Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2427
Título: Religiosidade em alunos e professores portugueses
Autor: Ferreira, Ana Maria Mendes dos Santos Veríssimo
Orientador: Neto, Félix
Palavras-chave: Religião
Professores
Psicologia da religião
Atitude
Crença religiosa
Inquéritos
Bem-estar social
Género
Idade
Influência familiar
Psicometria
Instrumentos de medição
Portugal
Religiousness
Attitudes
Behaviours
Intrinsic and extrinsic orientation
Identification
Introjection
Religious well-being and existential well-being
Data de Defesa: 2005
Citação: Ferreira, Ana Maria Mendes dos Santos Veríssimo - Religiosidade em alunos e professores portugueses [Em linha]. [Lisboa] : [s.n.], 2005. 375 p.
Resumo: Esta tese pretende analisar a religiosidade em alunos e professores, sendo a religiosidade entendida como o grau de ligação ou aceitação que cada indivíduo tem face à instituição religiosa (Alston, 1875) e à forma como põe em prática as crenças e os rituais (Shafranske e Malony, 1990). Para medir a religiosidade foram utilizados diversos instrumentos – a escala de Atitudes face ao Cristianismo, a escala de Orientação Religiosa, a escala de Internalização Religiosa Cristã, a escala do Bem-estar Espiritual e a escala Comportamental da Religiosidade, que foram validados para a população portuguesa. O trabalho foi organizado em duas partes – o enquadramento teórico e estudos empíricos. No enquadramento teórico foram focados diversos aspectos da religiosidade, a influência das variáveis socio-psicológicas e a religiosidade, o envolvimento social e o bem-estar. No que se refere à segunda parte, foram realizados três estudos – o estudo piloto (com 323 alunos do ensino superior) que teve como principal objectivo validar em Portugal os instrumentos a utilizar nos estudos finais, um estudo sobre a religiosidade com 602 alunos e um sobre a religiosidade numa amostra de 743 professores. Nos estudos finais foram analisadas as influências de diversas variáveis nas medidas de religiosidade em estudo, podendo dizer-se que o género, a idade, a prática religiosa e a frequência da igreja influenciam a religiosidade, as alunas e as professoras mais velhas e crentes praticantes, que frequentam a igreja com mais assiduidade têm níveis mais altos nas atitudes face ao cristianismo, na orientação intrínseca, na identificação, no bem-estar religioso e nos comportamentos religiosos do que os alunos e professores. No estudo realizado com alunos verificou-se que as raparigas com atitudes mais favoráveis ao cristianismo sentem-se menos sós; os intrínsecos são mais satisfeitos com a vida e têm mais ansiedade face à morte; os extrínsecos são menos felizes, mais sós e mais ansiosos face à morte; os alunos com maior nível de identificação têm maior ansiedade face à morte; os introjectivos são menos satisfeitos com a vida e menos felizes, sendo mais sós e mais ansiosos face à morte; os alunos com maior bem-estar religioso e bem-estar existencial são mais satisfeitos com a vida e mais felizes e sentem menos solidão; os que têm mais bem-estar existencial também têm menos ansiedade face à morte; as raparigas com maiores médias nos comportamentos religiosos são mais felizes. No estudo com professores – os que manifestaram atitudes mais favoráveis face ao cristianismo, os mais intrínsecos, com maiores níveis de identificação, bem-estar e comportamentos religiosos são mais satisfeitos com a vida e mais felizes; os extrínsecos e os introjectivos são os mais sós; as atitudes face ao cristianismo e o bem-estar existencial têm correlações negativas com a solidão; os professores com atitudes mais favoráveis face ao cristianismo, orientados intrínseca ou extrinsecamente face à religião e com maiores níveis de identificação e introjecção demonstraram ser mais ansiosos face à morte. Verificou-se que existem correlações positivas entre as atitudes face ao cristianismo, a orientação intrínseca, a identificação, o bem-estar religioso e os comportamentos religiosos.
