Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/4185
Título: Mulheres ciganas, criminalidade e adaptação ao meio prisional
Autor: Segurado, Nuno
Orientador: Magano, Olga
Palavras-chave: Multiculturalismo
Grupos étnicos
Ciganos
Mulheres
Criminalidade
Prisões
Adaptação
Reinserção
Portugal
Prison
Total institution
Deviation
Female crime
Gypsies
Adaptation
Data de Defesa: 2014
Citação: Segurado, Nuno - Mulheres ciganas, criminalidade e adaptação ao meio prisional [Em linha]. Lisboa : [s.n.], 2014. 171 p.
Resumo: Este trabalho tem por base o estudo das reclusas ciganas no Estabelecimento Prisional de Tires, a cumprir pena efetiva com trânsito em julgado, com o objetivo de perceber o tipo de criminalidade associado à mulher cigana e o processo de adaptação ao meio prisional. Nesse sentido, foi realizada uma abordagem sobre o desenvolvimento do sistema penal e do sistema prisional português enquanto instituição total, focando-se o seu caráter fechado ou limitado nos contactos com o exterior. A questão da mortificação do “eu” emerge nestas circunstâncias devido à contraposição entre a vida do exterior (de liberdade) com vida no interior da prisão (de reclusão). Estudar a adaptação das mulheres ciganas à prisão é ainda pouco frequente e entendemos que permite um maior conhecimento da diversidade cultural no sentido de ajustar um tratamento penitenciário mais efetivo mas também pode revelar pistas para uma reinserção social mais estruturante. Em termos metodológicos recorremos a uma metodologia combinada entre a análise quantitativa de dados disponíveis sobre os reclusos e reclusas em Portugal e no Estabelecimento Prisional de Tires sobre as mulheres ciganas no que se refere ao uso e frequência de atividades ou serviços e a análise qualitativa, com a análise de conteúdo dos acórdãos judiciais e de entrevistas exploratórias semi-estruturadas. Os resultados obtidos permitem concluir que estas mulheres ciganas reclusas entraram no mundo do crime por dificuldades económicas, no entanto, não estão ligadas a organizações criminosas, de um modo geral, e o tipo de crime mais praticado é o crime contra a propriedade.
This work is based on the study of Gypsy prisoners at the Prison Tires, serving time with a non-appealable sentence, in order to understand the type of crime associated with gypsy women and the process of adaptation to the prison environment. Accordingly, an approach for the development of the penal system and the Portuguese prison system as an institution focusing their character in the closed or limited contacts with the outside. The issue of mortification of the "I" emerges in these circumstances because of the contrast between the life of the exterior (of freedom) with life inside the prison (incarceration). Studying the adaptation of Gypsy women in prison is still uncommon and we understand that it enables a greater understanding of cultural diversity in order to set a more effective penitentiary treatment, but it can also reveal clues to a more structural social reintegration. In methodological terms we use a combination of quantitative analysis of available data on male and female inmates and prisoners in Portugal and at the Prison Tires on Gypsy women in relation to the use and frequency of activities or services and qualitative analysis methodology with content analysis of court judgments and three semistructured exploratory interviews. The results suggest that these Gypsy women inmates entered the world of crime because of economic difficulties, however, are not linked to criminal organizations, in general, and the most practiced type of crime is property crime.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Relações Interculturais apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/4185
Aparece nas colecções:Mestrado em Relações Interculturais / Master's Degree in Intercultural Relations - TMRI

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