Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3302
Título: Violência conjugal contra a mulher : representações sociais e práticas dos profissionais de saúde face às mulheres vítimas
Autor: Calvinho, Maria de La Salete Esteves
Orientador: Ramos, Natália
Palavras-chave: Família
Mulheres
Relações homem-mulher
Violência doméstica
Saúde
Doenças
Prestadores de cuidados
Profissionais da saúde
Representações sociais
Perceção
Data de Defesa: 2013
Citação: Calvinho, Maria de La Salete Esteves - Violência conjugal contra a mulher [Em linha] : representações sociais e práticas dos profissionais de saúde face às mulheres vítimas. Lisboa : [s.n.], 2013. 300 p.
Resumo: A Organização Mundial de Saúde classifica a violência conjugal contra a mulher como um problema e uma prioridade de saúde pública pelo que os profissionais de saúde devem intervir ao nível da prevenção, do diagnóstico, do acompanhamento e encaminhamento da mulher com alterações na saúde secundárias à violência (OMS, 1996; WHO, 2002). A violência conjugal contra a mulher é responsável por grande morbilidade, aumento dos casos de mortalidade e pode ter consequências permanentes para a mulher e sociedade, com mais consumo de recursos de saúde e mais propensão a comportamentos de risco para a saúde. As mulheres vítimas manifestam dificuldades para solicitar o apoio dos profissionais de saúde, nomeadamente por processos psicológicos complexos de reacção à violência mas, também por falta de condições e confiança para abordar o assunto com os profissionais. Face a estes pressupostos delineamos um desenho de investigação centrado no paradigma qualitativo, do tipo estudo de caso e ancorado na teoria das representações sociais, com os seguintes objectivos: conhecer as representações sociais dos profissionais de saúde, que contactam com mulheres vítimas de violência conjugal, sobre a violência conjugal contra a mulher; analisar a articulação entre os diversos profissionais de saúde que atendem mulheres vítimas de violência conjugal. Colaboraram no estudo enfermeiros (as), médicos (as), psicólogas e assistentes sociais, a exercer em contexto de prestação de cuidados de saúde na comunidade e no hospital. Utilizou-se como técnicas de recolha de dados a entrevista semi-estruturada e a técnica da associação livre de palavras (TALP). Os resultados apontam para a necessidade de formação específica sobre a questão da violência conjugal e em comunicação em saúde destes profissionais, assim como de políticas públicas adequadas. Salientam também a necessidade de recursos de saúde e de uma intervenção articulada com os outros recursos da comunidade para a prevenção, diagnóstico e encaminhamento das mulheres vítimas de violência conjugal.
The World Health Organization classifies domestic violence against women as a problem and a public health priority therefore the health professionals should be involved in the prevention, diagnosis, monitoring and referral of women with health alterations secondary to violence (WHO, 1996; WHO, 2002). Conjugal violence against women is responsible for much morbidity, increased mortalities and it can have permanent consequences for the woman and the society, with more consumption of health resources and more prone to risky behavior to health. The women victims manifest difficulties to ask for the support of health professionals, namely through complex psychological processes of reaction to violence but also by lack of conditions and confidence to approach the subject with the professionals. Given these assumptions, we outlined a design of research focused on qualitative paradigm, case study type and grounded in the theory of social representations, with the following objectives: to know the social representations of health professionals, who come into contact with women victims of domestic violence, about domestic violence against women, to analyze the articulation between the various healthcare professionals who assist women victims of conjugal violence. Nurses, doctors, psychologists and social workers, who are practicing in the context of providing health care in the community and in hospital, collaborated in the study. The semi-structured interview and free association of words technique were used as gathering data techniques. The results point to the need for specific training on the issue of domestic violence and health communication of these professionals, as well as appropriate public policies. They also emphasize the need for health care resources and a coordinated intervention with other community resources for the prevention, diagnosis and referral of women victims of conjugal violence.
Descrição: Tese de Doutoramento em Psicologia na especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3302
Aparece nas colecções:Psicologia Clínica e da Saúde / Clinical and Health Psychology

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