Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2353
Título: A mamoa da Charneca das Vinhas (Vila Velha de Rodão)
Autor: Cardoso, João Luís
Caninas, João Carlos
Henriques, Francisco
Palavras-chave: Arqueologia
História de Portugal
Pré-história
Escavações arqueológicas
Calcolítico
Vila Velha de Ródão
Data: 2009
Citação: Cardoso, João Luís; Caninas, João Carlos; Henriques, Francisco - A mamoa da Charneca das Vinhas (Vila Velha de Rodão)[Em linha]. "Revista Portuguesa de Arqueologia". ISSN 0874-2782. Vol. 12, Nº 2 (2009), p. 99-138
Resumo: Em 2000–2001 foi efectuada a escavação arqueológica da mamoa da Charneca das Vinhas, por determinação do Instituto Português de Arqueologia, na sequência de um alerta lançado pela Associação de Estudos do Alto Tejo quanto ao risco da sua destruição por povoamento florestal. o monumento situa-se a 359 m de altitude, em posição sobranceira ao vale do Tejo, no bordo de um trecho da superfície culminante, em forma de mesa, da Formação de Falagueira, consistindo em arenitos e conglomerados do Placenciano-Gelasiano (pliocénico). Esta formação assenta por discordância angular em rochas metamórficas argilificadas do Grupo das Beiras (Pré-câmbrico e Câmbrico). a mamoa da Charneca das Vinhas é um pequeno tumulus com cerca de 11 m de diâmetro e menos de 1 m de altura. a escavação arqueológica revelou estrutura maioritariamente constituída por material areno-argiloso, capeada com uma couraça pétrea (metagrauvaques, filitos, quartzo e quartzito), dispondo de um anel de contenção periférica e tendo no interior uma câmara de planta indeterminada, de que restou um único esteio completo, e um provável corredor com trecho final subaéreo. o conjunto artefactual recolhido no decurso da intervenção, numeroso e diversificado do ponto de vista tipológico, ocupava maioritariamente a câmara, a parte final do corredor e a zona adjacente a entrada no monumento, voltada a SE. A cerâmica e o item mais representativo, logo seguida, em termos quantitativos, pelas pontas de seta, sendo estas exclusivamente de base côncava. A cerâmica, embora com larga repartição pelo espaço investigado, parece concentrar-se na câmara, enquanto os elementos de pedra lascada, sobretudo pontas de seta e laminas/lamelas, dominam os sectores adjacentes a entrada do monumento. os instrumentos de pedra polida, tal como as pecas afeiçoadas (dormentes e moventes de mos manuais), estão escassamente representados e ocorrem sobretudo no exterior do monumento. Este espolio indica que o monumento foi construído no decurso do Calcolítico e evidencia comercio trans-regional principalmente com a região do Baixo Tejo, e Alto Alentejo, indicando que este território ocupou uma posição chave na rota do Rio Tejo, entre a região da Estremadura, na parte ocidental da Península, e a parte sul da Meseta.
In 2000–2001, archaeological excavations were carried out at the mound of Charneca das Vinhas, on the initiative of the Portuguese archaeological Institute. the immediate motive was an alert issued by the upper Tagus Study association that the monument was at risk of destruction due to afforestation schemes. the monument is located at an elevation of 359 m overlooking the Tagus valley, at the edge of a “mesa”-shaped Falagueira formation. This unit consists of sandstones and conglomerates (Pliocene) and overlies, by an angular discordance, the metamorphic basement that comprises the Beiras Group (Pre-Cambrian and Cambrian). Charneca das Vinhas is a small monument of around 11 m in diameter and less than 1 m high. the archaeological excavation revealed a tumulus constructed mostly in clay-sand material, topped with a carapace of metagreywackes, phyllites, quartz and quartzite boulders and cobles, a peripheral contention ring and an inner chamber of indeterminate ground plan, of which the only thing that remains is a single complete standing stone and what is probably a passage with its final stretch in the open air. The artefacts collected during the intervention, which were numerous and diverse in type, were found mainly in the chamber, at the end part of the corridor and in the area adjacent to the entrance, facing southeast. Ceramic objects were most prevalent, followed (in quantitative terms) by arrowheads, which were exclusively concave-based. The ceramics, though scattered widely over the excavated area, seem to have been concentrated in the chamber, while the flake stone tools, particularly arrowheads and other blades, were found predominantly in the sectors adjacent to the entrance. Stone tools are scarce and occur mostly outside the monument. These remains suggest that this monument was built in the Chalcolithic. Moreover, it also provides evidence of transregional commerce mostly with the lower Tagus river region, and Upper Alentejo, further indicating that this territory occupied a key position in the river route of the Tagus, linking the Estremadura region, in the western part of the peninsula, with the South Meseta region.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2353
ISSN: 0874-2782
Aparece nas colecções:História, Arqueologia e Património - Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals

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