Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3444
Título: A organização do trabalho na pedagogia diferenciada ao nível do 1º Ciclo do Ensino Básico : um estudo comparativo entre os modelos pedagógicos High/Scope e do Movimento da Escola Moderna
Autor: Gomes, Mário Henrique de Jesus
Orientador: Ferreira, Manuela Malheiro
Grave-Resendes, Lídia
Palavras-chave: Pedagogia diferenciada
Igualdade de oportunidades
Educação inclusiva
Modelos educativos
Sucesso escolar
Planeamento do curriculum
Differential pedagogy
Equal opportunities
Academic success
Curriculum flexibility
Pedagogical model
School for all
Data de Defesa: 2014
Citação: Gomes, Mário Henrique de Jesus - A organização do trabalho na pedagogia diferenciada ao nível do 1º Ciclo do Ensino Básico [Em linha] : um estudo comparativo entre os modelos pedagógicos High/Scope e do Movimento da Escola Moderna. Lisboa : [s.n.], 2014. 590 p.
Resumo: Portugal subscreveu o programa da U.E. «Quadro Estratégico de Cooperação Europeia em matéria de Educação e Formação» (EF2020), que estabeleceu objetivos para os sistemas educativos europeus, no horizonte de 2020. Neste quadro, o Ministério da Educação português publicou o intermédio Programa Educação 2015, que tem como principal objetivo “elevar as competências básicas dos alunos portugueses” (Ministério da Educação [ME], 2010). Portugal tem, desde 2001, um cenário legislativo que preconiza a gestão flexível do currículo, tendo definido, nesse ano, o Currículo Nacional do Ensino Básico, com a identificação das competências básicas para cada área curricular. Neste contexto político, é fundamental que as escolas e os professores interiorizem que, na peugada do sucesso escolar que se espera atingir, o currículo “é a concretização que cada professor cumpre com os seus alunos” (Freitas, 1998, p. 25) e não apenas um normativo distante. É urgente que as escolas sejam “eficazes para todos” (Ainscow, 1991, 2005), conseguindo promover o desenvolvimento das competências de todos os alunos, apesar da diversidade. Todos os alunos são diferentes nas relações com o saber, nos interesses e nas estratégias e ritmos de aprendizagem. A via para se perseguirem estes objetivos é pela Pedagogia Diferenciada, entendendo-a como o “romper com a pedagogia magistral – a mesma lição e os mesmos exercícios para todos ao mesmo tempo – mas é sobretudo uma maneira de pôr em funcionamento uma organização de trabalho que integre dispositivos didáticos, de forma a colocar cada aluno perante a situação mais favorável” (Perrenoud, 1997, cit. in Peixoto, 2008, p. 16) à aprendizagem. Em Portugal, são conhecidos e implementados, por um grupo alargado de docentes, em diversas escolas, modelos de Pedagogia Diferenciada: o modelo High/Scope e o modelo do Movimento da Escola Moderna. A história destes modelos nasce por volta dos anos sessenta e setenta do século XX: o primeiro nos Estados Unidos da América, com a influência das teorias de Piaget; e o segundo, em Portugal, sob a influência das propostas pedagógicas de Freinet. O modelo High/Scope tem como central a «aprendizagem ativa», enquanto o modelo do Movimento da Escola Moderna (M.E.M.) se centra mais na «aprendizagem cooperativa». Ambos os modelos preconizam um tempo diário dedicado ao estudo de forma autónoma, sendo no High/Scope conhecido esse tempo como a rotina do «planear-fazer-rever» (ou Trabalho individual) e no modelo do M.E.M. mais conhecido como «Tempo de Estudo Autónomo». As diferenças terminológicas destacam as diferenças de perspetiva. Estudámos duas turmas do 1.º ciclo, cada uma implementando um dos modelos. Focámo-nos essencialmente no Tempo de Estudo Autónomo por ser, por excelência, o momento da diferenciação pedagógica, uma rica oportunidade de desenvolvimento de competências de acordo com o perfil individual. Ambos os modelos estão na senda da Pedagogia Diferenciada e são um excelente contributo para o caminho de qualidade que pretendemos trilhar, para que “as desigualdades diante da escola se atenuem e, simultaneamente, para que o nível de ensino se eleve” (Perrenoud, 2000a, p 19).
Portugal signed the EU program "Strategic framework for European cooperation in education and training" (ET 2020), with objetives for European education systems. In this context, the Portuguese Ministry of Education published the Education Program 2015, with the main objetive "to raise the basic skills of Portuguese students" (Ministério da Educação [ME], 2010). Portugal has, since 2001, a law for flexible management of the curriculum, and has established the National Curriculum, with the identification of basic skills for each curriculum area, in each cycle of basic education. In this political context, it is essential that schools and teachers to understand that, in the way to expected school success, the curriculum "is the realization that each teacher meets with students" (Freitas, 1998, p. 25). It is urgent that schools are "Effective for All" (Ainscow, 1991, 2005), thus promoting the development of skills of all students, in the face of the diversity. All students are different relations with knowledge, interests and strategies of learning. The way to these goals is with the differential pedagogy, understanding it as the “break with the masterful pedagogy - the same lesson and the same exercises for all at the same time - but is mainly a way to put in place an organization that integrates, in order to place each student in the situation most favorable” (Perrenoud, 1997, cit. in Peixoto, 1998, p. 16) in the learning. In Portugal, it is implemented by a large group of teachers in different schools, models of Differential pedagogy: High/Scope model and the Modern School Movement’s model. The history of these models is born around the sixties and seventies of the twentieth centuries: the first in the United States of America, under the Piaget’s influence; and the second in Portugal, under the Freinet’s influence. The model High/Scope is centered in "active learning", while the model of the Modern School Movement (M.E.M.) is focused on "cooperative learning". Both models advocate a daily time to study autonomous, and the High/Scope known this time as the routine of the «plan-do-review» (or individual work) and the model of M.E.M. known as “self-study time”. Terminological differences highlight the differences in perspective. We studied two groups of primary school level, each implementing one of the models. We focused primarily on self-study time to be the time of adaptive education, a rich opportunity to develop skills according to the individual profile. Both models are in the way of differential pedagogy and can be an excellent contribution to the way of quality we want to walk, so that "inequalities before the school mitigate and, simultaneously, so the level of education rises" (Perrenoud, 2000a, p 19).
Descrição: Tese de Doutoramento em Educação na especialidade de Desenvolvimento Curricular apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3444
Aparece nas colecções:CEMRI - Teses de Doutoramento / Phd Thesis
Desenvolvimento Curricular / Curriculum Development

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