Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3497
Título: Geoffrey Hill : poética da redenção?
Autor: Barbosa, Margarida Clara Vasconcelos Vicente
Orientador: Avelar, Mário
Palavras-chave: Hill, Geoffrey, 1932-
Literatura inglesa
Poética
Religião
Análise textual
Data de Defesa: 2014
Citação: Barbosa, Margarida Clara Vasconcelos Vicente - Geoffrey Hill [Em linha] : poética da redenção?. Lisboa : [s.n.], 2014. 395 p.
Resumo: Esta tese tem como objectivo investigar o conceito de “Atonement” na poesia e na ensaística de Geoffrey Hill, centrando-se em alguns de Collected Poems e no ensaio “Poetry as ‘Menace’ and Atonement’. Partindo da análise de, “Genesis”, e passando por alguns problemas de cariz histórico, como “The Plantagenet Kings” e poemas sobre o holocausto, conclui-se com a análise da sequência “Lachrimae”. A nossa análise demonstra que, se o primeiro poema está centrado na criação divina e na criatividade poética, não deixa de apresentar aquilo que vai constituir o centro de interesse de Hill, poesia de carne e sangue, poesia do sofrimento que, pela sua própria pungente exibição, é redentora. Redime, deste modo, a história, enquanto testemunho e enquanto antídoto contra a destruição do homem, e faz a reparação e expiação pelas vítimas e mártires. A figura de Cristo Crucificado é analisada como o Redentor por excelência, aproximando-se dos poetas meditativos, exibindo porém, uma forte semelhança com os místicos como Teresa de Ávila, João da Cruz, e nos tempos modernos, Teresa de Calcutá e Simone Weil. Através de ambiguidades e paradoxos, no jogo polissémico de sentidos e sons e na luta redentora com a linguagem decaída, a expensas da plasticidade e etimologia das mesmas, o “Atonement” vai-se revelando como Redenção estética e ética e apontando qual nuvem luminosa para o universo teológico. Conclui-se que essa é a forma de Hill responder ao veto contra a poesia após o holocausto e sentenciado por Adorno ou a recusa de a arte testemunhar o sofrimento, segundo a opinião de Arnold e Yeats.
This thesis aims to investigate the concept of "Atonement" in poetry and essays by Geoffrey Hill, focusing on some poems taken from Collected Poems and the essay: "Poetry as' Menace 'and Atonement'. Based on the analysis of the first poem, "Genesis", going through some problems of historical documents, such as "The Plantagenet Kings" and poems about the Holocaust, it is concluded with the analysis of the sequence "Lachrimae". Our readings shows that although the first poem is centered in divine creation and poetic creativity, it sets out what will be the center of interest of Hill, poetry of “flesh and blood”, poetry of suffering that, by its very poignant display is redemptive. This kind of poetry redeems the story, as a witness and as an antidote to the destruction of man; it makes atonement and reparation for the victims and martyrs; it presents the figure of the crucified Christ as the Redeemer par excellence. In this way, Hill approaches the meditative poets, showing however, a strong resemblance to the mystics as Teresa of Avila, John of the Cross and, in modern times, Teresa of Calcuta and Simone Weil. Through ambiguities and paradoxes in polysemous play of senses and sounds, and in the redemptive struggle with fallen language at the expense of plasticity and etymology of the same, the "Atonement" will be revealing as aesthetic and ethical Redemption as a luminous cloud pointing to a theological universe. Our work shows that this is how Hill responds to the veto against poetry after the Holocaust, sentenced by Adorno, or the refusal that art is able to bearing witness to the suffering, according to Arnold and Yeats.
Descrição: Tese de Doutoramento em Estudos Ingleses apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3497
Aparece nas colecções:Estudos Ingleses / English Studies

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