This thesis tries to analyse the student and teacher’s religiousness. This religiousness is seen like a connection degree or acceptance that each one has to the religious institution (Alston, 1975) and to the way each one puts in to practice faiths and rituals (Shatranske e Malony, 1990). To measure the religiousness several instruments were used – Attitude toward Christianity Scale, Age Universal Religious Orientation Scale, Christian Religious Internalization Scale, Spiritual Well-being Scale and the Behavioural Religiosity Scale that were validated to the Portuguese population. The work was organized in two parts – the theoretical framing and empiric studies. In the theoretical framing several aspects of the religiousness were studied, the influence of social and psychological variables and religiousness, social involvement and well-being. In the second part, tree studies were done – the pilot study (with 323 students of the college) that had as the principal aim to validate in Portugal the instruments to use in the final studies, one study about religiousness with 602 students and one about religion in a sample of 743 teachers. In the final studies the influences of several variables were analysed in the religiosity’s measures under study and we can say that gender, age, religious practice and frequency of the church influence religiousness, the oldest female students and teachers and practicing believers that frequent church with more assiduity have higher levels in the attitudes toward Christianism, intrinsic orientation, identification, religious well-being and in religious behaviours than male students and teachers. In the accomplished study with students, it was found that the girls with attitudes more favourable to Christianism feel less alone; the intrinsic are more satisfied with life and have more anxiety toward death; students with higher religious and existential well-being are more satisfied with life, happier and feel less loneliness; the ones that have more existential well-being have also less anxiety toward death; the girls with higher averages in religious behaviours are happier. In the study with teachers – the ones that manifest more favourable attitudes toward Christianism, the more intrinsic, with higher levels of identification, well-being and religious behaviours are more satisfied with life and happier; the extrinsic and introjectives are more alone; the attitudes toward Christianism and the existential well-being have negative correlations with loneliness; the teachers with more favourable attitudes toward Christianism guided intrinsic and extrinsically toward religion and with higher levels of identification and introjection showed to be more anxious toward death. We have concluded that there are positive correlations between the attitudes toward Christianism, intrinsic orientation, identification, religious well-being and religious behaviours.
Cette thèse de doctorat a l’intention d’analyser la religiosité entre élèves et professeurs, étant la religiosité envisagée comme le degré de liaison ou d’acceptation que chaque individu a vis-à-vis l’institution religieuse (Alston, 1975) et, aussi bien, la forme par laquelle elle met en pratique les croyances et les rites (Shafranske et Malony, 1990). Pour mesurer la religiosité on été employés plusieurs instruments : l’échelle des Attitudes face aux Doctrines Chrétiennes, l’échelle d’Orientation Religieuse, l’échelle d’Internalisation Religieuse Chrétienne, l’échelle du Bien-être Spirituel et l’échelle Comportementale de la Religiosité, qui ont été validées dans le contexte de la population Portugaise. Ce travail a été conçu en deux parties : d’abord, l’encadrement théorique et, en suite des études empiriques. Dans l’encadrement théorique, plusieurs questions ont été envisagées sur la religiosité, l’influence des variables socio psychologiques de l’influence et de la religiosité ; l’engagement social et le bonheur. Quant à la deuxième partie, trois études ont été réalisées – une étude pilote (avec 323 élèves universitaires) qui a eu comme but principal la validation de ces instruments au Portugal, et qui seront utilisés aux études finales, une étude sur la religiosité (avec 602 élèves) et une troisième, au sujet de la religiosité (avec 743 professeurs). A la fin du travail, les influences de plusieurs variables sur les mesures de la religiosité étudiées ont été analysées et on peut dire que l’âge, la pratique religieuse et la fréquentation de l’église influencent la religiosité, les élèves et les professeurs plus âgés et croyantes fidèles qui fréquentent l’église, avec plus d’assiduité ont des niveaux plus élevés dans leurs attitudes face au christianisme, dans l’orientation intrinsèque, dans l’identification, dans le bonheur et dans les comportements religieux que ceux des étudiants et des enseignants. Dans une étude menée avec des élèves, celle-ci a montré que les fille ont des attitudes plus favorables au christianisme, car elles se sentent moins seules ; les intrinsèques sont plus satisfaits avec leur vie et sont plus anxieux vis-à-vis la mort ; les extrinsèques sont moins heureux, ils se sentent plus seuls et plus anxieux vis-à-vis de la mort, les élèves qui ont un niveaux d’identification plus élevé sont moins anxieux vis-à-vis la mort ; les introjèctifs sont moins contents avec la vie et moins heureux, ils se sentent plus seules et plus anxieux vis-à-vis de la mort ; les élèves avec un plus grand bonheur religieux sont plus heureux avec la vie et ils se sentent moins seuls ; ceux qui ont un plus grand bien-être existentiel démontrent aussi moins d’anxiété vis-à-vis de la mort ; les filles avec des niveaux plus élevés face aux comportements religieux sont plus heureuses. Quant aux études à l’égard des professeurs, ceux qui ont démontré des attitudes favorables face au christianisme, les plus intrinsèques, avec des niveaux d’identification, bonheur et de comportements religieux, sont ceux qui sont, non seulement les plus satisfaits avec la vie, mais les plus heureux ; les extrinsèques et les introjectifs sont ceux qui se sentent les plus seuls ; les attitudes face au christianisme et le bien-être existentiel présentent des corrélations négatives avec la solitude ; les professeurs qui présentent des attitudes plus favorables face au christianisme, orientés intrinsèquement ou extrinsèquement vis-à-vis de la religion et avec des niveaux plus élevés d’identification et d’introjection démontrent avoir plus d’anxiété vis-à-vis de la mort. On a trouvé des corrélations positives entre les attitudes chrétiennes, l’orientation intrinsèque, l’identification, le bien-être religieux et les comportements religieux.
Descrição: Tese de Doutoramento em Ciências da Educação na especialidade de Educação Intercultural apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2427
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