Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2468
Título: O professor do ensino primário e o desenvolvimento dos recursos humanos em Angola : uma visão prospectiva
Autor: Zau, Filipe
Orientador: Carmo, Hermano
Palavras-chave: Cooperação
Países em desenvolvimento
Recursos humanos
Multiculturalismo
Grupos étnicos
Educação intercultural
Formação de professores
Raça
Identidade nacional
Ensino primário
Angola
Data de Defesa: 2005
Citação: Zau, Filipe - O professor do ensino primário e o desenvolvimento dos recursos humanos em Angola [Em linha] : uma visão prospectiva. Lisboa : [s.n.], 2005. 868 p.
Resumo: Dentro do sistema educativo, o subsistema de formação de professores é vital para o desenvolvimento da República de Angola. Por este motivo o elegemos para objecto de estudo desta investigação. Com ele se procura proporcionar um modesto contributo, para que os órgãos decisores disponham de informação tão alargada e aprofundada, quanto nos foi possível apresentar em contexto académico. O seu objectivo fundamental é contribuir para a reflexão sobre o paradigma de desenvolvimento endógeno e sustentado de Angola, face à globalização. No tempo colonial, a lógica eurocêntrica e assimilacionista, de tornar Angola num segundo Brasil redundou em fracasso. Em 1960, menos de 1% dos negros era assimilado e, em 1975, quando da independência, mais de 85% dos angolanos eram analfabetos. Hoje, considera-se que a situação de multiculturalismo e plurilinguismo existentes entre a população africana, requer, por parte dos governos, a implementação de políticas educativas direccionadas para um modelo conducente a uma maior autonomização. Angola, jovem país, em que mais de 50% da população tem menos de 15 anos de idade, caracteriza-se pela diversidade cultural e linguística. Esteve sujeita a mais de 40 anos de conflitos armados. Estes factos dificultaram muito significativamente o seu desenvolvimento, dado que afectaram a implementação e a utilização dos meios humanos e materiais indispensáveis à satisfação das necessidades básicas, nomeadamente na saúde e na educação. Neste contexto problemático caberá aos formadores, particularmente aos professores dos primeiros anos de escolaridade, ajudar os angolanos (jovens e adultos), oriundos de qualquer etnia, mestiçagem biológica ou cultural, sexo, religião, condição física psíquica ou social a tornar-se sujeitos da sua própria história, como determinam a Constituição e o regime democrático instituído. Só com base nestes princípios e através da optimização das inteligências emocional e cognitiva de cada um dos seus cidadãos, Angola poderá autonomizar-se, tirando partido dos recursos disponíveis, para fazer face às necessidades de bem-estar material, de paz e de desenvolvimento.
Concerning the educational system, the teachers' training subsystem is vital for the development of the Republic of Angola. Thus, we have chosen it as the subject of this research. The main aim is to offer a modest contribution for decision makers to have as much enlarged and deep information as possible for us to present in this academic context. Its fundamental goal is to contribute to a further reflection on the paradigm of endogen and sustainable development of the Republic of Angola, to face globalization. During the colonial ages the euro centric and the assimilation logic, in the attempt of turning Angola into a second Brazil, doomed to failure. In 1960 less than 1% of Negoes were assimilated and, in 1975, at the Independence time, more than 85% were analphabet. Today, it must be considered that the multicultural and multilingual status among African people, requires, from governments, the implementation of educational policies towards an enlarged autonomy. Angola, a young country, where more than 50% of its population is not yet 15 years old, is characterized by its cultural and linguistic diversity. As a result of living under a war for more than 40 years, the implementation and use of the human and material resources, absolutely essential for the basic needs, such as health and education, were deeply affected. In this problematic context, trainees and mainly teachers of the first school leveis, are called to help the Angolans, (young and adult), of any ethnic group, any biological or cultural mixed race, sex, religion, social, physical and psychological condition, so that they may become subjects of their own history, as determined by the Constitution and the way of living in a democratic regime. Only based on these principies and through the optimization of the emotional and cognitive intelligence of its citizens, Angola will become autonomous, through the use of its available resources to reach a state of physical comfort, peace and development.
L’Èducation Nationale comporte un secteur vital pour le développement de l’Etat angolais: celui de la formation des enseignants. C’est pourquoi nous avons accordé toute notre attention à ce secteur fundamental, afin d’y apporter notre modeste contribution. C’est surtout un sujet de reflexion sur un modèle de développement lié essentiellement aux spécificités angolaises à l’ére de la globalisation. Pendant la colonisationn, la logique eurocêntrique et assimilationiste visant à faire de l’Angola un deuxième Brésil a totalement échoué. En effet, en 1960 moins de 1% de la population noire était assimilée et plus tard, en 1975, au moment de l’indépendance, environs 85% des angolais étaient analphabètes. A l’heure actuelle nous estimons que la situation multiculturelle et l’existence de plusieurs langues devrait conduire le gouvenement à entreprendre une politique éducative vers un modèle plus rationelle de développement du pays. L’Angola d’aujourd’hui, où plus de la moitié de la population a moins de 15 ans , est caractérisée par la diversité culturelle et linguistique. De plus, elle a été soumise à des conflits armées ces 40 dernières années. Ces faits ont contribué à freiner de façon significative son développement, puisque ses ressources humaines et matériellels, notament dans le domaine de la santé et de l’éducation, étaient engloutis dans ces conflits. C’est dans ce contexte problématique que les formateurs, et spécialement les instituteurs, auront la tâche d’ aider tous les angolais - indépendament des origines éthniques, du métissage biologique ou culturel, du sexe et de leur réligion, des conditions physiques, psychique ou social - à devenir les bâtisseurs de leur propre avenir, comme le veulent la Constitution et le regime démocratique. C’est uniquement atravers ces príncipes et, surtout, en utilisant au mieux les intelligences et les sensibilités de tous les citoyens - sans oublier ses immenses ressources économiques - que L’Angola pourra devenir autonome et atteindre une ére de bien être matériel, de paix et de développement.
Descrição: Tese de Doutoramento em Ciências da Educação na especialidade de Comunicação Multicultural e Intercultural
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2468
Versão do Editor: http://www.adelinotorres.com/teses.htm
Aparece nas colecções:Comunicação Multicultural e Intercultural / Multicultural and Intercultural Communication

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