Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3043
Título: As abordagens às aprendizagens em cenários definidos a partir de teorema da equivalência da interação
Autor: Cabral, Pedro Barbosa
Mendes, António Quintas
Palavras-chave: Ensino virtual
Ensino a distância
Teorema da equivalência da interação
Aprendizagem
Eficácia
Performance
Estatísticas da educação
III Colóquio Luso-Brasileiro de Educação a Distância e Elearning
Data: Dez-2013
Editora: Universidade Aberta
LE@D
Citação: Cabral, Pedro Barbosa; Mendes, António Quintas - As abordagens às aprendizagens em cenários definidos a partir de teorema da equivalência da interação [Em linha]. In Colóquio Luso-Brasileiro de Educação a Distância e Elearning, 3, Lisboa, 2013. "Colóquio Luso-Brasileiro...: atas". Lisboa: Universidade Aberta. LEAD, 2014. ISBN 978-972-674-738-3. p. 1-23
Resumo: O termo “interação” tem sido usado frequentemente na educação a distância e é identificado como elemento chave na aprendizagem e satisfação neste campo. A interação pode ser vista sobre diferentes perspetivas, mas aquela que é levada a cabo aqui prende-se com a interação como uma troca instrucional entre quatro elementos: estudante-conteúdo, estudante-docente, estudante-estudante (Moore, 1989) e estudante-interface (Hillham, Willis & Gunawardena, 1994). Dentro desta perspetiva Anderson (2003) avançou com o Teorema da Equivalência da Interação, que se sustenta em duas teses: Níveis de aprendizagem significativa e profunda podem ser atingidos desde que uma das três formas de interação (estudante-docente, estudante-estudante e estudante-conteúdo) se situe em níveis muito elevados. As outras duas interações podem ter um nível reduzido, ou ser mesmo eliminadas, sem que haja degradação da experiência educacional. Níveis muito elevados em mais do que um dos três tipos de interação (apesar de implicarem um maior custo e dispêndio de tempo), irão promover uma maior satisfação na experiência educacional, embora não necessariamente uma aprendizagem mais eficiente. De acordo com o desenho de aprendizagem, podemos encontrar diferentes formas de interação. Anderson e Dron (2011, 2012) apresentam-nos as formas como os desenhos de aprendizagem podem ser construídos nas três gerações da pedagogia da educação a distância: cognitivista/comportamentalista, socio-construtivismo e conetivismo. O presente estudo circunscreve-se na segunda geração, onde a aprendizagem em grupo ganha um especial relevo. Existem diferentes fatores que podem influenciar a forma como os estudantes interagem e o tipo de abordagem à aprendizagem pode ser um desses fatores. A abordagem à aprendizagem pode ser vista sob três perspetivas (Duarte, 2012): Abordagem de superfície, onde a motivação do sujeito está associada a fatores externos de influência para a sua motivação e a estratégia de aprendizagem é mais superficial, o que nos remete para uma conceção de aprendizagem onde aprender é saber mais; Abordagem de profundidade onde a motivação do sujeito está associada a fatores internos a si mesmo para a sua motivação e a estratégia de aprendizagem é mais profunda, o que nos remete para uma conceção de aprendizagem onde aprender é compreender; Abordagem de organização onde a motivação do sujeito está orientada para a obtenção de sucesso e a estratégia de aprendizagem é de organização pessoal, o que nos remete para uma conceção de aprendizagem onde aprender é conseguir boas notas. Olhando para estas três abordagens podemos encontrar nos grupos de aprendizagem diferentes formas de interagir por parte dos estudantes. A partir destes dois elementos(Teorema da Equivalência da Interação e Abordagens às Aprendizagens) importa compreendermos como é que estes se relacionam. Como tal temos como objetivo para este estudo: Compreender como o tipo de desenho de interação (variando o nível de intensidade das interações estudante-professor, estudante-conteúdo e estudante-estudante) poderá levar a que haja alterações na forma como os estudantes abordam a sua aprendizagem Este estudo ocorre num ambiente virtual de aprendizagem, numa unidade curricular de segundo ano, de um curso de licenciatura da Universidade Aberta, no ano letivo 2011/2012 e segue uma abordagem metodológica quantitativa. O estudo ocorre em três turmas, onde foram implementados cenários de aprendizagem com diferentes níveis de interação. A unidade curricular estava dividida em quatro módulos e no final de cada um foi passado um questionário sobre as abordagens às aprendizagens validado já para a população portuguesa universitária (Duarte, 2000), mas que necessitou de ter pequenas adaptações na formulação de alguns dos seus itens por se tratar de um curso totalmente online. O passar o questionário nos diferentes módulos permitiu-nos não só ver as diferenças existentes entre as turmas, mas também se havia uma modelação da abordagem à aprendizagem dos estudantes ao longo do curso, em virtude de termos diferentes níveis de interação. Os resultados obtidos até à presente data permitem-nos identificar que no início os grupos tinham uma abordagem semelhante entre eles e ao longo do curso encontrámos algumas diferenças significativas que necessitam maior análise e profundidade, que se preveem estar totalmente analisadas até ao período de submissão de proposta final de artigo. Para além dos resultados per si trazerem um contributo para o esclarecimento da relação entre o Teorema da Equivalência da Aprendizagem e as Abordagens às Aprendizagens, nesta análise foi validado um instrumento sobre esta última temática exclusivamente para o contexto online.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3043
ISBN: 978-972-674-738-3
Aparece nas colecções:LE@D - Laboratório de Educação a Distância e Elearning - Comunicações congressos, conferências, seminários / Communications

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