Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2366
Título: Grafismos rupestres pré-históricos no Baixo Erges (Idanha-a-Nova, Portugal)
Autor: Cardoso, João Luís
Henriques, Francisco
Caninas, João Carlos
Chambino, Mário
Palavras-chave: Rio Erges
Bacia hidrográfica do Tejo
Grafismos rupestres esquemáticos
Neolítico
Calcolítico
River Erges
Tagus river basin
Schematic rock carvings
Neolithic
Chalcolithic
Data: 2011
Citação: Cardoso, João Luís [et al.] - Grafismos rupestres pré-históricos no Baixo Erges (Idanha-a-Nova, Portugal). In Ramirez, P. Bueno; Cuenca, E. Cerrillo; Cordero, A. Gonzalez, eds. - "From the origins [Em linha] : the Prehistory of the inner tagus region". United Kingdom: British Archaeological Reports, 2011. ISBN 978-1-4073-0777-0. p. 199-217
Resumo: Apresentam-se os resultados da prospecção arqueológica efectuada pela Associação de Estudos do Alto Tejo no rio Erges, no trecho situado entre Segura e a posição correspondente à margem portuguesa da foz do Arroyo Boqueron (Espanha), cerca de 2 km a montante da foz do rio Erges no Tejo. Para além de se pretender dar continuidade a trabalhos de cartografia arqueológica extensiva, iniciados nesta região em 1977, houve a intenção de identificar grafismos rupestres pré-históricos, depois de uma incursão efectuada, sem sucesso, nos anos setenta, aquando da descoberta do chamado Complexo de Arte Rupestre do Tejo, em Vila Velha de Ródão e Nisa. No decurso dos trabalhos no rio Erges, e no que concerne a novas grafismos rupestres, foi possível identificar, até ao momento, vários conjuntos de figuras geométrico-simbólicas (círculos simples e concêntricos), antropomorfos, alguns dos quais de configuração ancoriforme, possíveis zoomorfos, picotados dispersos ou em mancha e gravações incisas. Apesar do reduzido número e da escassa diversidade de gravuras, é possível correlacionar a maioria destes motivos com a arte esquemática do Tejo. Por outro lado, esta descoberta evidencia a expansão, para montante, do limite do complexo de arte rupestre holocénica detectado no rio Tejo e afluentes, nos anos setenta do séc. XX. Porém, e partindo do conhecimento actual sobre a distribuição e os quantitativos destas gravuras pré-históricas no rio Tejo, tem-se a convicção que a área nuclear daquele complexo simbólico estará situada nas margens do grande rio, sendo menos expressivas e até marginais as ocorrências presentes nos seus afluentes. Por outro lado, os achados efectuados em ambas as margens do rio Erges, reforçam a hipótese do Tejo Internacional conter conjuntos tão expressivos como os do Tejo português, o que só se poderá comprovar, no futuro, com a desactivação da barragem deCedillo. Os grafismos rupestres identificados no rio Erges têm enquadramento na densa ocupação pré-histórica do Tejo internacional, coeva daquelas gravuras, identificada na zona envolvente, tanto em Portugal como em Espanha. Incluem-se nesse contexto diversos tipos de monumentos megalíticos, com destaque para os de cariz funerário – em alguns dos quais também foram identificados grafismos, na zona de Cáceres – e sítios de habitat, sobre as coberturas detríticas do território de Rosmaninhal (Idanha-a- Nova). As representações antropomórficas, as mais expressivas naquele conjunto e fiáveis do ponto de vista cronológico, podem ser enquadradas no Neolítico Final-Calcolítico (IV e III milénio a. C.), de acordo com as periodizações propostas por António Martinho Baptista (fase II, megalítica) e Mário Varela Gomes (período meridional).
This paper presents the results of an archaeological prospection conducted by the Upper Tagus Study Association along a portion of the River Erges located between Segura and the position corresponding to the Portuguese bank at Arroyo Boqueron (Spain), some 2 km upstream from where the Erges joins the Tagus. The aim was both to continue the extensive archaeological cartography project begun in the region in 1977, and also to identify prehistoric rock carvings, following an unsuccessful incursion in the 1970s at the time when the so-called Tagus Rock Art Complex was discovered in Vila Velha de Ródão and Nisa. With this work along the River Erges, it was possible to identify various groups of motifs: symbolic-geometric (simple and concentric circles); anthropomorphic, some of which are anchor-shaped; possibly zoomorphic; pecking (dispersed or in patches), and filiform shapes. Although the carvings were limited in number and diversity, most of these motifs may be correlated with the schematic art of the Tagus. Indeed, the discovery provides evidence of the expansion upstream of the limit of the Holocenic rock art complex detected along the River Tagus and its tributaries during the 1970s. Current knowledge concerning the distribution and quantities of these prehistoric rock carvings on the River Tagus suggests that the core of this symbolic complex would have been located on the banks of the great river, and that there would have been less expression, and more marginal in nature, along the tributaries. However, the discoveries made on both banks of the River Erges reinforce the hypothesis that the International Tagus contains clusters that are as expressive as those of the Portuguese Tagus. Unfortunately, though, this will only be provable with deactivation of the Cedillo dam. The rock carvings identified on the River Erges clearly result from the dense prehistoric occupation of the International Tagus at that time, as identified in the surrounding area, both in Portugal and in Spain. This context includes various types of megalithic monuments, particularly burial sites (in some of which were also identified rock carvings in the area of Cáceres) and habitats on the detrital platforms around Rosmaninhal (Idanha-a-Nova). The anthropomorphic representations, which are the most expressive and chronologically reliable of that group, may be slotted into the Final Neolithic-Chalcolithic (IV and III millennium BC), in accordance with the periods suggested by António Martinho Baptista (Stage II, megalithic) and Mário Varela Gomes (southern period).
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2366
ISBN: 978-1-4073-0777-0
Aparece nas colecções:História, Arqueologia e Património - Capítulos/artigos em livros internacionais / Book chapters/papers in international books

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