Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2473
Título: Família e educação da criança nos Kibbutzim israelitas : contributos para o estudo da educação intercultural em meio multicultural e diaspórico judaico
Autor: Couto, Américo de Oliveira
Orientador: Ramos, Natália
Palavras-chave: Judeus
Vida comunitária
Família
Educação intercultural
Multiculturalismo
Educação das crianças
Diáspora
Etnicidade
Kibbutzim
Israel
Data de Defesa: 2004
Citação: Couto, Américo de Oliveira - Família e educação da criança nos Kibbutzim israelitas [Em linha] : contributos para o estudo da educação intercultural em meio multicultural e diaspórico judaico. Lisboa : [s.n.], 2004. 1109 p.
Resumo: O KIBBUTZ é um modelo societal, tipicamente israelita, que transformou a sua essência original utópica numa realidade social de vida comunitário-colectiva plenamente integrada na sociedade israelita global. Representando apenas cerca de 2,2% da população israelita, este micro-cosmos sócio-cultural, económico e educacional, depois de depurado das suas ortodoxias e fundamentalismos politico-ideológicos e religiosos, (anos 70-90), apresenta-se, nos dias de hoje, aos judeus, não só israelitas, mas também diaspóricos, como uma forte alternativa á vida urbana. O processo de descolectivização do Kibbutz, advindo da transformação da sua economia, tipicamente agrária, numa economia industrial de gestão capitalista dos meios de produção e da instauração do sistema meritocrático no seu seio, tornou o princípio de igualdade, “a cada um segundo as suas necessidades, a cada um segundo as suas capacidades”, passível de várias interpretações que deram ao Kibbutz contemporâneo uma nova imagem e um novo sentido ontológico à sua existência. Neste Kibbutz restaurado e modernizado, a família tradicional, também ela recuperada dos escombros de um “non-familistic Kibbutz system”, sionista-socialista que perdurou durante décadas, (anos 20-90 – Federação Kibbutzim HaArtzi), reocupou o seu lugar-centro na vida colectiva que já lhe havia sido outorgado aquando da fundação do primeiro Kibbutz - Degania. Esta reermegência da família Kibbutznik e a recuperação do status da mulher-mãe heverat (membro feminino do Kibbutz), estilhaçou toda a lógica comunialista da Chinush Meshutaf (Educação Colectiva), e da Beit Yeladim Linah Meshutefet (Casa da Criança – pernoitação colectiva), transformando-a numa Beit Yeladim Linah Mispachti (Casa da Criança – pernoitação na Casa de Família) aberta ao exterior e adaptada às mais modernas exigências didáctico-pedagógicas da modernidade educativa israelita. O Estudo cujo design metodológico é marcadamente qualititivo, humanístico-naturalista e descritivo, sustenta-se no paradigma da análise, interpretação e significação indutivo-exploratória de múltiplas e diversificadas fontes. Nele, todos os vectores da pesquisa e da problematização da temática-problemática estudados em três diferentes protótipos de federações Kibbutzim, (TAKAM, HaArtzi ; HaDati ), convergem para inter-implicação dos seus dois principais constructos, a família e a educação (intercultural) da criança em meio predominantemente multicultural. Embora sempre redutíveis à dimensão da amostra, as mais contundentes conclusões do Estudo reiteram que o Kibbutz hodierno é uma comunidade-escola inclusiva de todas as diferenças e uma ilha de tolerância onde se faz a experiência pedagógica da alteridade. O Kibbutz hodierno não subsistiria, tal como subsistiu durante décadas, sem a implicação directa da mulher-mãe na educação intercultural da criança, já não orientada para a formação exclusiva do homo Kibbutznikus, mas para a educação da criança nos valores da cidadania universal.
