Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2466
Título: Memória e império : comemorações em Portugal : 1880-1960
Autor: João, Maria Isabel
Orientador: Magalhães, Joaquim Romero
Rocha-Trindade, Maria Beatriz
Palavras-chave: Camões, Luís de, 1524?-1580
História de Portugal
Comemorações
Idade contemporânea
Festas
Mentalidade
Ideologias
Cultura portuguesa
Política
Descobrimentos portugueses
Estado Novo
Memória
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Data de Defesa: 1999
Citação: João, Maria Isabel - Memória e império [Em linha] : comemorações em Portugal : 1880-1960. Lisboa : [s.n.], 1999. 1073 p.
Resumo: Este estudo analisa as comemorações dos centenários relacionados com os descobrimentos, a expansão e o império. A única comemoração regular incluída é o 10 de Junho, Festa de Portugal desde 1925. As conotações de que se foi revestindo o feriado é uma história bem expressiva das apropriações ideológicas e políticas deste tipo de eventos. O período cronológico abordado situa-se entre 1880 e 1960. A delimitação decorre do próprio objecto de análise, visto que entre o primeiro ano e o último se situam os grandes centenários relacionados com os tópicos seleccionados. Depois de 1960, tais comemorações perderam o élan e tiveram uma projecção mais limitada. Mas mais importante ainda do que a questão dos centenários é a articulação que pode ser feita entre as duas datas no que se refere à edificação do Império Africano: em 1880, ainda dava os primeiros passos e, em 1960, estava a chegar ao princípio do fim. Assim, entre o tricentenário da morte de Camões e o quinto centenário da morte do Infante D. Henrique se situou o essencial da construção da memória e do imaginário nacionalista do país. Começamos, no primeiro capítulo, por situar os contextos em que ocorreram as comemorações e as perspectivas que as justificaram na época. Em seguida, caracterizamos as formas de organização e os protagonistas destes eventos do ponto de vista sociológico, com uma breve incursão pelo impacto e difusão dos vários centenários. Passamos, no terceiro capítulo, à análise das práticas e ritos comemorativos. O quarto capítulo é consagrado à iconografia e, o quinto, aos discursos através dos quais se pretendia configurar a memória colectiva e a identidade nacional.
This study analyses centennial commemorations of the Portuguese discoveries, expansion and empire. The only annual commemoration included is the celebration of 10th June, a Portuguese Festival since 1925. The meanings invested in this day as time went on constitute in themselves a significant history of the ideological and political appropriations of this kind of event. The period in question extends from 1880 to 1960. These dates are appropriate given that between the former and the latter most of the major centennial commemorations took place. Since 1960, such celebrations have lost their élan and their impact has been limited. More important than the question of the centenaries, however, is the link that can be established between these dates in terms of the construction of the African Empire: in 1880 it was just rehearsing its first steps and in 1960 it was reaching the beginning of its end. Thus, between the 3rd centenary of Camoes's death and the 5th centenary of the death of Prince Henry, the Navigator, the essence of nationalist memories and representations was constructed. In the first chapter, the author begins by describing the contexts in which the commemorations took place and examining the perspectives used to justify them. In the second, she characterises the forms of organisation, and the actors in these events, from a sociological point of view, with a brief incursion on the impact and diffusion of the celebrations. In the third chapter, she proceeds with analyses of the ceremonial practices and rites. The fourth chapter deals with iconography, and the fifth with the several discourses that tried to shape the collective memory and the national identity of the Portuguese people.
Cette étude se centre sur les commémorations des centenaires liés aux découvertes, à l’expansion et à l’empire. La seule commémoration régulière, depuis 1925 au moins, que nous analysons le plus en détail, est celle du 10 Juin, le Jour du Portugal. Les connotations dont cette date se revêt constituent une histoire exemplaire en ce qui concerne les appropriations idéologiques et politiques dont ces genres d’évènements font l’objet. Chronologiquement, nous nous situons entre 1880 et 1960, une délimitation qui découle des objectifs de notre étude même: ces dates représentent, en effet, deux pôles extrêmes entre lesquels nous avons développé les grands thèmes ayant regard aux principaux centenaires. Après 1960, ces commémorations ont perdu de leur élan, ayant dès lors une projection plus réduite. Mais, question plus importante encore que celle des centenaires, il s’agit de celle qui, entre les deux dates, a rapport à la création de l’Empire Africain: en 1880, il faisait ses premiers pas; en 1960, commençait déjà son déclin. Ainsi, entre un centenaire et l’autre, nous avons affaire à l’essentiel de la construction de la mémoire et de l’imaginaire nationaliste-impérialiste du pays. C’est ce que se propose cette étude par le biais de l’analyse des commémorations. Dans le premier chapitre, il s’agit de circonscrire contextes et perspectives qui, à l’époque, motivent et justifient ces commémorations. Par la suite, nous caractérisons du point de vue sociologique leurs formes d’organisation, leurs protagonistes, aussi bien que l’impact et la diffusion des divers centenaires. Le troisième chapitre est consacré à l’études des rites et pratiques qui accompagnent les centenaires. Nous passons ensuite à l’iconographie, pour conclure, au cinquième chapitre, sur les discours au travers desquels l’on prétendait reconfigurer la mémoire collective et l’identité nationale.
Descrição: Tese de Doutoramento em História Contemporânea apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2466
Aparece nas colecções:História Contemporânea / Contemporary History

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