Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/3005
Título: Autonomia e liderança : um estudo sobre as perspetivas dos diretores relativamente à liderança transformacional no quadro de uma autonomia decretada
Autor: Alves, Renato de Jesus Madeira
Orientador: Neves, Cláudia
Palavras-chave: Gestão de estabelecimentos de ensino
Política da educação
Diretores
Anatomia
Liderança
Autonomy
Leadership
Transformational leadership
Discourses
Practices
Data de Defesa: 2013
Citação: Alves, Renato de Jesus Madeira - Autonomia e liderança [Em linha] : um estudo sobre as perspetivas dos diretores relativamente à liderança transformacional no quadro de uma autonomia decretada. Lisboa : [s.n.], 2013. 131 p.
Resumo: As políticas educativas, em Portugal, têm vindo a assumir a necessidade de conferir mais autonomia às escolas e a incorporar o conceito de liderança, incentivando a existência de lideranças fortes nas escolas. Contudo, é incontornável refletir sobre a relação entre autonomia e liderança, não apenas em termos teóricos, como aliás é feito nas orientações políticas e legislativas, mas também na possibilidade da sua existência, ao nível das práticas dos agentes educativos. Partindo de uma metodologia qualitativa, que privilegia o ponto de vista e as perceções dos diretores de escolas, atores chave nos processos de autonomia e liderança, a presente investigação tem como objetivo geral perceber em que medida os diretores das escolas concebem o atual cenário de autonomia como potenciador ou constrangedor de uma liderança para a mudança, mais particularmente de uma liderança transformacional. Uma conclusão fundamental que sobressai de toda a análise é a discrepância que os diretores sentem existir entre os discursos oficiais sobre autonomia e liderança e as possibilidades que efetivamente lhes são concedidas para se envolverem em exercícios de autonomia e em práticas de liderança. Não se trata de desvalorizar as linhas orientadoras emanadas do Ministério, ou mesmo a existência de regras comuns, mas sim de criticar o forte balizamento e a fraca margem de atuação que não lhes permite ter em conta as necessidades e os contextos particulares das suas escolas e que, antes pelo contrário, parece ter o intuito de aplanar qualquer especificidade. Este aplanar das diferenças, esta negligência relativamente ao contexto e às características de cada território educativo não deve ser apenas analisada no quadro das políticas educativas nacionais, mas sim no quadro das políticas europeias, como parte de uma tendência mais abrangente para a transnacionalização e a uniformização das políticas educativas, as quais respondem a objetivos e processos à escala europeia, dificultando tanto a autonomia das instituições locais, como a liderança para a mudança dos seus responsáveis. Ao contrário do que os discursos oficiais procuram veicular, os diretores entrevistados concebem o atual cenário de autonomia (um cenário de autonomia decretada) mais como constrangedor do que como potenciador de uma liderança para a mudança. Não obstante, tal não significa que os mesmos não tentem se envolver em práticas de liderança que visam promover a mudança, procurando que a sua ação se dirija para cenários de transformação, embora o façam no âmbito de um quadro legislativo profundamente normativo e normalizador.
In Portugal, the educational policies have assumed the need to grant more autonomy for schools and to include the concept of leadership, encouraging the existence of strong leaderships in schools. However, it is unavoidable to reflect upon the link between autonomy and leadership, not only in theoretical terms, as it is done in political and legislative orientations, but also on the possibility of its existence at the level of educational agents’ practices. Building on a qualitative methodology, that emphasizes the perspective and the perceptions of school directors, key actors in autonomy and leadership processes, this investigation sets out as its main objective to understand the extent to which school directors conceive the present state of autonomy as an enhancer or a constrainer of a leadership for change, particularly for a transformational leadership. A key conclusion that arises from the analysis is the discrepancy that the directors claim to exist between the official discourses about autonomy and leadership and the effective possibilities provided to them to engage in autonomy exercise and leadership practices. It is not a question of devaluating the Ministry of Education guidelines or even the existence of common rules, but of criticizing the strong limitations and the small action margin that prevents them from taking into account the particular needs and contexts of their schools and that, on the contrary, seem to have as purpose to level any specificity. This leveling of differences, this negligence towards the context and the features of each educational territory must not be analyzed just in the framework of national educational policies, but also in the European policies framework, as part of a wider trend for the transnationalization and the standardization of educational policies, which address objectives and processes at an European scale, constraining both local institutions’ autonomy and its leaders. Contrary to official discourses, the directors conceive the present state of autonomy (a state of decreed autonomy) more as a constrainer than as a facilitator of a leadership for change. Nevertheless, it does not implies that they do not attempt to engage in leadership practices that aim to promote the change, targeting transformation scenarios, although they do so in the scope of a profoundly normative and normalizer framework.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Administração e Gestão Escolar apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/3005
Aparece nas colecções:Mestrado em Administração e Gestão Educacional / Master's Degree in Administration and Educational Management - TMAGE

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