Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3184
Título: Migração, saúde e qualidade de vida : brasileiros residentes na região de Lisboa
Autor: Reis, Lyria Maria dos
Orientador: Ramos, Natália
Palavras-chave: Psicologia
Psicologia clínica
Psicologia da saúde
Migrações
Qualidade de vida
Saúde
Imigrantes
Brasileiros
Lisboa
Migration
Health
Brazilian immigrants
Acculturation
Quality of life
Data de Defesa: 2013
Citação: Reis, Lyria Maria dos - Migração, saúde e qualidade de vida [Em linha] : brasileiros residentes na região de Lisboa. Lisboa : [s.n.], 2013. 366 p.
Resumo: A mobilidade humana é uma constante no mundo globalizado. Historicamente o Brasil tem sido um país de imigrantes. Por vários motivos, a partir dos anos 50 do século passado, muitos brasileiros tornaram-se emigrantes tendo como principais destinos migratórios os Estados Unidos, o Paraguai, o Japão, Portugal, Inglaterra, Itália entre outros. Em 2011 a comunidade brasileira residente em Portugal contava com 111.445 indivíduos (42,6% do sexo masculino e 57,4% do sexo feminino), contabilizando 25,5% dos imigrantes com situação regularizada junto ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. A mudança de um país para outro provoca modificações no contexto biopsicossocial dos indivíduos. Nesse movimento, o migrante deixa o seu espaço conhecido e vai de encontro ao novo e passará por um processo de adaptação nos mais diversos aspetos da sua vida quotidiana, processo esse que acontecerá de diferentes formas e com maior ou menor dificuldade para cada pessoa. Nas migrações internacionais, a adaptação poderá ser mais ou menos fácil, de acordo com aspetos relacionados tanto ao indivíduo quanto ao meio que o envolve. Os indivíduos poderão alterar comportamentos relacionados à saúde e estilos de vida, adequando-se à nova realidade encontrada. Algumas alterações poderão ser prejudiciais à saúde das pessoas quando estas abandonam hábitos saudáveis e adotam hábitos prejudiciais que podem dar origem a doenças crónicas. Esta investigação tem como objetivo conhecer e compreender a situação dos imigrantes brasileiros residentes na região de Lisboa, a sua relação com a saúde e a doença, o seu processo migratório e os possíveis efeitos deste sobre a sua saúde, os seus estilos de vida e qualidade de vida, analisados comparativamente (pré e pós migração) através das crenças e comportamentos face à saúde e a doença, a inserção no contexto de saúde brasileiro e português, os estilos de vida adotados em Portugal e a qualidade de vida desta comunidade. A investigação é exploratória, descritiva e transversal e utiliza uma amostra não probabilística. Foram entrevistados 120 brasileiros, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, residentes em Portugal há pelo menos um ano e que, após esclarecimento por escrito, concordaram em responder a um inquérito construído especificamente para esta investigação. Utilizou também o WHOQOL-breve para o estudo da qualidade de vida destes imigrantes. O tratamento dos dados foi realizado através de análise quantitativa (estatística descritiva) e qualitativa (análise de conteúdo e temática). Os principais resultados indicaram alterações nos comportamentos relacionados à saúde, nomeadamente no consumo de bebidas alcoólicas, na prática de atividade física e na procura por serviços de saúde. A pesquisa vem alertar para as múltiplas dimensões implicadas no processo de adaptação dos imigrantes. Para além dos aspetos legais e políticos, a adaptação e a integração dos imigrantes deverá ser realizada também na dimensão psicossocial, através do aumento dos apoios e informações sobre recursos existentes para os imigrantes, como também da necessidade de reorganização das suas redes de suporte social, do desenvolvimento do sentimento de pertença e da promoção e desenvolvimento de hábitos e estilos de vida saudáveis.
Human mobility is a constant in the globalized world. Brazil has historically been a country of immigrants. For various reasons, since the 1950s, many Brazilians have become emigrants whose main migratory destinations were the United States, Paraguay, Japan, Portugal, England, Italy and others. In 2011 the Brazilian community in Portugal comprised 111445 individuals (42.6% male and 57.4% female), accounting for 25.5% of immigrants legalized by the Foreign Nationals and Borders Service. The change from one country to another causes changes in the biopsychosocial context of individuals. Through this movement, the migrant leaves his known space and meets the new and undergoes a process of adaptation in various aspects of their daily lives. This process will happen in different ways and with varying degrees of difficulty for each person. In international migration, adaptation may be more or less easy, according to aspects related to both the individual and the environment that surrounds it. Individuals may change health-related behaviors and lifestyles, adapting to the new reality found. Some changes may be harmful to people's health when they abandon healthy habits and adopt harmful habits that can lead to chronic diseases. This research aims to know and understand the situation of Brazilian immigrants living in the Lisbon region, its relationship to health and disease, their migration process and the possible effects on their health, their lifestyles and quality of life, a comparative framework (pre and post migration) through the beliefs and behaviors towards health and disease, the insertion in the context of health in Brazil and Portugal, the lifestyles adopted in Portugal and quality of life of this community. The research is exploratory, descriptive and utilizes a non-probability sample. 120 Brazilians were interviewed, of both sexes, with at least 18 years, resident in Portugal for at least a year and who, after clarification in writing, agreed to answer a survey constructed specifically for this research. The WHOQOLbrief was also used to study the quality of life of these immigrants. Data analysis was performed by quantitative (descriptive statistics) and qualitative (content analysis and thematic) analyses. The main results indicated changes in health-related behaviors, including consumption of alcoholic beverages, physical activity and demand for health services. The research alerts to the multiple dimensions involved in the adaptation of immigrants. In addition to the legal and political aspects, adaptation and integration of immigrants should be held also in the psychosocial dimension, through increased support and information about resources available for immigrants, but also the need to reorganize their social support networks, the developing a sense of belonging and the promotion and development of habits and healthy lifestyles.
Descrição: Tese de Doutoramento em Psicologia na especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3184
Aparece nas colecções:Psicologia Clínica e da Saúde / Clinical and Health Psychology

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