Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3373
Título: Literacia e bilinguismo : novas configurações da administração egípcia no período ptolomaico
Autor: Sales, José das Candeias
Palavras-chave: Egiptologia
Período ptolomaico
Administração
Cultura
Data: 2004
Editora: Instituto Oriental da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Citação: Sales, José das Candeias - Literacia e bilinguismo : novas configurações da administração egípcia no período ptolomaico. In "Percursos do Oriente antigo [Em linha] : estudos de homenagem ao Professor Doutor José Nunes Carreira na sua jubilação académica". Lisboa : Instituto Oriental, 2004. p. 497-512
Resumo: A escrita foi sempre uma actividade fundamental na realidade existencial do antigo Egipto. Desde muito cedo, a profissão de escriba gozou de enorme prestígio, como ocupação administrativa segura e valiosa e como exercício mágico de registo e de criação. Muitos altos sacerdotes eram igualmente escribas (sacerdotes-funcionários). No Período Ptolomaico, a política dos novos senhores do Egipto, com a assumida política pro-helénica e com o consequente afastamento dos Egípcios dos níveis superiores das administrações central, promoveu particularmente a língua grega como língua de administração e estimulou o interesse dos Egípcios das classes de nível mais elevado por se assimilarem à língua dos conquistadores, alterando assim profundamente a situação linguística do país. A importação e utilização do grego como língua oficial pública e obrigatória, processo lento mas inexorável, representou, portanto, uma alteração radical nos hábitos intelectuais multimilenares do Egipto. Neste sentido, o (novo) bilinguismo assumiu outra característica preponderante: excedeu a sua dimensão pragmática para se tornar num elemento fundamental da relação de força entre as culturas em presença. A complexidade do bilinguismo alexandrino não deve, porém, ser analisado apenas sob o prisma dos indivíduos, o mesmo é dizer que o bilinguismo se construiu também em função da relação linguística. É preciso, segunda esta concepção, considerar as circunstâncias envolventes do fenómeno linguístico, apurar que tipo de grego se falava (e escrevia) e perceber se se tratava de um bilinguismo superficial ou profundo.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3373
Aparece nas colecções:História, Arqueologia e Património - Capítulos/artigos em livros nacionais / Book chapters/papers in national books

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