Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3063
Título: Urbano Tavares Rodrigues : marcas do Neo-realismo em Bastardos do Sol
Autor: Carvalho, Filipe Domingos Gonçalves
Orientador: Pais, Carlos Castilho
Palavras-chave: Rodrigues, Urbano Tavares, 1923-2013
Literatura portuguesa
Neorrealismo
Análise literária
Estado Novo
Urbano Tavares Rodrigues
Neorealism
Bastardos do Sol
Interventional art
Data de Defesa: 2013
Citação: Carvalho, Filipe Domingos Gonçalves - Urbano Tavares Rodrigues [Em linha] : marcas do Neo-realismo em Bastardos do Sol. [Lisboa] : [s.n.], 2013. 66 p.
Resumo: O presente estudo teve por finalidade analisar a obra Bastardos do Sol, de Urbano Tavares Rodrigues, procurando encontrar as marcas Neo-Realistas na obra do escritor, datada de 1952. Para tal, recorreu-se à bibliografia do escritor e, ao mesmo tempo, aos estudos de autores que escreveram sobre o Neo-Realismo e sobre Urbano Tavares Rodrigues. Através da leitura e análise da bibliografia recolhida, foi possível apresentar uma panorâmica das opiniões de diversos autores sobre a obra do escritor. Além disso, e após uma visão geral sobre o Neo-Realismo, conseguiuse descrever a postura de Urbano face a esta corrente literária. Considerando a obra Bastardos do Sol como principal objeto deste estudo e tendo sido feita uma análise da mesma, conseguiu-se corroborar o facto de que, muito embora Urbano Tavares Rodrigues não se identifique como Neo-Realista, são muitas as marcas no Neo-Realismo presentes na obra tratada. Bastardos do Sol é, hoje, vista, por muitos, como a obra que mais prestígio deu ao nome de Urbano Tavares Rodrigues. Dela, salientam-se a dramaticidade que desafia o autor, a densidade lírica, a forte intriga que envolve os protagonistas da obra, conciliadas com uma metáfora fulcral. Retratando o Alentejo, em particular, e, ao mesmo tempo, Portugal, a obra é capaz de retratar de forma realista as experiências vivenciadas pelos portugueses durante o Estado Novo. Aliando amor, erotismo, sedução, ódio, vingança e sentido de liberdade, Urbano consegue prender o leitor, impelindo-o a sair da sua zona de conforto e a revoltar-se contra aqueles que o reprimem. Acima de tudo, o cariz revolucionário da obra, com ímpetos de revolta, intervenção e liberdade, faz com que escrever seja, realmente, um modo de ação. Assim, mesmo não se identificando como neo-realista, Urbano nunca abandona os seus ideais, revelando uma escrita deveras reativa e interventiva face àquilo que o rodeia.
The goal of the present study is to examining the work of the Portuguese writer Urbano Tavares Rodrigues, highlighting the neorealist characteristics in the book Bastardos do Sol from 1952. To this end, I used an extensive bibliography of the writer himself, and at the same time, other authors who have written about the neorealism and about Urbano Tavares Rodrigues. Through reading and analyzing all the collected bibliography, I was able to describe, the life and work of the writer who is the subject of this study, presenting the opinions of various authors on the work of the writer. Moreover, after an overview of the neorealism, I was able to demonstrate the posture of Urbano about this current, exposing neorealistic traces in the work of the writer. Considering the work Bastardos do Sol as the main object of this study, it has been done an analysis of it, I was able to corroborate the fact that although Urbano Tavares Rodrigues did not identify himself as a neorealist, there are many characteristics on the neorealism that appear in the work Bastardos do Sol. Bastardos do Sol is now seen by many as the most prestigious work of Urbano Tavares Rodrigues. From it, we highlight the drama that challenges the author, lyrical density, strong intrigue involving the protagonists of the work, reconciled with a central metaphor. Portraying the Alentejo, in particular, and at the same time, Portugal, the work is able to portray quite realistically the experiences of the Portuguese during the Estado Novo. Combining love, eroticism, seduction, hate, revenge and a sense of freedom, Urbano manages to hold the reader, urging him to leave the comfort zone and rise up against those who repress the people. Above all, the revolutionary nature of the work, with outbursts of anger, intervention and freedom, makes writing a course of action. Thus, not even identify himself as neorealist, Urbano never abandons his ideals, revealing a truly reactive and interventional written towards what surrounds him.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3063
Aparece nas colecções:Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas / Master's Degree in Portuguese Literature and Culture - TMLCP

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