The Kibbutz is a model of society, typically Israelite, which was transformed from its original utopic essence into a collective community lifestyle, commonly integrated in the global Israelite society. Representing only about 2.2% of the Israelite population, this minority, both in the economic and educational sense, after having been deprived of its orthodox and fundamentalist religious and political ideologies (years 70-90), today, is for the Jews, not only for the Israelites, a strong alternative to urban life. The development process of the Kibbutz began with the transformation of its economy, typically farming, into an industrial economy with capitalist style management began the principle of equality, "to each according to his needs, to each according to his abilities", resulting in various interpretations, which gave the contemporary Kibbutz a new image and a new reason for its existence. In this restored and modernized Kibbutz, a traditional family, also out of the "non-familistic Kibbutz system" sionist-marxist which lasted decades in at least some Kibbutzim (years 20-90 – HaArtzi Kibbutzim Federation) again took central stage in collective life, just as it was in original Kibbutz formed - Degania. The reemergence of the Kibbutz family and the return of the status of woman-mother heverat (Kibbutz female-member) expanded all communal logic of the Chinush Meshutaf (collective education), and of the Beit Yeladim Linah Meshutefet (children's house collective – day and night), turning it into a Beit Yeladim Linah Mispachti (children's house - family house ), open to the exterior and adopting modern Israelite methods of education. The study, with a remarkably qualitative, humanistic-naturalist and descriptive methodological design, is supported by the analysis interpretation and inductive-exploratory signification of multiple and diversified sources. In our study all the research and problematization vectors of the theme, studied in three different prototype Kibbutzim Federations (TAKAM, HaArtzi ; HaDati ), converge towards the inter-implication of their most important constructs the family and the intercultural child education in a predominant multicultural field. The most sharp conclusions of this work (although reduced to the dimension of a sample) reiterate that the Kibbutz today is an inclusive community-school of all differences and an island of tolerance where the pedagogical experience of otherness is done. The Kibbutz of our times would not stand, as it happened during decades, without the direct implication of the woman-mother in the child intercultural education, not directed towards an exclusive formation of the homo Kibbutznikus, but to the child education in the universal citizenship values.
Le KIBBOUTZ est un modèle sociétaire typiquement israélien qui a transformé son essence originelle utopique en une réalité sociale de vie communautairo – collective pleinement intégrée dans la société israélienne globale. Représentant à peine 2,2 % de la population israélienne, ce microcosme socio-culturel, économique et éducationnel, une fois épuré de ses fondamentalismes politico-idéologiques et religieux (années 70-90), se présente de nos jours, aux juifs, et pas seulement israéliens mais aussi diasporiques, comme une alternative forte à la vie urbaine. Le processus de décollectivisation du KIBBOUTZ issu de la transformation de son économie, typiquement agraire en une économie industrielle de gestion capitaliste des moyens de production, et de l’instauration en son sein du système méritocratique, a changé le principe de l’égalité, «à chaque seconde ses nécessités, à chaque seconde ses capacités», passible d’interprétations diverses qui ont donné au Kibboutz contemporain une nouvelle image et un nouveau sens ontologique à son existence. Dans ce Kibboutz restauré et modernisé, la famille traditionnelle, elle aussi récupérée des décombres d’un «non-familistic Kibbutz system», sioniste-sociatiste qui a perduré pendant des décennies (années 20-90 - Fédération Kibboutzim HaArtzi), a repris sa place centrale dans la vie collective qui aurait du lui être octroyée dès la fondation du premier Kibboutz, Degania. Cette réémergence de la famille Kibboutznik et la récupération du statut de la femme-mère heverat (membre-femme du Kibboutz), a éclaté toute la logique communaliste de la Chinush Meshutaf (éducation collective), et de la Beit Yeladim Linah Meshutaf (Maison de l’Enfant – gîte collectif), la transformant en une Beit Yeladim Linah Mispatchi (Maison de l’enfant - gîte dans la Maison de Famille) ouverte sur l’extérieur et adaptée aux exigences didactico- pédagogiques les plus avancées de la modernité éducative israélienne. L’étude dont le design méthodologique est nettement qualitatif, humanistico- naturaliste et descriptif, s’appuie sur le paradigme de l’analyse, interprétation et signification inductivo-explorative de sources multiples et diverses. Dans cette étude, tous les vecteurs de la recherche et de la problématisation de la thématique –problématique observés sur trois différents prototypes de fédérations Kibboutzim, (TAKAM, HaArtzi ; HaDati ) convergent vers une inter-implication de ses deux principaux supports, la famille et l’éducation (interculturelle) de l’Enfant en milieu à prédominance multiculturelle. Bien que toujours réductibles à la dimension d’échantillon, les conclusions les plus évidentes de l’étude réitèrent le fait que le Kibboutz d’aujourd’hui est une communauté-école inclusive de toutes les différences et un îlot de tolérance où se fait l’expérience pédagogique de l’autrui. Le Kibboutz moderne ne tiendrait pas comme il a tenu pendant des décennies sans l’implication directe de la femme-mère dans l’éducation interculturelle de l’enfant, non plus orientée vers la formation exclusive du homo Kibboutznikus, mais vers l’éducation de l’enfant aux valeurs de la citoyenneté universelle.
Descrição: Tese de Doutoramento em Ciências da Educação na especialidade de Educação Intercultural apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2473
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