Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2332
Título: Literacia(as) familiar(es): ambiente, crenças e práticas dos pais e conhecimentos das crianças
Autor: Pacheco, Patrícia Riscado de Barros
Orientador: Amante, Lúcia
Mata, Lourdes
Palavras-chave: Literacia
Ensino da leitura
Família
Ambiente familiar
Hábitos de leitura
Papel dos pais
Family literacy
Emergent literacy
Beliefs
Practices
Literacy environment
Data de Defesa: 2012
Citação: Pacheco, Patrícia Riscado de Barros - Literacia(as) familiares(es) [Em linha] : ambiente, crenças e práticas dos pais e conhecimentos das crianças. Lisboa : [s.n.], 2012. 262, XXX p.
Resumo: Actualmente, o campo de investigação em literacia familiar é amplo, privilegiando-se uma abordagem holística a multifacetada da temática. Entende-se hoje que as famílias percepcionam a aprendizagem da leitura e escrita de forma muito diferente e que essas ideias influenciam a escolha e o desenvolvimento das suas práticas de literacia familiar. Por outro lado, sabe-se que as crianças quando chegam à escola revelam ideias sobre a leitura e escrita e que estas foram construídas socialmente e culturalmente na família e na interacção com os outros. Com o intuito de explorar o conceito de literacia familiar, pretendemos, num primeiro momento, caracterizar e analisar as relações entre as crenças dos pais sobre a aprendizagem da leitura e escrita dos filhos, as práticas e o ambiente de literacia familiar. Nesta caracterização, analisámos ainda a influência da variável do estatuto sociocultural nas crenças, práticas e ambiente de literacia familiar. Num segundo momento, e partindo da importância que a literacia familiar tem nos conhecimentos de literacia emergente das crianças, analisámos também a relação entre as variáveis parentais (crenças e práticas de literacia), ambiente de literacia familiar e o desenvolvimento dos conhecimentos emergentes de literacia das crianças. Dado que se considera que a literacia emergente é desenvolvida durante os anos pré-escolares, a recolha de dados foi realizada junto de 198 pais e respectivas crianças que frequentavam o último ano do pré-escolar. Em termos globais, os resultados deste estudo apontam para que os pais apresentam uma perspectiva global e eclética da aprendizagem da leitura e escrita, o que nos indica que não existe uma tipologia de pais, mas sim uma variedade de famílias que se podem caracterizar pelas suas crenças, práticas e ambiente(s) de literacia familiar. Salientamos que houve uma predominância das crenças holísticas, mas também uma grande valorização de ideias tecnicistas. Esta abrangência de concepções parece orientar a diversidade de práticas de literacia familiar, onde se evidenciaram as práticas de entretenimento, com destaque para a leitura de histórias, e as práticas de treino. Relativamente à variável estatuto sociocultural verificámos que as diferenças dizem respeito, sobretudo, a nível das crenças tecnicistas e do ambiente de literacia familiar. Constatámos que os pais de estatuto sociocultural baixo apresentaram valores mais elevados nas crenças tecnicistas e que os pais de estatuto sociocultural médio/alto iniciam mais cedo a leitura junto dos filhos e utilizam mais tempo para a leitura e lêem mais histórias, assim como referem ter mais livros em casa e comprar livros com mais regularidade. No que diz respeito aos conhecimentos de literacia emergente das crianças, verificámos que as crianças que conhecem mais histórias infantis revelam mais conhecimentos a nível dos aspectos técnicos da linguagem escrita. As crianças que conhecem menos histórias revelam níveis de conceptualizações da linguagem escrita menos elaborados. A análise dos resultados sobre a relação entre as variáveis parentais (crenças. práticas e ambiente) e os conhecimentos de literacia emergente das crianças não revelou associações significativas. Consideramos que, eventualmente, existem variáveis de natureza motivacional e afectiva relevantes na análise deste tipo de relação.
Nowadays, the field of research on family literacy is broad, privileging a holistic and multifaceted approach of the theme. It is today understood that the families perceive the learning of reading and writing in a very different way and that those ideas influence the choice and the development of their practices of family literacy. On the other hand, it is known that when children arrive at school, they reveal ideas about reading and writing and that these were socially and culturally built in the family and in the interaction with Others. With the goal of exploring the concept of family literacy, we aimed, in a first moment, to characterize and analyse the relationships between the beliefs of the parents about their children’s learning of reading and writing, the practices and the environment of family literacy. In this characterization, we also analysed the influence of the variable of the social and cultural status in the beliefs, practices and environment of the family literacy. In a second moment, and starting from the importance that the family literacy has in the knowledge of the literacy emerging from the children, we also analysed the relationship between the parental variables (beliefs and literacy practices), family literacy environment and the development of the knowledge emerging from the children’s literacy. Since it is considered that the emergent literacy is developed during the preschool years, the data collection was carried out with 198 parents and the respective children that attended the last year of preschool. In global terms, the results of this study point out that parents have a global and eclectic perspective of the learning of reading and writing, which indicates us that there is not a parents’ typology, but a variety of families which can be characterized by their beliefs, practices and the family literacy environment(s). We emphasise that there was a predominance of the holistic beliefs, as well as a great valorisation of technicist ideas. This span of conceptions seems to orientate the diversity of practices of family literacy, where the entertainment practices become evident, with emphasis on storytelling, and training practices. In respect to the social and cultural status variable, we verified that the differences are related, above all, to the technicist beliefs and to the family literacy environment. We have found that the parents with a low social and cultural status showed higher values in technicist beliefs and that the parents with a average/high social and cultural status start reading with their children earlier, use more time for reading and read more stories, besides referring that they have more books at home and buy books more regularly. Regarding the knowledge of children on emerging literacy, we have found that children who know the children’s stories reveal more knowledge concerning the technical aspects of written language. Children who know less stories reveal levels of written language conceptualization less elaborate. The analysis of the results about the relationship between the parental variables (beliefs, practices and environment) and the knowledge of the literacy emerging from the children has not revealed significant associations. We believe that, eventually, there are variables of affective and motivational nature relevant to the analysis of this type of relationship.
Descrição: Tese de Doutoramento em Ciências da Educação na especialidade de Psicologia Educacional apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2332
Aparece nas colecções:Psicologia Educacional / Psychology Educational

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