de identidade literária e sociocultural. [S.l.] : [s.n.], 2015. 156 p.
Resumo: Este trabalho apresenta a investigação realizada para conhecer as manifestações estéticas, ideológicas e sociais dos movimentos literários que ficaram conhecidos como Modernismos, quer em Portugal quer no Brasil. Pretende contribuir para traçar os contornos dos perfis dos modernismos (português e brasileiro) de modo a perceber-se como estes tomaram forma de projetos de modernização das nações e procuraram redimensionar suas identidades culturais por meio da renovação da estética e da expressão, seu alvo comum num tempo específico. Algumas questões fornecem-nos um olhar mais focalizado em direção às posturas assumidas pelos modernistas no tocante à inovação. Deparamo-nos com algumas que consideramos significativas: o cariz do nacionalismo levado a cabo nas duas instâncias; a emoção e o comportamento dos poetas frente ao urbanismo; a noção de fingimento/sinceridade na expressão estética; o tipo de cosmopolitismo proposto; a consideração à dialética internacional com outros modernismos anteriores; o fator linguístico e suas “fobias”, a religiosidade, entre outras. O Futurismo e sua recepção, em Portugal e no Brasil, é relevante neste âmbito por representar um ‘lugar’ de aglutinação (e redefinição estética e cultural) proposto por esses movimentos. Os manifestos literários, ocupando espaço preponderante nas vanguardas portuguesa e brasileira, esboçam os primeiros desenhos do rosto moderno que desejam para si ‘Portugal’ e ‘Brasil’ como nação e povo à frente de seu tempo. Esses manifestos, para nivelar os países no âmbito das novas estéticas – europeias, principalmente - expõem um painel visível das opções de modernidades reivindicadas pelos modernistas a partir do contexto sociocultural em que se inscrevem, que é, originalmente, sua problemática. Esta reside no bojo da relação colonizador-colonizado ou vice-versa e necessita de soluções: modernidades plurais que, paradoxalmente, encontrariam na própria tradição o gérmen para a renovação em forma de resposta coletiva. Todavia, são alicerçadas na diferenciação que entre os dois países se tornou o fundamento essencial que balizaria suas saídas: no caso português, a nova imagem de império, no brasileiro, a autoafirmação nacional. Perceber estes fatores equivale a traçar um autorretrato de Portugal ou do Brasil.
This paper introduces the research undertaken to meet the aesthetic, ideological and social manifestations of the literary movements that became known as Modernisms, both in Portugal and in Brazil. It aims to contribute upon tracing the contours of the profiles of modernisms (Portuguese and Brazilian) so it can be understood as how those movements took form of a modernization project of the nation, pursuing the resize of their cultural identities through the renewal of aesthetics and expression, their common target among a given time. Some questions might give us a more focused perspective towards the positions adopted by the modernists regarding innovation. In this research we came across topics we believe significant: the nature of the nationalism conducted by both instances, the emotion and behaviour of poets against urbanism, the notion of deceit/sincerity in the aesthetic expression, the proposed kind of cosmopolitanism; the consideration to an international dialectics with former modernisms, the linguistic factor and its "phobias", the religiousness, among others. The Futurism, and its reception, in Portugal and Brazil become important in this scope to represent 'place' of agglutination and aesthetic (and cultural) redefinition proposed by these movements. By largely occupying space on the Portuguese and Brazilian vanguards, the literary manifestos outline designs of the early modern face wished for themselves, Portugal and Brazil as nation and people ahead of its time. These manifestos, by aiming the levelling of the countries with the new aesthetics – mainly European – uncover a visible panel of the options of modernities, claimed by modernists stemming from the sociocultural context in which they are enrolled, which originally is its problematic nature. This lies at the core of colonizer-colonized relationship or vice versa and requires solutions: plural modernities that would paradoxically find in its own tradition, the germ for the renewal in the shape of collective response. However, they are underpinned in the differentiation that, between the two countries, has become the essential foundation that would engineer its outputs: in the Portuguese situation, the new image of the empire, in the Brazilian, the national self-assertion. Realizing these factors is equivalent to trace a self-portrait of Portugal or Brazil.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/4207
Aparece nas colecções:Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas / Master's Degree in Portuguese Literature and Culture - TMLCP

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