Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2577
Título: A ausência do corpo na comunicação online : a descoberta da identidade no second life
Autor: Justiça, Maria Paula Oliveira
Orientador: Ribeiro, José da Silva
Palavras-chave: Antropologia visual
Internet
Realidades virtuais
Comunidades virtuais
Comunicação virtual
Corpo humano
Identidade
Ciberespaço
Jogos virtuais
Data de Defesa: 2013
Citação: Justiça, Maria Paula Oliveira - A ausência do corpo na comunicação online [Em linha] : a descoberta da identidade no second life. Lisboa : [s.n.], 2013. 287 p.
Resumo: Num mundo onde pudéssemos satisfazer os nossos desejos, jogar, namorar, assistir a concertos e visitar exposições, entre muitas outras opções, que vida escolheríamos ter? E se pudéssemos ser mais altos, mais morenos, mais musculados, mais magros, de cabelo ruivo encaracolado e de olhos verdes, quem é que escolheríamos ser? Mas por trás dos avatares, quase tão perfeitos como o mundo em que habitam, estão os seus eus, que conseguem saber os desejos que pretendem satisfazer e que possuem gostos, interesses, que se inserem em grupos e até podem pertencer a uma família, tal como na vida real. Aqui, no mundo virtual do Second Life, mundo simultaneamente dos arquétipos platónicos e das ilusões consentidas do Matrix, os avatares alienam-se dos seus eus, vivem intensamente experiências que não dispõem na vida real, como acontece nos jogos em que têm de assumir o papel de determinada personagem e o vivem como se fosse o seu. Há também quem considere este mundo como um complemento da vida quotidiana e não necessariamente uma segunda vida, em que os avatares representam as pessoas reais que os escolheram, mesmo que aparentemente não se identifiquem com elas. Mas quem são as pessoas por trás dos avatares? Possuem várias identidades? Os corpos reais confundem-se com os dos avatares? Existe uma dissociação entre corpo real e virtual? O corpo físico, sentado em frente ao computador, é substituído por um corpo virtual, por um corpo sem carne, com o qual nos podemos ou não identificar, mas que representa o que podemos ser no mundo virtual, porque mesmo aí não existimos sem corpo, que pode ou não ser como nós o idealizamos e até ser semelhante ao nosso corpo real. Seja como for e mesmo que aparentemente não pareça, há sempre algo de nós próprios no corpo que escolhemos para nos encarnar no metaverso, no corpo do avatar. E é com ele que formamos e desenvolvemos a nossa identidade, sem corpo não existe identidade, pois nós somos o nosso corpo.
In a world where we could satisfy our wishes, play, win, date, attend concerts and visit exhibitions, among many other options, which life would we choose to live? What if we could be taller, more brunet, stronger, thinner, have curly red hair and green eyes, who would we choose to be? But behind the avatars, almost as perfect as the world they inhabit, there are their selves, who are able to know the wishes they intend to satisfy and who also have their own tastes, interests, who are part of groups and who can even belong to a family as in real life. Here, in Second Life virtual world, simultaneously the world of Plato’s archetypes and of Matrix allowed illusions, the avatars alienate themselves from their selves, living intensely experiences that do not have in real life, as it happens in the games where they have to perform the role of a certain character and live it as if it was his. There are also those who consider this world as a complement of everyday life instead of seeing it as a Second Life, in which the avatars represent the real people who have chosen them, even if apparently they don’t identify with them. But who are the people behind the avatars? Have they multiple identities? The real bodies are almost like the bodies of the avatars? There is a dissociation between the real and the virtual body? The physical body, sitting in front of a computer, is replaced by a virtual body, for a body without flesh, with which we can or can not identify, but it represents what we can be in the virtual world, because even there we do not exist without a body, which may or may not be as we idealize it and even be similar to our real body. Whatever and even though apparently not enough, there is always something of ourselves in the body that we chose to incarnate in the metaverse, the body of the avatar. And with it is that we form and develop our identity, there is no identity without body, we are our body.
Descrição: Tese de Doutoramento em Antropologia na especialidade de Antropologia Visual apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2577
Aparece nas colecções:Antropologia Visual/Visual Anthropolgy

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