Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2479
Título: Da ars historica : a cronística portuguesa da expansão no confronto com a alteridade : (1ª metade do séc. XVI)
Autor: Avelar, Ana Paula
Orientador: Tavares, Maria José Ferro
Palavras-chave: História de Portugal
Descobrimentos portugueses
Cultura portuguesa
Literatura portuguesa
Crónicas (História)
Cronistas
Alteridade
Historiografia
Século XVI
Oriente
Data de Defesa: 1999
Citação: Avelar, Ana Paula - Da ars historica [Em linha] : a cronística portuguesa da expansão no confronto com a alteridade : 1ª metade do séc. XVI. Lisboa : [s.n.], 1999. 603 p.
Resumo: A dissertação tem como objectivo demonstrar a existência de um modelo de escrita da História comum aos cronistas da Expansão na primeira metade do séc. XVI, assumindo como núcleo de análise a História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses, de Fernão Lopes de Castanheda, a Ásia…, de João de Barros e as Lendas da Índia, de Gaspar Correia. Considerando que estes textos denunciam uma concretização específica de afirmação de poder, o de um autor, o cronista, e o de um reino, Portugal afirmando-se num Oriente e numa Europa. Deste modo, desvendamos quer os processos de construção de um texto quer o cronista, o arquitecto da História que escreveu; o agente que se deseja tradutor da realidade. Consequentemente, revelamos estruturas temáticas que, no espelhar de vivências, denunciam a formulação ou recuperação de ficções ou imaginários. Fundamentamos o nosso percurso analítico a partir do princípio metafórico da viagem, a nossa, e a dos homens de Quinhentos. Definimos assim três momentos aos quais correspondem três capítulos. No primeiro – À descoberta do sujeito e da História- A construção da Ars Histórica-, observamos de que forma se concebe um modelo de cronista da Expansão, em diálogo com a percepção de novas formas de ver o espaço e os outros. No segundo – A viagem – Desvendando a diferença, construindo a novidade-, analisamos a concepção de um paradigma em torno da primeira viagem de Vasco da Gama, entendendo-se igualmente o conceito de viagem como percurso iniciático e indiciador dos primeiros contactos com as novidades. No terceiro – Construções do Outro nos horizontes da Ars Histórica-, centramo-nos na chegada à Índia e nos vários processos de conhecimento do Outro, sejam eles a memória do que foi feito e dito, ou a actuação pessoal. Com este percurso metodológico propomos uma abordagem do objecto, sustentada pelo desvendar de afinidades, interacções e diálogos, que nos permitem entender os textos da Expansão num espaço mais amplo de um tempo novo que emerge.
Cette dissertation veut démontrer l’existence d’un modèle d’écriture de l’Histoire commun aux chroniqueurs de l’Expansion de la première moitié du XVIème siècle. Les textes nucléaires de notre analyse seront : História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses, de Fernão Lopes de Castanheda, Ásia…, de João de Barros, et Lendas da Índia, de Gaspar Correia. À notre Avis ces textes dénnoncent une concrétisation spécifique de l’affirmation du pouvoir, celui de l’auteur, le chroniqueur et celui du royaume, le Portugal qui s’affirme à l’Orient et en Europe. Nous montrons donc soit les processus de construction d’un texte, soit le chroniqueur, l’architecte de l’Histoire qu’il a écrit ; l’agent qui, lui aussi, doit être le traducteur du réel. En conséquence, nous revelons des structures thématiques, lesquelles, en projectant des expériences, dénnoncent la formulation de la récupération de fictions ou d’imaginaires. Nous fondons notre parcours analytique d’après le principe métaphorique du voyage, le nôtre, et celui des hommes du XVIème siècle. Nous de definions donc trois moments, auxquels correspondent trois chapitres. Au premier – À la découverte du sujet et de l’Histoire – la construction de l’Arts Historica-, nous observons de quelle façon on conçoit un modèle des chroniques de l’Expansion, en dialogue avec le perception de nouvelles formes de voire l’espace et les autres. Au deuxième chapitre – Le voyage – en appercevant la différence, l’édification de la nouveauté-, nous étudions la conception d’un paradigme d’après le premier voyage de Vasco da Gama ; en conçoit aussi le voyage comme parcours iniciatique et symbolique des premiers contacts avec les nouveautés. Au troisième chapitre – Les Constructions de l’Autre dans les horizons de l’Ars Historica-, nous étudions l’arrivée en Inde et les plusieurs processus de connaissance de l’Autre, soit la mémoire de ce qu’on a fait et dit, soit l’action personnelle. Ce parcours méthodologique nous permet d’approcher l’object, avec la découverte d’affinités, d’interactions, et des dialogues. Ceux-ci nous laissent comprendre les textes de l’Expansion dans un espace plus ample d’un temps nouveau qui naît.
Descrição: Tese de Doutoramento em Ciências Sociais e Humanas na especialidade de História apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2479
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